<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários sobre: Abolição e os direitos humanos</title>
	<atom:link href="http://120cartas.ig.com.br/wp/abolicao-e-os-direitos-humanos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://120cartas.ig.com.br/wp/abolicao-e-os-direitos-humanos/</link>
	<description>Just another WordPress weblog</description>
	<lastBuildDate>Fri, 21 Aug 2009 11:21:17 -0300</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
		<item>
		<title>Por: Franciele de Freitas Matias</title>
		<link>http://120cartas.ig.com.br/wp/abolicao-e-os-direitos-humanos/comment-page-1/#comment-4473</link>
		<dc:creator>Franciele de Freitas Matias</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Aug 2008 01:12:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://120cartas.ig.com.br/wp/?p=5#comment-4473</guid>
		<description>Panorama- SP, 14 de Agosto

Olá, Querido Leitor e Prezado Carlos de Lara

 Venho por meio de esta expor minha opinião sobre o racismo que é no mínimo uma atitude de ignorância as próprias origens, as pessoas acham que são superiores uma as outras simplesmente pela sua raça, discriminam as pessoas de outros grupos raciais sejam eles brancos, negros, índios, entre outros.
 Muitas pessoas vêem apenas rostos e não conhecem ao menos a pessoa antes de discriminá-la, não sabem que a cor de uma pessoa não significa nada, porque a realidade que muitos não conhecem é que somos todos iguais, não importa que raça tenha, o que realmente importa é o que somos no que nos formamos e o que fizemos, o preconceito racial é uma atitude ignorante, pois ofende sem merecimento uma pessoa como você, como eu, que simplesmente é vítima do comentário sem préstimo de pessoas racistas. 
  O caráter de uma pessoa não se resume na cor que ela contém a sua pele, mas nas suas atitudes, na sua idoneidade.
 O dia 21 de março é um dia muito especial para os negros, é o dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial que fica cada vez mais inadmissível em um país cheio de raças e culturas variadas, que ainda exista preconceito racial, desde a lei contra o racismo em 5 de janeiro de 1989 ainda não diminuiu o preconceito, um comportamento desumano contra os negros.
 No Brasil em 2003, 87% das pessoas afirmaram que os brancos têm preconceito contra os negros, um índice que exige diminuição, pois no Brasil onde existem tantas misturas de culturas variadas que caracterizam o nosso país, jamais poderia existir tanto preconceito racial, os negros sofreram e ainda sofrem muito pelo singelo fato de querer caminhar sobre as ruas sem o constrangedor medo de que poderá ser descriminado a qualquer momento, entrar em um estabelecimento e não ser discriminado pela sua cor. 
 Mas ainda tenho esperanças num mundo melhor, onde todos sejam tratados igualmente, sem preconceitos e discriminações, onde as pessoas tenham a decência de respeitar umas as outras sem serem preconceituosas.

A você leitor, e estimado Carlos de Lara deixo meus cumprimentos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Panorama- SP, 14 de Agosto</p>
<p>Olá, Querido Leitor e Prezado Carlos de Lara</p>
<p> Venho por meio de esta expor minha opinião sobre o racismo que é no mínimo uma atitude de ignorância as próprias origens, as pessoas acham que são superiores uma as outras simplesmente pela sua raça, discriminam as pessoas de outros grupos raciais sejam eles brancos, negros, índios, entre outros.<br />
 Muitas pessoas vêem apenas rostos e não conhecem ao menos a pessoa antes de discriminá-la, não sabem que a cor de uma pessoa não significa nada, porque a realidade que muitos não conhecem é que somos todos iguais, não importa que raça tenha, o que realmente importa é o que somos no que nos formamos e o que fizemos, o preconceito racial é uma atitude ignorante, pois ofende sem merecimento uma pessoa como você, como eu, que simplesmente é vítima do comentário sem préstimo de pessoas racistas.<br />
  O caráter de uma pessoa não se resume na cor que ela contém a sua pele, mas nas suas atitudes, na sua idoneidade.<br />
 O dia 21 de março é um dia muito especial para os negros, é o dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial que fica cada vez mais inadmissível em um país cheio de raças e culturas variadas, que ainda exista preconceito racial, desde a lei contra o racismo em 5 de janeiro de 1989 ainda não diminuiu o preconceito, um comportamento desumano contra os negros.<br />
 No Brasil em 2003, 87% das pessoas afirmaram que os brancos têm preconceito contra os negros, um índice que exige diminuição, pois no Brasil onde existem tantas misturas de culturas variadas que caracterizam o nosso país, jamais poderia existir tanto preconceito racial, os negros sofreram e ainda sofrem muito pelo singelo fato de querer caminhar sobre as ruas sem o constrangedor medo de que poderá ser descriminado a qualquer momento, entrar em um estabelecimento e não ser discriminado pela sua cor.<br />
 Mas ainda tenho esperanças num mundo melhor, onde todos sejam tratados igualmente, sem preconceitos e discriminações, onde as pessoas tenham a decência de respeitar umas as outras sem serem preconceituosas.</p>
<p>A você leitor, e estimado Carlos de Lara deixo meus cumprimentos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fabio Bernardino Junior</title>
		<link>http://120cartas.ig.com.br/wp/abolicao-e-os-direitos-humanos/comment-page-1/#comment-4246</link>
		<dc:creator>Fabio Bernardino Junior</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 18:55:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://120cartas.ig.com.br/wp/?p=5#comment-4246</guid>
		<description>Racismo: se você não fala, quem vai falar?

Racismo: isso não deveria existir porque somos todos iguais. Se alguém leva um tiro e sangra, independente da cor da pele, o sangue é o mesmo. Se um branco ou um negro ficam doentes, independente da cor da pele, o remédio é o mesmo. É odioso saber que inúmeras vezes, negros foram confundidos com bandidos por causa da cor da pele. Será que só porque se é negro, deve-se ser bandido? Não existem bandidos brancos? Acaso o Marcola é negro? E o Juan Carlos Abadia? Daniel Dantas? Branco, mas branco mesmo, só o colarinho!
Em muitas profissões é raro ver um negro: os padres, na sua maioria, são brancos, os Presidentes da República são brancos, os diplomatas, os Juízes de Direito, os Deputados, Senadores, a maioria, brancos. 
Meu recado vai para os governantes: é preciso mudar essa questão do racismo. É preciso dizer &quot;Não&quot; ao Preconceito, mas, se quisermos mudar o mundo, comecemos pelos nosso quintal.

Fabio Bernardino Junior
Jundiaí - SP.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Racismo: se você não fala, quem vai falar?</p>
<p>Racismo: isso não deveria existir porque somos todos iguais. Se alguém leva um tiro e sangra, independente da cor da pele, o sangue é o mesmo. Se um branco ou um negro ficam doentes, independente da cor da pele, o remédio é o mesmo. É odioso saber que inúmeras vezes, negros foram confundidos com bandidos por causa da cor da pele. Será que só porque se é negro, deve-se ser bandido? Não existem bandidos brancos? Acaso o Marcola é negro? E o Juan Carlos Abadia? Daniel Dantas? Branco, mas branco mesmo, só o colarinho!<br />
Em muitas profissões é raro ver um negro: os padres, na sua maioria, são brancos, os Presidentes da República são brancos, os diplomatas, os Juízes de Direito, os Deputados, Senadores, a maioria, brancos.<br />
Meu recado vai para os governantes: é preciso mudar essa questão do racismo. É preciso dizer &#8220;Não&#8221; ao Preconceito, mas, se quisermos mudar o mundo, comecemos pelos nosso quintal.</p>
<p>Fabio Bernardino Junior<br />
Jundiaí &#8211; SP.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniele Antunes da Rosa</title>
		<link>http://120cartas.ig.com.br/wp/abolicao-e-os-direitos-humanos/comment-page-1/#comment-4245</link>
		<dc:creator>Daniele Antunes da Rosa</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 18:18:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://120cartas.ig.com.br/wp/?p=5#comment-4245</guid>
		<description>Venho por meio desta expressar-me sobre o preconceito e a desigualdade em nosso país. 
Eu acredito que há grande probabilidade de nosso país mudar, e para melhor, pois todos nós somos seres humanos e temos direitos iguais não importando a cor, a raça, a religião.
Infelizmente muitas pessoas não pensam da mesma forma e o Brasil está cada dia mais preconceituoso e isso é um problema para a sociedade, pois muitas pessoas sofrem  discriminação por serem homossexuais, de religiões diferentes etc. No entanto, se quisermos  ter um país melhor, devemos deixar de lado o preconceito, a discriminação.
Cotas para Negros - muitas Universidades adotaram esse sistema, porém eu questiono se tal prática realmente ajuda ou discrimina ainda mais. 
Existem vários tipos de preconceito. Além do racial, há também o de religião, de classe social, de religião etc.
No Brasil, o preconceito contra os negros é o mais evidente, mas nós, querendo ou não, somos descendentes deles. Somos brasileiros e o povo brasileiro nasceu da mistura de várias raças, incluindo, é claro, os negros e os índios. Essa ignorância precisa acabar, no Brasil e no mundo.
É necessário exterminar o preconceito. É preciso conscientizar as pessoas de que preconceito é crime e existe punição para quem o pratica. 

Daniele Antunes da Rosa
Jundiaí - SP.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Venho por meio desta expressar-me sobre o preconceito e a desigualdade em nosso país.<br />
Eu acredito que há grande probabilidade de nosso país mudar, e para melhor, pois todos nós somos seres humanos e temos direitos iguais não importando a cor, a raça, a religião.<br />
Infelizmente muitas pessoas não pensam da mesma forma e o Brasil está cada dia mais preconceituoso e isso é um problema para a sociedade, pois muitas pessoas sofrem  discriminação por serem homossexuais, de religiões diferentes etc. No entanto, se quisermos  ter um país melhor, devemos deixar de lado o preconceito, a discriminação.<br />
Cotas para Negros &#8211; muitas Universidades adotaram esse sistema, porém eu questiono se tal prática realmente ajuda ou discrimina ainda mais.<br />
Existem vários tipos de preconceito. Além do racial, há também o de religião, de classe social, de religião etc.<br />
No Brasil, o preconceito contra os negros é o mais evidente, mas nós, querendo ou não, somos descendentes deles. Somos brasileiros e o povo brasileiro nasceu da mistura de várias raças, incluindo, é claro, os negros e os índios. Essa ignorância precisa acabar, no Brasil e no mundo.<br />
É necessário exterminar o preconceito. É preciso conscientizar as pessoas de que preconceito é crime e existe punição para quem o pratica. </p>
<p>Daniele Antunes da Rosa<br />
Jundiaí &#8211; SP.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Patricia de Oliveira Ferreira</title>
		<link>http://120cartas.ig.com.br/wp/abolicao-e-os-direitos-humanos/comment-page-1/#comment-4241</link>
		<dc:creator>Patricia de Oliveira Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 17:35:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://120cartas.ig.com.br/wp/?p=5#comment-4241</guid>
		<description>Racismo: se você não fala, quem vai falar?

No Brasil, o racismo é, no mínimo, uma atitude de ignorância, pois a população brasileira surgiu a partir da mistura de raças.
Diz a lei que todo cidadão que se sentir discriminado, humilhado, pode recorrer ao Poder Judiciário e que o crime cometido é inafiançável. Mas, não é bem isso o que vemos hoje em dia - as pessoas que sofrem discriminação recorrem à Justiça, mas quem cometeu o ato discriminatório paga fiança e finge que nada aconteceu. Alguns, por não saberem dos seus direitos, sofrem a discriminação e o preconceito calados, não recorrem e fica por isso mesmo. 
Enquanto as leis não forem cumpridas por todos, não só esse tipo de crime ficará impune, mas vários outros também.


Patricia de Oliveira Ferreira
Jundiaí - SP.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Racismo: se você não fala, quem vai falar?</p>
<p>No Brasil, o racismo é, no mínimo, uma atitude de ignorância, pois a população brasileira surgiu a partir da mistura de raças.<br />
Diz a lei que todo cidadão que se sentir discriminado, humilhado, pode recorrer ao Poder Judiciário e que o crime cometido é inafiançável. Mas, não é bem isso o que vemos hoje em dia &#8211; as pessoas que sofrem discriminação recorrem à Justiça, mas quem cometeu o ato discriminatório paga fiança e finge que nada aconteceu. Alguns, por não saberem dos seus direitos, sofrem a discriminação e o preconceito calados, não recorrem e fica por isso mesmo.<br />
Enquanto as leis não forem cumpridas por todos, não só esse tipo de crime ficará impune, mas vários outros também.</p>
<p>Patricia de Oliveira Ferreira<br />
Jundiaí &#8211; SP.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ednilson S. Dias</title>
		<link>http://120cartas.ig.com.br/wp/abolicao-e-os-direitos-humanos/comment-page-1/#comment-4239</link>
		<dc:creator>Ednilson S. Dias</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 17:09:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://120cartas.ig.com.br/wp/?p=5#comment-4239</guid>
		<description>Ednilson Sousa Dias
                                                     Rua Pedro Latance, s/nº   
                                                     Jundiaí - SP.

Ao
Ilmo. Sr. Luís Inácio Lula da Silva
DD. Presidente da República Federativa do Brasil
Brasília - DF.

Excelentíssimo Senhor:

Escrevo esta simples carta na esperança que Vossa Excelência a leia. Quero falar sobre o sistema de cotas para negros nas Universidades. Sabe-se que o referido sistema foi criado com a intenção de ajudar os afro-descendentes, mas, a impressão que fica é que os mesmos são incapazes de conseguir por si mesmos os seus objetivos, são incapazes de disputar uma vaga de igual pra igual com os brancos. 
Escrevo essa carta para Vossa Excelência para pedir-lhe mais ações no sentido de minimizar essas diferenças. É preciso lutar por um Brasil menos desigual, um país mais justo e com oportunidades iguais para brancos e negros, principalmente no que se refere a questão dos empregos: há pessoas que não empregam pessoas negras, julgam apenas pela aparência, pela cor e não pela capacidade. Isso é imperdoável.
Nada mais havendo a declarar, despeço-me,

Atenciosamente,

Ednilson Sousa Dias</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ednilson Sousa Dias<br />
                                                     Rua Pedro Latance, s/nº<br />
                                                     Jundiaí &#8211; SP.</p>
<p>Ao<br />
Ilmo. Sr. Luís Inácio Lula da Silva<br />
DD. Presidente da República Federativa do Brasil<br />
Brasília &#8211; DF.</p>
<p>Excelentíssimo Senhor:</p>
<p>Escrevo esta simples carta na esperança que Vossa Excelência a leia. Quero falar sobre o sistema de cotas para negros nas Universidades. Sabe-se que o referido sistema foi criado com a intenção de ajudar os afro-descendentes, mas, a impressão que fica é que os mesmos são incapazes de conseguir por si mesmos os seus objetivos, são incapazes de disputar uma vaga de igual pra igual com os brancos.<br />
Escrevo essa carta para Vossa Excelência para pedir-lhe mais ações no sentido de minimizar essas diferenças. É preciso lutar por um Brasil menos desigual, um país mais justo e com oportunidades iguais para brancos e negros, principalmente no que se refere a questão dos empregos: há pessoas que não empregam pessoas negras, julgam apenas pela aparência, pela cor e não pela capacidade. Isso é imperdoável.<br />
Nada mais havendo a declarar, despeço-me,</p>
<p>Atenciosamente,</p>
<p>Ednilson Sousa Dias</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Helenayna dos Santos Virgilato</title>
		<link>http://120cartas.ig.com.br/wp/abolicao-e-os-direitos-humanos/comment-page-1/#comment-4195</link>
		<dc:creator>Helenayna dos Santos Virgilato</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Aug 2008 18:25:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://120cartas.ig.com.br/wp/?p=5#comment-4195</guid>
		<description>A ARTE DE SER NEGRO
Escrito por: Helenayna dos Santos Virgilato

Hoje em dia é muito corriqueiro se falar em Racismo de uma forma drástica, preconceituosa e discriminal. Mas nunca, nunca paramos para pensar que além de uma palavra que está sendo discutida – e por muitas vezes não – são humanos iguais a todos que merecem um lugar e respeito diante á sociedade.
Não sou negra, sou parda, mas me orgulho muito de ter parte da minha família afro-descendente, por que sei, que sem eles, sem a cultura que eles me proporcionaram eu, hoje no meio de tantos preconceituosos, não seria nada!
Engraçado que, após 120 anos da “extinção” do preconceito racial do negro, ainda haja vestígios – e não são poucos – desta vergonhosa postura da sociedade diante ás suas raízes culturais. Sangue que corre em nossas veias, que, se não fossem eles, talvez este sangue que nos alimenta de vida e de saúde não nos serviriam para alimentar a boca de nossos filhos, filhos que criamos para descriminar sua árvore genealógica?
Isso é cruel... é igual a rejeitar o berço em que nascemos, o leite que nos alimentos desde ao nascer! E por que isso? Por que os negros são negros? Por que sua cor – maravilhosa cor – é diferente dos burgueses da “ordem” que podem mais? Podem mais sim, talvez, mas porque um dia, pisaram em nossos negros e os usaram como escadas para subir onde estão... isso não dá valor á ninguém, usar do outro para crescer e mandar na vida. Olha só que artes do destino, serviram de escadas! Mas caso um burguês venha a cair diante de um negro, o negro em vez de retribuir o preconceito é capaz de carregá-los no colo oferecendo ajuda e o que vão ganhar? Uma tapa na cara! Iguais aos que os Senhores e Sinhás davam aos seus escravos lá... antes da abolição, isso por quê? Não sabem agradecer! 
Pois os “brancos” estão hoje onde estão por causa deles, aqueles negros que os ajudaram a subir na vida, aqueles que foram açoitados na época da escravidão, aqueles que foram vendidos como se não tivessem almas! Aqueles que ajudaram a construir esse povo que hoje é feliz e rico de cultura, estes mesmos que não são encarados como um ser que vive ama e lhe dá a mão!
Sou negra sim, negra de educação, de cultura, de amor, de alma... e os que não negros, que têm a pele branca, tentem “pintar-se” uma vez ao dia dando um sorriso negro á outro negro, á uma criança negra a brincar feliz na rua..Pois é isso que eles merecem, aliás...é isso que devemos á eles por tudo que eles nos fizeram. 
Seja negro sim, todo dia, toda hora... pois ser negro não é apenas ter raça...ser negro praticar á vida!.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A ARTE DE SER NEGRO<br />
Escrito por: Helenayna dos Santos Virgilato</p>
<p>Hoje em dia é muito corriqueiro se falar em Racismo de uma forma drástica, preconceituosa e discriminal. Mas nunca, nunca paramos para pensar que além de uma palavra que está sendo discutida – e por muitas vezes não – são humanos iguais a todos que merecem um lugar e respeito diante á sociedade.<br />
Não sou negra, sou parda, mas me orgulho muito de ter parte da minha família afro-descendente, por que sei, que sem eles, sem a cultura que eles me proporcionaram eu, hoje no meio de tantos preconceituosos, não seria nada!<br />
Engraçado que, após 120 anos da “extinção” do preconceito racial do negro, ainda haja vestígios – e não são poucos – desta vergonhosa postura da sociedade diante ás suas raízes culturais. Sangue que corre em nossas veias, que, se não fossem eles, talvez este sangue que nos alimenta de vida e de saúde não nos serviriam para alimentar a boca de nossos filhos, filhos que criamos para descriminar sua árvore genealógica?<br />
Isso é cruel&#8230; é igual a rejeitar o berço em que nascemos, o leite que nos alimentos desde ao nascer! E por que isso? Por que os negros são negros? Por que sua cor – maravilhosa cor – é diferente dos burgueses da “ordem” que podem mais? Podem mais sim, talvez, mas porque um dia, pisaram em nossos negros e os usaram como escadas para subir onde estão&#8230; isso não dá valor á ninguém, usar do outro para crescer e mandar na vida. Olha só que artes do destino, serviram de escadas! Mas caso um burguês venha a cair diante de um negro, o negro em vez de retribuir o preconceito é capaz de carregá-los no colo oferecendo ajuda e o que vão ganhar? Uma tapa na cara! Iguais aos que os Senhores e Sinhás davam aos seus escravos lá&#8230; antes da abolição, isso por quê? Não sabem agradecer!<br />
Pois os “brancos” estão hoje onde estão por causa deles, aqueles negros que os ajudaram a subir na vida, aqueles que foram açoitados na época da escravidão, aqueles que foram vendidos como se não tivessem almas! Aqueles que ajudaram a construir esse povo que hoje é feliz e rico de cultura, estes mesmos que não são encarados como um ser que vive ama e lhe dá a mão!<br />
Sou negra sim, negra de educação, de cultura, de amor, de alma&#8230; e os que não negros, que têm a pele branca, tentem “pintar-se” uma vez ao dia dando um sorriso negro á outro negro, á uma criança negra a brincar feliz na rua..Pois é isso que eles merecem, aliás&#8230;é isso que devemos á eles por tudo que eles nos fizeram.<br />
Seja negro sim, todo dia, toda hora&#8230; pois ser negro não é apenas ter raça&#8230;ser negro praticar á vida!.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Carvalho Cavalheiro</title>
		<link>http://120cartas.ig.com.br/wp/abolicao-e-os-direitos-humanos/comment-page-1/#comment-4111</link>
		<dc:creator>Carlos Carvalho Cavalheiro</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 00:02:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://120cartas.ig.com.br/wp/?p=5#comment-4111</guid>
		<description>Guerra à vadiagem: negro foi feito pra trabalhar!

Carlos Carvalho Cavalheiro.
17.02.2008
120 anos da Abolição de Escravidão no Brasil.


A historiografia tradicional sorocabana enaltece a ocorrência da abolição antecipada em 25 de dezembro de 1887, oportunidade em que o Clube Emancipador proclamou a redenção da cidade de Sorocaba e a libertação dos últimos cativos.

Muitos são os fatores que explicam essa antecipação. A incipiente industrialização e o dinheiro acumulado com as feiras de muares contribuíram para que as relações entre capital e trabalho ocorressem de outra forma com o crescimento do trabalho assalariado. O jornal Diário de Sorocaba em artigo que comemorava a abolição antecipada afirma que os paulistas foram convencidos de que não podia haver meia liberdade ao escravo e que por isso “concederam-lhes liberdade incondicional e salário, como aqui alguns fazendeiros adoptaram já…”.[1]

Outro fator é o crescente número de entrada de imigrantes no Brasil, estimulada pelo deputado sorocabano Ferreira Braga (que também pertencia ao Clube Emancipador) o qual desde o início da década de 1880 pelejava para a promulgação de leis e previsão no orçamento com a finalidade de estimular a imigração.[2]

Considere-se também a própria evolução do movimento abolicionista sorocabano (que na década de 1880 recebe apoio do teatro, da imprensa e filia-se ao movimento dos caifazes, segundo Aluísio de Almeida) que vai promovendo alforrias eventualmente. O aumento do preço do escravo - estimulado com o fim do tráfico africano (1850) e interprovincial (década de 1880) - também tornava economicamente inviável a manutenção de trabalhadores escravos. Ainda há de se levar em conta o episódio do Êxodo de Capivari, quando centenas de escravos liderados por Preto Pio abandonaram as fazendas daquela cidade numa fuga em massa, passando por Porto Feliz, Sorocaba, São Paulo e rumando até Santos para o Quilombo do Jabaquara. Essa fuga, ocorrida em fins de outubro de 1887, certamente convenceu os últimos renitentes senhores de escravos de que a instituição da escravatura não tinha futuro. Afinal foi um evento de proporções assustadoras, repercutindo na decisão do Clube Militar em oficiar ao império comunicando a sua decisão de não mais perseguir escravos fugidos.

Toda essa introdução se faz necessária para que não reste dúvida de que a abolição antecipada não ocorreu por conta de um crescimento da consciência da elite sorocabana que, estrategicamente, escolheu a noite de Natal para emancipar seus escravos. A despeito da suposta boa intenção de alguns, o que se pretendia mesmo era continuar explorando a mão-de-obra do negro de alguma forma. Um exemplo disso é que boa parte das cartas de alforria dessa época eram condicionais, ou seja, o ex-escravo para conseguir sua liberdade completa se comprometia a trabalhar alguns anos para o mesmo senhor. Outro fato que corrobora a afirmação acima é que alguns senhores, passados meses da abolição antecipada - certamente acreditando que o governo imperial acabaria com a escravidão ainda em 1887 ou começo de 1888 - arrependeram-se e procuraram re-escravizar os antigos cativos.

Entretanto, o que mais desnuda a hipocrisia da elite sorocabana é o incentivo e promoção de uma guerra à vadiagem ocorrida logo após a decretação do fim da escravidão. A classe dominante queria fazer crer que o aumento da vadiagem estava diretamente relacionado ao crescente número de libertos, do que se depreende que, para essa elite, os escravos não estavam moralmente preparados para a vida em liberdade.
O jornal Diário de Sorocaba, cujo redator Maneco Januário era tido como um dos mais ferrenhos abolicionistas, não cansou de solicitar a atuação das autoridades para que fosse reprimida a vadiagem.

Por outro lado, o mesmo jornal pedia aos libertos que se aplicassem ao trabalho com esforço e tenacidade para que “se mostrem dignos da condição que ora têm”.[3]
A autoridade policial inicia a prisão daqueles que não possuíam trabalho fixo e regular, os chamados vadios. Verifica-se que a liberdade do negro era relativa: tinha a liberdade desde que se adequasse à lógica do capital e trabalho, ou seja, que como proletário não possuidor dos meios de produção vendesse sua força de trabalho para o burguês empregador.

Ideologicamente, todo aquele que conseguisse sobreviver fora dessa lógica do trabalho alienado era tido como exemplo pernicioso uma vez que servia de paradigma aos que não quisessem se alinhar dentro do modelo imposto. Era o ócio que incomodava. Era incômodo ao Estado - em toda a sua amplitude - aos diversos quadros da elite e mesmo àquele que era explorado, mas que não conseguia ou não queria transcender a essa exploração.

A guerra à vadiagem em Sorocaba, iniciada em fins de 1887 e recrudescida a partir de maio de 1888, era perversa na medida em que associava o crescimento da vagabundagem com a nova condição jurídica do negro, que de escravo passa a ser homem livre. Livre, mas sem liberdade para escolher seu próprio destino, sem condições de obtenção de trabalho digno, quer pelo preenchimento dos postos de trabalho pelos imigrantes brancos, quer pela falta de qualificação profissional imposta pelo cativeiro. O escravo do eito, aquele que trabalhou no plantio nas fazendas, não encontrava colocação nas atividades urbanas que requeressem qualificação.

Como trabalhadores marginalizados esses negros formarão uma espécie de lumpemproletariado ou um exército de reserva para o capital. Discriminados, são perseguidos e presos. Essas prisões eram enaltecidas e aplaudidas pela imprensa sorocabana que sempre que podia evidenciava a participação dos negros nessas detenções.

No entanto, as prisões vão perdendo sua força moral com o passar do tempo. Afinal, não havia justificativa para a manutenção do preso por vadiagem no cárcere por mais que alguns dias. Ademais, dentre os considerados vadios havia aqueles que por uma questão social e de preconceito não obtinham trabalho formal. Portanto, não era a iminência da prisão que iria modificar esse fato uma vez que a razão do desemprego estava dissociada da vontade de trabalhar. O negro não obtinha trabalho nem sempre porque não quisesse, mas sim, em muitos casos, pela falta de oportunidade.

Nesse momento a imprensa apóia o recrutamento como forma de coibir a vadiagem ou mesmo como meio de diminuir o trânsito dos vadios pelas ruas da cidade. Diversos artigos e notas sobre o recrutamento dos vadios são veiculados no Diário de Sorocaba. Uma vez mais a elite sorocabana dá um tiro n’água. A última vez que os sorocabanos ouviram falar em recrutamento foi durante a Guerra do Paraguai que deixou nos campos longínquos muitos corpos de soldados brasileiros. A prática da caça de voluntários a laço ainda estava fresca na memória de todos. Conseqüência: em Sorocaba começou a faltar víveres porque os produtores rurais deixavam de ir ao mercado vender a sua produção com medo de serem recrutados.

Não adiantou o jornal esclarecer que desta vez seriam recrutados apenas os vadios. Ninguém acreditava nas boas intenções do governo dado o que ocorrera décadas antes com a guerra contra o Paraguai. Desse modo a elite teve de abandonar por algum tempo a guerra contra a vadiagem iniciada especialmente quando os escravos negros receberam a liberdade.

[1] Diário de Sorocaba, 27 dez 1887, p. 01.
[2] CAVALHEIRO, Carlos Carvalho. Scenas da Escravidão. Sorocaba: Crearte, 2006, p. 170.
[3] Diário de Sorocaba, 22 ago 1888, p. 01.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Guerra à vadiagem: negro foi feito pra trabalhar!</p>
<p>Carlos Carvalho Cavalheiro.<br />
17.02.2008<br />
120 anos da Abolição de Escravidão no Brasil.</p>
<p>A historiografia tradicional sorocabana enaltece a ocorrência da abolição antecipada em 25 de dezembro de 1887, oportunidade em que o Clube Emancipador proclamou a redenção da cidade de Sorocaba e a libertação dos últimos cativos.</p>
<p>Muitos são os fatores que explicam essa antecipação. A incipiente industrialização e o dinheiro acumulado com as feiras de muares contribuíram para que as relações entre capital e trabalho ocorressem de outra forma com o crescimento do trabalho assalariado. O jornal Diário de Sorocaba em artigo que comemorava a abolição antecipada afirma que os paulistas foram convencidos de que não podia haver meia liberdade ao escravo e que por isso “concederam-lhes liberdade incondicional e salário, como aqui alguns fazendeiros adoptaram já…”.[1]</p>
<p>Outro fator é o crescente número de entrada de imigrantes no Brasil, estimulada pelo deputado sorocabano Ferreira Braga (que também pertencia ao Clube Emancipador) o qual desde o início da década de 1880 pelejava para a promulgação de leis e previsão no orçamento com a finalidade de estimular a imigração.[2]</p>
<p>Considere-se também a própria evolução do movimento abolicionista sorocabano (que na década de 1880 recebe apoio do teatro, da imprensa e filia-se ao movimento dos caifazes, segundo Aluísio de Almeida) que vai promovendo alforrias eventualmente. O aumento do preço do escravo &#8211; estimulado com o fim do tráfico africano (1850) e interprovincial (década de 1880) &#8211; também tornava economicamente inviável a manutenção de trabalhadores escravos. Ainda há de se levar em conta o episódio do Êxodo de Capivari, quando centenas de escravos liderados por Preto Pio abandonaram as fazendas daquela cidade numa fuga em massa, passando por Porto Feliz, Sorocaba, São Paulo e rumando até Santos para o Quilombo do Jabaquara. Essa fuga, ocorrida em fins de outubro de 1887, certamente convenceu os últimos renitentes senhores de escravos de que a instituição da escravatura não tinha futuro. Afinal foi um evento de proporções assustadoras, repercutindo na decisão do Clube Militar em oficiar ao império comunicando a sua decisão de não mais perseguir escravos fugidos.</p>
<p>Toda essa introdução se faz necessária para que não reste dúvida de que a abolição antecipada não ocorreu por conta de um crescimento da consciência da elite sorocabana que, estrategicamente, escolheu a noite de Natal para emancipar seus escravos. A despeito da suposta boa intenção de alguns, o que se pretendia mesmo era continuar explorando a mão-de-obra do negro de alguma forma. Um exemplo disso é que boa parte das cartas de alforria dessa época eram condicionais, ou seja, o ex-escravo para conseguir sua liberdade completa se comprometia a trabalhar alguns anos para o mesmo senhor. Outro fato que corrobora a afirmação acima é que alguns senhores, passados meses da abolição antecipada &#8211; certamente acreditando que o governo imperial acabaria com a escravidão ainda em 1887 ou começo de 1888 &#8211; arrependeram-se e procuraram re-escravizar os antigos cativos.</p>
<p>Entretanto, o que mais desnuda a hipocrisia da elite sorocabana é o incentivo e promoção de uma guerra à vadiagem ocorrida logo após a decretação do fim da escravidão. A classe dominante queria fazer crer que o aumento da vadiagem estava diretamente relacionado ao crescente número de libertos, do que se depreende que, para essa elite, os escravos não estavam moralmente preparados para a vida em liberdade.<br />
O jornal Diário de Sorocaba, cujo redator Maneco Januário era tido como um dos mais ferrenhos abolicionistas, não cansou de solicitar a atuação das autoridades para que fosse reprimida a vadiagem.</p>
<p>Por outro lado, o mesmo jornal pedia aos libertos que se aplicassem ao trabalho com esforço e tenacidade para que “se mostrem dignos da condição que ora têm”.[3]<br />
A autoridade policial inicia a prisão daqueles que não possuíam trabalho fixo e regular, os chamados vadios. Verifica-se que a liberdade do negro era relativa: tinha a liberdade desde que se adequasse à lógica do capital e trabalho, ou seja, que como proletário não possuidor dos meios de produção vendesse sua força de trabalho para o burguês empregador.</p>
<p>Ideologicamente, todo aquele que conseguisse sobreviver fora dessa lógica do trabalho alienado era tido como exemplo pernicioso uma vez que servia de paradigma aos que não quisessem se alinhar dentro do modelo imposto. Era o ócio que incomodava. Era incômodo ao Estado &#8211; em toda a sua amplitude &#8211; aos diversos quadros da elite e mesmo àquele que era explorado, mas que não conseguia ou não queria transcender a essa exploração.</p>
<p>A guerra à vadiagem em Sorocaba, iniciada em fins de 1887 e recrudescida a partir de maio de 1888, era perversa na medida em que associava o crescimento da vagabundagem com a nova condição jurídica do negro, que de escravo passa a ser homem livre. Livre, mas sem liberdade para escolher seu próprio destino, sem condições de obtenção de trabalho digno, quer pelo preenchimento dos postos de trabalho pelos imigrantes brancos, quer pela falta de qualificação profissional imposta pelo cativeiro. O escravo do eito, aquele que trabalhou no plantio nas fazendas, não encontrava colocação nas atividades urbanas que requeressem qualificação.</p>
<p>Como trabalhadores marginalizados esses negros formarão uma espécie de lumpemproletariado ou um exército de reserva para o capital. Discriminados, são perseguidos e presos. Essas prisões eram enaltecidas e aplaudidas pela imprensa sorocabana que sempre que podia evidenciava a participação dos negros nessas detenções.</p>
<p>No entanto, as prisões vão perdendo sua força moral com o passar do tempo. Afinal, não havia justificativa para a manutenção do preso por vadiagem no cárcere por mais que alguns dias. Ademais, dentre os considerados vadios havia aqueles que por uma questão social e de preconceito não obtinham trabalho formal. Portanto, não era a iminência da prisão que iria modificar esse fato uma vez que a razão do desemprego estava dissociada da vontade de trabalhar. O negro não obtinha trabalho nem sempre porque não quisesse, mas sim, em muitos casos, pela falta de oportunidade.</p>
<p>Nesse momento a imprensa apóia o recrutamento como forma de coibir a vadiagem ou mesmo como meio de diminuir o trânsito dos vadios pelas ruas da cidade. Diversos artigos e notas sobre o recrutamento dos vadios são veiculados no Diário de Sorocaba. Uma vez mais a elite sorocabana dá um tiro n’água. A última vez que os sorocabanos ouviram falar em recrutamento foi durante a Guerra do Paraguai que deixou nos campos longínquos muitos corpos de soldados brasileiros. A prática da caça de voluntários a laço ainda estava fresca na memória de todos. Conseqüência: em Sorocaba começou a faltar víveres porque os produtores rurais deixavam de ir ao mercado vender a sua produção com medo de serem recrutados.</p>
<p>Não adiantou o jornal esclarecer que desta vez seriam recrutados apenas os vadios. Ninguém acreditava nas boas intenções do governo dado o que ocorrera décadas antes com a guerra contra o Paraguai. Desse modo a elite teve de abandonar por algum tempo a guerra contra a vadiagem iniciada especialmente quando os escravos negros receberam a liberdade.</p>
<p>[1] Diário de Sorocaba, 27 dez 1887, p. 01.<br />
[2] CAVALHEIRO, Carlos Carvalho. Scenas da Escravidão. Sorocaba: Crearte, 2006, p. 170.<br />
[3] Diário de Sorocaba, 22 ago 1888, p. 01.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: carlos  roberto de jesus</title>
		<link>http://120cartas.ig.com.br/wp/abolicao-e-os-direitos-humanos/comment-page-1/#comment-3937</link>
		<dc:creator>carlos  roberto de jesus</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Aug 2008 20:13:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://120cartas.ig.com.br/wp/?p=5#comment-3937</guid>
		<description>eu tenho 56 anos,e nunca vi um médico negro,politico,juiz ...etc,e assim vai,somos constantemente persequidos pela policia,os brancos na rua tem medo de passar perto,sou professor quando estou avaliando um aluno percebo como eles temem ao ser avaliado por um negro,eles sempre hajam que foram injustiçado,falam não e outras coisas mais,mas se for branco que o avaliou tudo esta bem,sofri e continuo sofrendo,pois não consigo passar esta minha coragem aos meus irmãos de cor,onde percebo muita covardia em impor sua opnião,fazendo tudo que o branco quer para poder viver ou pegar os resto que lhe dão,vemos politicos negros ,policais negro,defensores negro e outros mais se omitindo para não ficarem sem seus quanha pão;precisamos sim dar um basta em tudo isto,tendo pessoas disposta a enfrentar estes coronéis,li algumas cartas e me deparei com nomes ruth e outro,tem 400 contra isto neste século,onde muitos dizem ser este país livre ,e quero presta  um concuso ,concorrer a uma vaga em uma empresa,ter uma industria,sem que haja brancos dizendo sim ou não só porque sou negro,porque sou compente.gostaria escrever mais eu hajo que já deu para sentir a minha dor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>eu tenho 56 anos,e nunca vi um médico negro,politico,juiz &#8230;etc,e assim vai,somos constantemente persequidos pela policia,os brancos na rua tem medo de passar perto,sou professor quando estou avaliando um aluno percebo como eles temem ao ser avaliado por um negro,eles sempre hajam que foram injustiçado,falam não e outras coisas mais,mas se for branco que o avaliou tudo esta bem,sofri e continuo sofrendo,pois não consigo passar esta minha coragem aos meus irmãos de cor,onde percebo muita covardia em impor sua opnião,fazendo tudo que o branco quer para poder viver ou pegar os resto que lhe dão,vemos politicos negros ,policais negro,defensores negro e outros mais se omitindo para não ficarem sem seus quanha pão;precisamos sim dar um basta em tudo isto,tendo pessoas disposta a enfrentar estes coronéis,li algumas cartas e me deparei com nomes ruth e outro,tem 400 contra isto neste século,onde muitos dizem ser este país livre ,e quero presta  um concuso ,concorrer a uma vaga em uma empresa,ter uma industria,sem que haja brancos dizendo sim ou não só porque sou negro,porque sou compente.gostaria escrever mais eu hajo que já deu para sentir a minha dor.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fábio Henrique Missari</title>
		<link>http://120cartas.ig.com.br/wp/abolicao-e-os-direitos-humanos/comment-page-1/#comment-3843</link>
		<dc:creator>Fábio Henrique Missari</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 18:35:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://120cartas.ig.com.br/wp/?p=5#comment-3843</guid>
		<description>Estava eu, ministrando uma aula numa classe de 8ª série do ensino fundamental, quando um dos alunos, considerado por todos com “um bom menino” e educado, dirigiu-se a uma colega negra, acariciou-lhe a cabeça de maneira bastante gentil e disse que a menina era uma graça, muito fofa e que ele sonhava com o dia de levá-la para sua casa.
Eu, sem desconfiar de nada, comentei com a classe que era muito romântico e gentil da parte dele declarar-se assim, diante de tanta gente e que tinha feito uma ótima escolha, pois a menina era mesmo maravilhosa.
Ele então continuou acariciando-a, e ela se manteve quieta em seu lugar, sem nenhuma reação. Disse que ela era o bichinho que sempre sonhou ter, e agora estava vendo possibilidade de tê-la só para si, mas tinha medo que o IBAMA criasse algum problema. Para piorar ainda mais, concluiu dizendo:
- “Sabe professor, eu adoro macaco!”
Chamei-o de estúpido, quis falar, mas achei que naquele momento a menina ficaria ainda mais exposta. Conversei em particular com ela, depois com ele, e com a classe.
Senti-me vazio, solitário e com a alma sem rumo...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estava eu, ministrando uma aula numa classe de 8ª série do ensino fundamental, quando um dos alunos, considerado por todos com “um bom menino” e educado, dirigiu-se a uma colega negra, acariciou-lhe a cabeça de maneira bastante gentil e disse que a menina era uma graça, muito fofa e que ele sonhava com o dia de levá-la para sua casa.<br />
Eu, sem desconfiar de nada, comentei com a classe que era muito romântico e gentil da parte dele declarar-se assim, diante de tanta gente e que tinha feito uma ótima escolha, pois a menina era mesmo maravilhosa.<br />
Ele então continuou acariciando-a, e ela se manteve quieta em seu lugar, sem nenhuma reação. Disse que ela era o bichinho que sempre sonhou ter, e agora estava vendo possibilidade de tê-la só para si, mas tinha medo que o IBAMA criasse algum problema. Para piorar ainda mais, concluiu dizendo:<br />
- “Sabe professor, eu adoro macaco!”<br />
Chamei-o de estúpido, quis falar, mas achei que naquele momento a menina ficaria ainda mais exposta. Conversei em particular com ela, depois com ele, e com a classe.<br />
Senti-me vazio, solitário e com a alma sem rumo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Severo D'Acelino</title>
		<link>http://120cartas.ig.com.br/wp/abolicao-e-os-direitos-humanos/comment-page-1/#comment-3791</link>
		<dc:creator>Severo D'Acelino</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 03:21:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://120cartas.ig.com.br/wp/?p=5#comment-3791</guid>
		<description>REPÚDIO
Com  a  eleição de Albano Franco para o governo de Sergipe, houve uma mudança na TV - Sergipe. A troca de comando onde André, chegou a chefia. Daí o inicio da exclusão de Severo D’Acelino da mídia televisiva do Estado, iniciada na TV-Atalália sobre o comando de Batista, que  impediu a nossa participação no Programa de Hilton Lopes, só por que ouvira de Augusto Franco que o único negro que ele respeitava aqui era o Severo D”Acelino, porque tinha provado que tinha respeito próprio e não se vendia, sua luta era o negro. Fiquei sem ter acesso ao programa e tive a solidariedade do Apresentador, que mandou eu mim aguardar.
Passado algum tempo, provoquei João de Barros sobre a situação e ele mandou que fosse em seu Programa, e fui e divulguei o manifesto do Dia Estadual de Luta da Consciência Negra, que já fazíamos desde que João Mulungu foi consagrado Herói de Aracaju e de Laranjeiras e só fora considerado Herói Negro de Sergipe em 1999.
Passou-se outros anos e fomos convidados por  Márcio Lyncon para uma entrevista em seu Programa, na verdade nós nos convidamos e ele topou mesmo sabendo da questão, encarou e lá fomos nós falar das questões e condições do negro em Sergipe e do lançamento do meu livro Panáfrica África Iya N’La e pronto. Diversas tentativas tenho feito para falar do meu trabalho e também para denunciar o racismo em Sergipe e não sou atendido pela TV-_Atalaia, o João Neto se recusa até em atender aos meus telefonemas.
Desde o inicio da interdição pensamos que o ato fosse engendrado por políticos do staff do governador, para calar a minha voz, pois as mesmas dificuldades foram sentidas na mídia impressa, o Jornal da Cidade, antes receptivo, passou a censurar as minhas notas e denuncias, minimizando as problemáticas, o Jornal de João Alves e a Gazeta se mantiveram abertos e só restou a Gazeta até o final da gestão anterior, era o único Jornal que recebia as nossas denuncias, contra qualquer governo e foi nele que mais denunciamos o governo de João Alves,, no entanto a TV-Sergipe e TV_Atalália dos Usineiros, proprietário da mídia sergipana com rádios, jornais e tvs que antes eram abertos(quando a televisão Sergipe foi inaugurada, lá eu estava, cantando a missa no Coral São Judas Tadeu) e depois preenchendo lacunas nos programas diversos, dando entrevistas sobre o negro e suas culturas. Há por certo, se memória a televisão tiver, uma gama de imagens minha em todas elas, que agora relutam em viabilizar para o Memorial da Casa de Cultura Afro Sergipana.
Não acredito que seja ação de governadores o impedimento de Severo exercer sua cidadania, não acredito que o ato tenha partido de qualquer governador para que a mídia impressa,televisada e falada de Sergipe, violem meus direitos constitucionais e mim exclua da comunicação, prejudicando minhas ações funcionais e operacionais. Creio sim, no racismo idiota dos negros de alugueis que fazem a mídia, dos que expõem seus racismos nas retaliações particulares a Severo e a Casa de Cultura Afro Sergipana os que usam suas funções na mídia, para se vingar e retaliar os demais e praticar toda sorte de discriminação só porque se encontram no espaço de poder. Mais tudo acaba, só não acaba o racismo dos negros das Casas Grandes, os capachos dos Usineiros.
Neste momento em que a mídia sergipana se atrela a filosofia teocrática das igrejas evangélicas, em cujos espaços só há discriminações contra a cultura negra, ficamos sem espaços para o exercício reivindicatório e somos forçados a mugir como bois que vão para o matadouro ou são jogados as Piranhas da Ideologia Paternalistas dos Usineiros e Coronéis que fazem de Sergipe o seu Curral e Canavial, tendo a seus serviços os Borras Botas, Mata-Cachorros,, Capatazes, Capitães do Mato que cultuam os fundilhos de suas calças, beijando-lhes as mãos e pegando da foice para cortar os pescoços dos Negros que Pensam e dos que não se alinham a filosofia da Casa Grande, cristalizando a Ideologia do Recalque,m no século XXI, vivendo o XVII numa apologia a ideologia branqueadora e paternalista, onde o negro até hoje é visto pela visão JURIDICA e não FILOSOFICA, um juridicismo de visão estreita, julgando ter feito muito pelo pretos, ,quebrando suas correntes. Não tem a coragem de transformar o Antigo Escravo em Homem Livre com a emancipação, o que é Filosófico, a leitura e reflexão das problemáticas, a prática da Humanidade.
Ainda hoje, o branco não admite a Igualdade antes ao negro(principalmente o Preto), seu antigo escravo, pois sua mentalidade de senhor é mais forte e impede o ato através dos preconceitos, não aceita a autonomia e independência e consciência do negro, daí o racismo e as discriminações, que mostram o quanto baixo são seus instintos e o quanto medo tem da independência e autonomia do negro.
Para manter seus “ status “ e suas supostas superioridade, mata, aleija, alicia, violenta e mantem o negro com sua mentalidade escrava, através do paternalismo, evitando que ele pense e se insurja conta eles, daí  fazem os negros se voltarem contra os seus, através dos diversos manifestos psicológicos, preconceituosos, afirmando a inferioridade e baixeza da cultura negra, da cor, da religião, das tradições e com isso arrastando os negros  fracos e indecisos para os seus serviços, que se resumem em vilipendiar os outros negros, desqualificar e impingir estereótipos raciais, levando os negros a negar suas origens agregando-se no grupo branco e violentar os seus.
Hoje os negros sofrem de ambivalência cruel. O Pardo se distancia do Preto, por não querer participar de uma Raça que o rebaixaria e se associa ao Branco, que no seu pensar, o eleva. Já os Pretos atingidos pelo encantamento da Casa Grande e solidário dos Pardos, querendo ter visibilidades, fogem distanciando de outros Pretos, olha-os com nojo e participam do linchamento dos seus iguais, pois os Brancos para atingir os Pretos, se serve dos próprios  Pretos e esses olham os demais Pretos com asco e nojo, principalmente os Pretos que se destacam na luta contra o Racismo, são vilipendiados pelos próprios Pretos. Enquanto Negros não gostam de Negros, os Pretos se Odeiam. Tudo em função dos Brancos, que se apropriam de tudo que é seu.
São esses os detratores da Casa de Cultura Afro Sergipana na mídia sergipana de propriedade dos usineiros dos pastores e padres, pois até a Rádio Cultura se posiciona contra a Palavra, o Verbo de Severo D’Acelino e nega espaço, o direito de Ser Negro Preto e afirmar seu natural.
Sergipe não é sem tempo o Estado mais Racista do Brasil, com uma população majoritariamente da Raça Negra, se Nega e rejeita sua cultura. Os Sergipanos só se vêem Negros quando vão para Salvador ou para Nova Iork. Aqui, clareou, é Branco. E a mídia não poderia ser diferente.
A TV-Sergipe desde quando André assumiu, e com o Usineiro Albano Franco como Governador do Estado, não deu mais espaços para a Casa de Cultura, saiu Albano voltou João Alves, a mesma coisa,participei de um filme em Penedo” Olhos D’Agua”, foi feita uma entrevista pela TV Alagoana comigo e com Fábio Assunção, em Alagoas a minha voz foi para o ar, saiu toda entrevista, aqui em Sergipe a TV-Sergipe  colocou a entrevista, mas cortou as minhas falas, só o Fábio Assunção falou. Quando denunciei a TV - Globo por Crime de Racismo, ao Ministério Público Federal, já estava há muito tempo sem aparecer na TV - Sergipe, o caso foi levado em audiência e a rede globo ganhou com os votos do representante dos Direitos Humanos da UFSe, ávido pelas benesses globais. O Caso foi a primeira versão do SEM LIMITES, daí então entrei para listra negra da globo e fui vetado em diversos filmes: Deus é Brasileiro, Carandiru, Esses Môços e outros que desistiram de convidar quando souberam da Restrição da globo ao nome SEVERO D’ACELINO. Mas o dinheiro que ela ganhou com o filme Chico Rey, não repassou um centavos e o seriado Tereza Baptista Cansada de Guerra, passei mais de oito meses para receber uma merreca de cento e trinta reais, pagos pela TV_Sergipe e hoje somos duplamente discriminados: &#124;pela globo e pelos Usineiros.
Ao levar um oficio que solicitaram afim de ver se liberariam umas imagens de minhas entrevistas para a comemoração dos 40 aniversários da Casa de Cultura Afro Sergipana e dos meus 6º anos, fui barrado na guarita da TV-Sergipe as 9 horas do dia 25 de setembro, mandaram avisar ao guarda que não poderiam me atender que todos estavam ocupados e que fosse outro dia.Isso depois da identificação: Severo D”Acelino – Casa de Cultura Afro Sergipana, o motorista esperou os outros carros manobrarem, deu marcha-ré e fomos embora enquanto os outros seis carros adentraram o recinto da empresa do Usineiro.
Se os Governadores Albano Franco: João Alves: Marcelo Deda não são responsáveis por esta violência, certamente os Prefeitos não são. E quem são!!!! Com as palavras os Usineiros.

Quem vai salvar a reputação de Sergipe é a Internet que mostrará ao mundo a cara dos Racistas.



SEVERO D’ACELINO

                  Setembro 2007.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>REPÚDIO<br />
Com  a  eleição de Albano Franco para o governo de Sergipe, houve uma mudança na TV &#8211; Sergipe. A troca de comando onde André, chegou a chefia. Daí o inicio da exclusão de Severo D’Acelino da mídia televisiva do Estado, iniciada na TV-Atalália sobre o comando de Batista, que  impediu a nossa participação no Programa de Hilton Lopes, só por que ouvira de Augusto Franco que o único negro que ele respeitava aqui era o Severo D”Acelino, porque tinha provado que tinha respeito próprio e não se vendia, sua luta era o negro. Fiquei sem ter acesso ao programa e tive a solidariedade do Apresentador, que mandou eu mim aguardar.<br />
Passado algum tempo, provoquei João de Barros sobre a situação e ele mandou que fosse em seu Programa, e fui e divulguei o manifesto do Dia Estadual de Luta da Consciência Negra, que já fazíamos desde que João Mulungu foi consagrado Herói de Aracaju e de Laranjeiras e só fora considerado Herói Negro de Sergipe em 1999.<br />
Passou-se outros anos e fomos convidados por  Márcio Lyncon para uma entrevista em seu Programa, na verdade nós nos convidamos e ele topou mesmo sabendo da questão, encarou e lá fomos nós falar das questões e condições do negro em Sergipe e do lançamento do meu livro Panáfrica África Iya N’La e pronto. Diversas tentativas tenho feito para falar do meu trabalho e também para denunciar o racismo em Sergipe e não sou atendido pela TV-_Atalaia, o João Neto se recusa até em atender aos meus telefonemas.<br />
Desde o inicio da interdição pensamos que o ato fosse engendrado por políticos do staff do governador, para calar a minha voz, pois as mesmas dificuldades foram sentidas na mídia impressa, o Jornal da Cidade, antes receptivo, passou a censurar as minhas notas e denuncias, minimizando as problemáticas, o Jornal de João Alves e a Gazeta se mantiveram abertos e só restou a Gazeta até o final da gestão anterior, era o único Jornal que recebia as nossas denuncias, contra qualquer governo e foi nele que mais denunciamos o governo de João Alves,, no entanto a TV-Sergipe e TV_Atalália dos Usineiros, proprietário da mídia sergipana com rádios, jornais e tvs que antes eram abertos(quando a televisão Sergipe foi inaugurada, lá eu estava, cantando a missa no Coral São Judas Tadeu) e depois preenchendo lacunas nos programas diversos, dando entrevistas sobre o negro e suas culturas. Há por certo, se memória a televisão tiver, uma gama de imagens minha em todas elas, que agora relutam em viabilizar para o Memorial da Casa de Cultura Afro Sergipana.<br />
Não acredito que seja ação de governadores o impedimento de Severo exercer sua cidadania, não acredito que o ato tenha partido de qualquer governador para que a mídia impressa,televisada e falada de Sergipe, violem meus direitos constitucionais e mim exclua da comunicação, prejudicando minhas ações funcionais e operacionais. Creio sim, no racismo idiota dos negros de alugueis que fazem a mídia, dos que expõem seus racismos nas retaliações particulares a Severo e a Casa de Cultura Afro Sergipana os que usam suas funções na mídia, para se vingar e retaliar os demais e praticar toda sorte de discriminação só porque se encontram no espaço de poder. Mais tudo acaba, só não acaba o racismo dos negros das Casas Grandes, os capachos dos Usineiros.<br />
Neste momento em que a mídia sergipana se atrela a filosofia teocrática das igrejas evangélicas, em cujos espaços só há discriminações contra a cultura negra, ficamos sem espaços para o exercício reivindicatório e somos forçados a mugir como bois que vão para o matadouro ou são jogados as Piranhas da Ideologia Paternalistas dos Usineiros e Coronéis que fazem de Sergipe o seu Curral e Canavial, tendo a seus serviços os Borras Botas, Mata-Cachorros,, Capatazes, Capitães do Mato que cultuam os fundilhos de suas calças, beijando-lhes as mãos e pegando da foice para cortar os pescoços dos Negros que Pensam e dos que não se alinham a filosofia da Casa Grande, cristalizando a Ideologia do Recalque,m no século XXI, vivendo o XVII numa apologia a ideologia branqueadora e paternalista, onde o negro até hoje é visto pela visão JURIDICA e não FILOSOFICA, um juridicismo de visão estreita, julgando ter feito muito pelo pretos, ,quebrando suas correntes. Não tem a coragem de transformar o Antigo Escravo em Homem Livre com a emancipação, o que é Filosófico, a leitura e reflexão das problemáticas, a prática da Humanidade.<br />
Ainda hoje, o branco não admite a Igualdade antes ao negro(principalmente o Preto), seu antigo escravo, pois sua mentalidade de senhor é mais forte e impede o ato através dos preconceitos, não aceita a autonomia e independência e consciência do negro, daí o racismo e as discriminações, que mostram o quanto baixo são seus instintos e o quanto medo tem da independência e autonomia do negro.<br />
Para manter seus “ status “ e suas supostas superioridade, mata, aleija, alicia, violenta e mantem o negro com sua mentalidade escrava, através do paternalismo, evitando que ele pense e se insurja conta eles, daí  fazem os negros se voltarem contra os seus, através dos diversos manifestos psicológicos, preconceituosos, afirmando a inferioridade e baixeza da cultura negra, da cor, da religião, das tradições e com isso arrastando os negros  fracos e indecisos para os seus serviços, que se resumem em vilipendiar os outros negros, desqualificar e impingir estereótipos raciais, levando os negros a negar suas origens agregando-se no grupo branco e violentar os seus.<br />
Hoje os negros sofrem de ambivalência cruel. O Pardo se distancia do Preto, por não querer participar de uma Raça que o rebaixaria e se associa ao Branco, que no seu pensar, o eleva. Já os Pretos atingidos pelo encantamento da Casa Grande e solidário dos Pardos, querendo ter visibilidades, fogem distanciando de outros Pretos, olha-os com nojo e participam do linchamento dos seus iguais, pois os Brancos para atingir os Pretos, se serve dos próprios  Pretos e esses olham os demais Pretos com asco e nojo, principalmente os Pretos que se destacam na luta contra o Racismo, são vilipendiados pelos próprios Pretos. Enquanto Negros não gostam de Negros, os Pretos se Odeiam. Tudo em função dos Brancos, que se apropriam de tudo que é seu.<br />
São esses os detratores da Casa de Cultura Afro Sergipana na mídia sergipana de propriedade dos usineiros dos pastores e padres, pois até a Rádio Cultura se posiciona contra a Palavra, o Verbo de Severo D’Acelino e nega espaço, o direito de Ser Negro Preto e afirmar seu natural.<br />
Sergipe não é sem tempo o Estado mais Racista do Brasil, com uma população majoritariamente da Raça Negra, se Nega e rejeita sua cultura. Os Sergipanos só se vêem Negros quando vão para Salvador ou para Nova Iork. Aqui, clareou, é Branco. E a mídia não poderia ser diferente.<br />
A TV-Sergipe desde quando André assumiu, e com o Usineiro Albano Franco como Governador do Estado, não deu mais espaços para a Casa de Cultura, saiu Albano voltou João Alves, a mesma coisa,participei de um filme em Penedo” Olhos D’Agua”, foi feita uma entrevista pela TV Alagoana comigo e com Fábio Assunção, em Alagoas a minha voz foi para o ar, saiu toda entrevista, aqui em Sergipe a TV-Sergipe  colocou a entrevista, mas cortou as minhas falas, só o Fábio Assunção falou. Quando denunciei a TV &#8211; Globo por Crime de Racismo, ao Ministério Público Federal, já estava há muito tempo sem aparecer na TV &#8211; Sergipe, o caso foi levado em audiência e a rede globo ganhou com os votos do representante dos Direitos Humanos da UFSe, ávido pelas benesses globais. O Caso foi a primeira versão do SEM LIMITES, daí então entrei para listra negra da globo e fui vetado em diversos filmes: Deus é Brasileiro, Carandiru, Esses Môços e outros que desistiram de convidar quando souberam da Restrição da globo ao nome SEVERO D’ACELINO. Mas o dinheiro que ela ganhou com o filme Chico Rey, não repassou um centavos e o seriado Tereza Baptista Cansada de Guerra, passei mais de oito meses para receber uma merreca de cento e trinta reais, pagos pela TV_Sergipe e hoje somos duplamente discriminados: |pela globo e pelos Usineiros.<br />
Ao levar um oficio que solicitaram afim de ver se liberariam umas imagens de minhas entrevistas para a comemoração dos 40 aniversários da Casa de Cultura Afro Sergipana e dos meus 6º anos, fui barrado na guarita da TV-Sergipe as 9 horas do dia 25 de setembro, mandaram avisar ao guarda que não poderiam me atender que todos estavam ocupados e que fosse outro dia.Isso depois da identificação: Severo D”Acelino – Casa de Cultura Afro Sergipana, o motorista esperou os outros carros manobrarem, deu marcha-ré e fomos embora enquanto os outros seis carros adentraram o recinto da empresa do Usineiro.<br />
Se os Governadores Albano Franco: João Alves: Marcelo Deda não são responsáveis por esta violência, certamente os Prefeitos não são. E quem são!!!! Com as palavras os Usineiros.</p>
<p>Quem vai salvar a reputação de Sergipe é a Internet que mostrará ao mundo a cara dos Racistas.</p>
<p>SEVERO D’ACELINO</p>
<p>                  Setembro 2007.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luiz Otávio de Brito</title>
		<link>http://120cartas.ig.com.br/wp/abolicao-e-os-direitos-humanos/comment-page-1/#comment-3698</link>
		<dc:creator>Luiz Otávio de Brito</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 16:28:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://120cartas.ig.com.br/wp/?p=5#comment-3698</guid>
		<description>Sobre “Racismo:se você não fala, quem vai falar?”, a postagem é nº 1775, data 17/06/08.

Neste tema Abolição e os Direitos Humanos, sigo a orientação do Supremo Tribunal Federal, o qual tem definido que é chegado o momento de REFLEXÃO e BALANÇO, democracia se faz com política e mediante atuação de políticos. Quando se tenta execrar a atividade política está-se a menosprezar a consciente opção de todos brasileiros pelo regime democrático.

A base desta carta é a participação do PAULO VANNUCHI, ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, que pelo importante cargo, sua posição ao colocar como base a critica do movimento negro e não a experiência de governo, faz entender ser um expectador que em relação a Comunidade Negra do Brasil, não esta voltado para implantação dos Diretos Humanos em construção da cidadania.

A posição e inútil que mostra ser o ministro a explicação, está no documento Carta e Cidadania (20/11/2007), entregue ao Presidente do Brasil LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, autor ex-Senador Grão Cruz da Ordem do Mérito Cultural, ABDIAS DOS NASCIMENTO, na qual expõe que a desinformação deliberada, objetivando intimidar não a pratica do racismo e sim todo um povo e enganar toda uma nação, como também, no editorial do Informativo Írohìn (março 2008) titulo SOMOS ASSIM, FAZER O QUE?, autor EDSON LOPES CARDOSO, que a mais de 27 anos a questão racial tem sido prioridade em sua vida, o qual confirma que já se esgotaram todas experiências com as diferentes  siglas partidárias – PMDB, PSDB, PPS, PDT, PC DO B, PT, que para manterem interesse sectário, seus militantes, se portam como servos humildes e cordiais. 

A inércia que responsabiliza o Estado Brasileiro, esta evidente nesta campanha, em milhares de manifestações pessoais, algumas taxando de forma descarada o negro como vagabundo, se na verdade, nossa representação perante o processo social e econômico ainda não é reconhecida e nem esta aparecendo o interesse por parte da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, e a maioria confirma que a trajetória dos negros, desde a saída forçada da África, até o Brasil de hoje, continua sendo marcada por diversas formas de violências.

Em termos jurídico, o registro é a pesquisa POSTURA DO PODER JUDICIÁRIO FRENTE AOS CASOS CONCRETOS DE DISCRIMINAÇÃO RACIAL NAS RELAÇÕES LABORAIS EMPRESARIAIS BRASILEIRAS, a qual ensina que mesmo a Constituição de 1988, tendo considerado a prática de racismo como crime inafiançável e imprescritível, e existindo também a Lei nº 7716/89 que criminalizou condutas racialmente discriminatórias, ainda não existe jurisprudência que penalize o agente do delito de racismo, pois há uma grande resistência quanto à aplicação dessa lei.

Acontece porque Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, participou representando a Comunidade Negra na Conferencia Mundial, mas expõe não estar cumprindo com o compromisso que é de monitorar e nem empenhada na aplicação das determinações da Lei Federal Nº 4.229/02 a qual dispõe sobre o Programa Nacional dos Direitos Humanos em especial item Afrodescendente Nº 191, para que seja adotado no âmbito da União, e estimular a adoção, pelos estados e municípios, medidas de caráter que visem a eliminação da discriminação racial e a promoção da igualdade de oportunidades de forma proporcional a representação dos Afrodescendentes no conjunto da sociedade brasileira, como também, em relação ao item nº 202, não esta contribuindo para preservação da memória e fomento a Produção da Cultura Negra e item 207, não expõe o interesse de colocar em pratica medidas destinadas a fortalecer o Ministério Público na promoção e proteção dos direitos e interesses das vitimas de racismo, discriminação racial, e formas correlatas de intolerância.

Os fundamentos que contribuem para evolução dos Direitos Humanos relativo a Comunidade Negra do Brasil, não sendo assegurado e nem trabalhado para a implantação por parte da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, impede formação da convicção política e filosofia de trabalho (Art. 5º CB), formação da educação, pleno desenvolvimento da Comunidade Negra, seu preparo para o exercício da cidadania e qualificação dos profissionais de valorização (art. 205 CB), os privilegiados se valendo da desinformação, prejudicam mais ainda, porque, instalados dentro do poder público, resistem para que não entre em pratica a manifestação e difusão da Cultura Negra e a expressão modo: Criar, Fazer e Viver (215 e 216 CB), perante o processo social e econômico.

Esta inicial faz lembrar as palavras do presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil RAIMUNDO CEZAR BRITTO o qual registrou o seguinte:

“Sabemos que nenhum de nós é isoladamente responsável pela crise de identidade que atinge a Constituição Federal. Mas cabe a cada um de nós fazer a parte que nos cabe. Desde que não fiquemos calados, pois, como bem ressaltou Martin Luther King Jr:” 
&quot;O que me preocupa não é o grito dos maus e sim o silêncio dos bons&quot;

O Governo do Estado de São Paulo, não conhecendo representação que denominam de movimento negro é outra prova da incompetência partidária ao partir para o registro da vida e luta para poder conhecer as conquistas do negro na sociedade brasileira, oportunidade para recordar que pós Abolição os Direitos Humanos também, além da Declaração Universal dos Direitos Humanos, também, existe o complemento, a III Conferência Mundial Contra o Racismo Discriminação Racial Xenofobia e Intolerância Correlatas, realizada em 2001, África do Sul, cidade de Durban, referência do combate ao racismo no Brasil, que defini racismo como sendo qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência, ou origens étnicas ou nacionais que tenham o propósito ou efeito de anular ou impedir o reconhecimento, gozo ou exercício, em condições iguais, de direitos humanos e liberdades fundamentais nas áreas política, econômica, social, cultural ou qualquer outra da vida pública.

Durban definiu também que lembrar os crimes do passado e contar a verdade sobre a história são elementos essenciais para a reconciliação e a criação de sociedades baseadas na justiça, na igualdade e na solidariedade.

Durban também considera que o tema memória ocupa lugar relevante: não é possível reparar os danos do passado sem recuperar a dignidade das vítimas. 

Elementos jurídicos instituídos de forma nacional e internacional fundamentais de responsabilidade do ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, para que seja colocado em pratica.

Durban no relatório geral orienta mais o seguinte:

RACISMO É UMA FERRAMENTA PARA GANHAR E MANTER O PODER.

Uma significativa causa (e efeito) do racismo origina-se no colonialismo e na escravidão, daí resultando a freqüente total exploração, despojamento e deslocamento, apropriação de direitos e recursos da Comunidade Negra do Brasil e NEGAÇÃO DE SUA CONDIÇÃO HUMANA MAIS BÁSICA.

A falta de atuação do Estado Brasileiro, é um mal evidenciado pelo Ministro da Supremo Tribunal Federal BENEDITO JOAQUIM BARBOSA, o qual já alertou para que seja coibido, o qual é  a delegação de poderes que privilegia a militância do Partido dos Trabalhadores ao uso deforma ilegal do nome e imagem do negro, situação que esta inchando a máquina pública e parte das pessoas que tem se manifestado nesta campanha alegam que o racismo existe porque o negro não trabalha, porque desconhecem que, o Brasil foi o ultimo país a revogar a escravidão e o primeiro a ser condenado pela OEA Organização dos Estados Americanos (2006) no âmbito internacional, por motivo de ainda não colocar em pratica a punição pela pratica do racismo, mas não em defesa da representação perante o desenvolvimento social e econômico.

Sendo que Duban orienta que o racismo origina-se no colonialismo, vivemos ainda em tempo de escravidão, a Associação Nacional dos Advogados Afrodescendente, através da presidente Drª SÍLVIA CERQUEIRA, ao requestar junto a Câmara dos Deputados Comissão Legislativa Participativa, o I Seminário de Políticas da Igualdade Racial, realizado nos dias 7 e 8 de maio de 2008, desconsiderando o Estatuto da OAB, não deixa também de ser prova que a OAB esta empenhada na INTERNALIZADO DO RACISMO, ignorando os princípios fundamentais para apoiar pessoas negras desconsiderar as representações legitimas.

A atividades privativas de advocacia, não deixa de ser fato que em seu Estatuto esta definida como serviço e função social, mas, para administração da justiça, postulação junto Poder Judiciário, cabe também a consultoria,  assessoria  e  direção jurídica e não ignorar a Carta  Magna, atuando como na parte funcional como o faz em termos de Comunidade Negra do Brasil.

A atuação paralela da OAB com o Estado Brasileiro, o resultado a nível nacional aparece através da ANA JOSÉ LOPES presidente do Coletivo de Mulheres Negras-CMNEGRAS/ MS &quot;Raimunda L. de Brito&quot;, e Coordenação do Fórum Nacional das Mulheres Negras, que se portam no direito da tutela da Comunidade Negra do Brasil e se favorecer tendo como suporte o Poder Público, a vereadora da Câmara Municipal de São Paulo CLAUDETE ALVES DA SILVA SOUZA, também, não deixa de prejudicar a evolução dos Direitos Humanos, porque se valendo da influência do cargo, ao invés de firmar a estrutura jurídica fundamental, preferiu através do Advogado KLEBER BISPO DOS SANTOS, da Defensoria da União, usar indevidamente o nome e imagem dos negros brasileiros, para junto a Drª ELIZABETH MITIKO KOBAYASHI Procuradora-Chefe do Ministério Público Federal no Estado de São Paulo, colocar em pratica a embromação, para que a tutela da Comunidade Negra do Brasil, seja definida pelo MPF, como direito pessoal, visando receber em seu benefício indenização dos negros afro-brasileiros, pelos danos materiais e morais causados no processo de escravidão, nos atos de abolição e pós-abolição.

Outro procedimento contra os Direitos Humanos é praticado pela professora vereadora de Ribeirão Pires ELZA DA SILVA CARLOS que para promoção  de militantes partidários e pessoal, usa o nome da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, da Frente Parlamentar e a estrutura do Poder Público Municipal, a defesa da ilegalidade, aparece na pessoa do Dr CELSO MARTINS FONTANA advogado e técnico legislativo.

Considerando a orientação de Durban, na pratica, os privilegiados e políticos, usam a cor, se colocam como  VÍTIMA para conseguir privilégios, inclusive verba pública, porque não o fazem com a dinheiro próprio, mas, atuam como PERPETRADOR DO RACISMO, tendo a cumplicidade da OAB.

Na área Regional à Prefeitura Municipal de Santos, com a OAB-Santos institucionalizou o racismo, PT e PMDB se unem através da delegação de poder, privilegiando a militante do PT ALZIRA DOS SANTOS RUFINO, como “embaixatriz da comunidade negra do Brasil”, a qual se colocando como “capitã de mato”, usa a estrutura do Publico Municipal e o que chama de família da Casa da Cultura da Mulher Negra, com a influência, inclusive divulgado na rede globo, através do judiciário aplica a barbárie.

Atuam como “capataz”, integrantes da Comissão do Negro da OAB, Drª TATIANA EVANGELISTA DOS SANTOS, que pelo apoio que recebem, inclusive cargo público, se acham no direito de usar o nome e imagem do negro e de impor a injustiça, contra a representação, a reclamação perante a Comissão de Ética e Disciplina da OAB, inclusive dos advogados que atuam representando a Defensoria do Estado de São Paulo, a OAB se posiciona como “senhor da senzala” e esta acobertando.

O Seminário Democracia e Soberania Popular realizado pela Câmara dos Deputados Federal Comissão Participativa, realizado dia 5 e 6 de dezembro de 2001, na participação do filósofo MÁRIO SÉRGIO CORTELLA, outra importante orientação ao registrar na história o seguinte, onde não existe democracia entra o diabólico. O que significa“diabólico”? Jogar separado, desagregar. O simbólico é aquilo que agrega; o diabólico é aquilo que separa. A palavra “diabo”, que vem para nós do grego, é uma tradução do hebraico satan. Satan, em hebraico, significa “o adversário”. No entanto, traduziu-se por “diabo” para significar aquele que desagrega.

Na pratica, na verdade é o que mostra inúmeras cartas que é contra o negro nesta campanha, o que está implantado no Brasil em relação ao Processo Nacional de Promoção da Igualdade Racial é o sistema do diabo, se não respeitar a embaixatriz da comunidade negra do Brasil, militante do PT ALZIRA DOS SANTOS RUFINO, que na verdade atua como “capataz”, se prontificar com ajuda de advogado a procurar impor mentira perante o Judiciário para mandar para a cadeia e até manicômio quem não aceitar e é aplaudida e elogiado pelos “diabinhos”, ou seja, por toda militância partidária.

Importante sobre Abolição e Direitos Humanos o Governo do Estado de São Paulo realizar a campanha para saber sobre o racismo dando a oportunidade a todo cidadão, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, ao não renovar o acordo com a OAB, também pode trazer avanço significativo para os Diretos Humanos, porque a OAB em termos de Comunidade Negra, esta sendo a responsável para que o funcionário público, inclusive o Ministério Público Estadual e Federal não respeitem o sistema constitucional e legal o que esta impedindo que seja eliminado o quadro que expõe a pesquisa POSTURA DO PODER JUDICIÁRIO FRENTE AOS CASOS CONCRETOS DE DISCRIMINAÇÃO RACIAL NAS RELAÇÕES LABORAIS EMPRESARIAISNO ESTADO E BRASILEIRAS.
 

LUIZ OTAVIO DE BRITO – Presidente da Associação de Defesa e Divulgação da Comunidade Negra e Sambista e Produtor de Cultura Negra.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre “Racismo:se você não fala, quem vai falar?”, a postagem é nº 1775, data 17/06/08.</p>
<p>Neste tema Abolição e os Direitos Humanos, sigo a orientação do Supremo Tribunal Federal, o qual tem definido que é chegado o momento de REFLEXÃO e BALANÇO, democracia se faz com política e mediante atuação de políticos. Quando se tenta execrar a atividade política está-se a menosprezar a consciente opção de todos brasileiros pelo regime democrático.</p>
<p>A base desta carta é a participação do PAULO VANNUCHI, ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, que pelo importante cargo, sua posição ao colocar como base a critica do movimento negro e não a experiência de governo, faz entender ser um expectador que em relação a Comunidade Negra do Brasil, não esta voltado para implantação dos Diretos Humanos em construção da cidadania.</p>
<p>A posição e inútil que mostra ser o ministro a explicação, está no documento Carta e Cidadania (20/11/2007), entregue ao Presidente do Brasil LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, autor ex-Senador Grão Cruz da Ordem do Mérito Cultural, ABDIAS DOS NASCIMENTO, na qual expõe que a desinformação deliberada, objetivando intimidar não a pratica do racismo e sim todo um povo e enganar toda uma nação, como também, no editorial do Informativo Írohìn (março 2008) titulo SOMOS ASSIM, FAZER O QUE?, autor EDSON LOPES CARDOSO, que a mais de 27 anos a questão racial tem sido prioridade em sua vida, o qual confirma que já se esgotaram todas experiências com as diferentes  siglas partidárias – PMDB, PSDB, PPS, PDT, PC DO B, PT, que para manterem interesse sectário, seus militantes, se portam como servos humildes e cordiais. </p>
<p>A inércia que responsabiliza o Estado Brasileiro, esta evidente nesta campanha, em milhares de manifestações pessoais, algumas taxando de forma descarada o negro como vagabundo, se na verdade, nossa representação perante o processo social e econômico ainda não é reconhecida e nem esta aparecendo o interesse por parte da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, e a maioria confirma que a trajetória dos negros, desde a saída forçada da África, até o Brasil de hoje, continua sendo marcada por diversas formas de violências.</p>
<p>Em termos jurídico, o registro é a pesquisa POSTURA DO PODER JUDICIÁRIO FRENTE AOS CASOS CONCRETOS DE DISCRIMINAÇÃO RACIAL NAS RELAÇÕES LABORAIS EMPRESARIAIS BRASILEIRAS, a qual ensina que mesmo a Constituição de 1988, tendo considerado a prática de racismo como crime inafiançável e imprescritível, e existindo também a Lei nº 7716/89 que criminalizou condutas racialmente discriminatórias, ainda não existe jurisprudência que penalize o agente do delito de racismo, pois há uma grande resistência quanto à aplicação dessa lei.</p>
<p>Acontece porque Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, participou representando a Comunidade Negra na Conferencia Mundial, mas expõe não estar cumprindo com o compromisso que é de monitorar e nem empenhada na aplicação das determinações da Lei Federal Nº 4.229/02 a qual dispõe sobre o Programa Nacional dos Direitos Humanos em especial item Afrodescendente Nº 191, para que seja adotado no âmbito da União, e estimular a adoção, pelos estados e municípios, medidas de caráter que visem a eliminação da discriminação racial e a promoção da igualdade de oportunidades de forma proporcional a representação dos Afrodescendentes no conjunto da sociedade brasileira, como também, em relação ao item nº 202, não esta contribuindo para preservação da memória e fomento a Produção da Cultura Negra e item 207, não expõe o interesse de colocar em pratica medidas destinadas a fortalecer o Ministério Público na promoção e proteção dos direitos e interesses das vitimas de racismo, discriminação racial, e formas correlatas de intolerância.</p>
<p>Os fundamentos que contribuem para evolução dos Direitos Humanos relativo a Comunidade Negra do Brasil, não sendo assegurado e nem trabalhado para a implantação por parte da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, impede formação da convicção política e filosofia de trabalho (Art. 5º CB), formação da educação, pleno desenvolvimento da Comunidade Negra, seu preparo para o exercício da cidadania e qualificação dos profissionais de valorização (art. 205 CB), os privilegiados se valendo da desinformação, prejudicam mais ainda, porque, instalados dentro do poder público, resistem para que não entre em pratica a manifestação e difusão da Cultura Negra e a expressão modo: Criar, Fazer e Viver (215 e 216 CB), perante o processo social e econômico.</p>
<p>Esta inicial faz lembrar as palavras do presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil RAIMUNDO CEZAR BRITTO o qual registrou o seguinte:</p>
<p>“Sabemos que nenhum de nós é isoladamente responsável pela crise de identidade que atinge a Constituição Federal. Mas cabe a cada um de nós fazer a parte que nos cabe. Desde que não fiquemos calados, pois, como bem ressaltou Martin Luther King Jr:”<br />
&#8220;O que me preocupa não é o grito dos maus e sim o silêncio dos bons&#8221;</p>
<p>O Governo do Estado de São Paulo, não conhecendo representação que denominam de movimento negro é outra prova da incompetência partidária ao partir para o registro da vida e luta para poder conhecer as conquistas do negro na sociedade brasileira, oportunidade para recordar que pós Abolição os Direitos Humanos também, além da Declaração Universal dos Direitos Humanos, também, existe o complemento, a III Conferência Mundial Contra o Racismo Discriminação Racial Xenofobia e Intolerância Correlatas, realizada em 2001, África do Sul, cidade de Durban, referência do combate ao racismo no Brasil, que defini racismo como sendo qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência, ou origens étnicas ou nacionais que tenham o propósito ou efeito de anular ou impedir o reconhecimento, gozo ou exercício, em condições iguais, de direitos humanos e liberdades fundamentais nas áreas política, econômica, social, cultural ou qualquer outra da vida pública.</p>
<p>Durban definiu também que lembrar os crimes do passado e contar a verdade sobre a história são elementos essenciais para a reconciliação e a criação de sociedades baseadas na justiça, na igualdade e na solidariedade.</p>
<p>Durban também considera que o tema memória ocupa lugar relevante: não é possível reparar os danos do passado sem recuperar a dignidade das vítimas. </p>
<p>Elementos jurídicos instituídos de forma nacional e internacional fundamentais de responsabilidade do ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, para que seja colocado em pratica.</p>
<p>Durban no relatório geral orienta mais o seguinte:</p>
<p>RACISMO É UMA FERRAMENTA PARA GANHAR E MANTER O PODER.</p>
<p>Uma significativa causa (e efeito) do racismo origina-se no colonialismo e na escravidão, daí resultando a freqüente total exploração, despojamento e deslocamento, apropriação de direitos e recursos da Comunidade Negra do Brasil e NEGAÇÃO DE SUA CONDIÇÃO HUMANA MAIS BÁSICA.</p>
<p>A falta de atuação do Estado Brasileiro, é um mal evidenciado pelo Ministro da Supremo Tribunal Federal BENEDITO JOAQUIM BARBOSA, o qual já alertou para que seja coibido, o qual é  a delegação de poderes que privilegia a militância do Partido dos Trabalhadores ao uso deforma ilegal do nome e imagem do negro, situação que esta inchando a máquina pública e parte das pessoas que tem se manifestado nesta campanha alegam que o racismo existe porque o negro não trabalha, porque desconhecem que, o Brasil foi o ultimo país a revogar a escravidão e o primeiro a ser condenado pela OEA Organização dos Estados Americanos (2006) no âmbito internacional, por motivo de ainda não colocar em pratica a punição pela pratica do racismo, mas não em defesa da representação perante o desenvolvimento social e econômico.</p>
<p>Sendo que Duban orienta que o racismo origina-se no colonialismo, vivemos ainda em tempo de escravidão, a Associação Nacional dos Advogados Afrodescendente, através da presidente Drª SÍLVIA CERQUEIRA, ao requestar junto a Câmara dos Deputados Comissão Legislativa Participativa, o I Seminário de Políticas da Igualdade Racial, realizado nos dias 7 e 8 de maio de 2008, desconsiderando o Estatuto da OAB, não deixa também de ser prova que a OAB esta empenhada na INTERNALIZADO DO RACISMO, ignorando os princípios fundamentais para apoiar pessoas negras desconsiderar as representações legitimas.</p>
<p>A atividades privativas de advocacia, não deixa de ser fato que em seu Estatuto esta definida como serviço e função social, mas, para administração da justiça, postulação junto Poder Judiciário, cabe também a consultoria,  assessoria  e  direção jurídica e não ignorar a Carta  Magna, atuando como na parte funcional como o faz em termos de Comunidade Negra do Brasil.</p>
<p>A atuação paralela da OAB com o Estado Brasileiro, o resultado a nível nacional aparece através da ANA JOSÉ LOPES presidente do Coletivo de Mulheres Negras-CMNEGRAS/ MS &#8220;Raimunda L. de Brito&#8221;, e Coordenação do Fórum Nacional das Mulheres Negras, que se portam no direito da tutela da Comunidade Negra do Brasil e se favorecer tendo como suporte o Poder Público, a vereadora da Câmara Municipal de São Paulo CLAUDETE ALVES DA SILVA SOUZA, também, não deixa de prejudicar a evolução dos Direitos Humanos, porque se valendo da influência do cargo, ao invés de firmar a estrutura jurídica fundamental, preferiu através do Advogado KLEBER BISPO DOS SANTOS, da Defensoria da União, usar indevidamente o nome e imagem dos negros brasileiros, para junto a Drª ELIZABETH MITIKO KOBAYASHI Procuradora-Chefe do Ministério Público Federal no Estado de São Paulo, colocar em pratica a embromação, para que a tutela da Comunidade Negra do Brasil, seja definida pelo MPF, como direito pessoal, visando receber em seu benefício indenização dos negros afro-brasileiros, pelos danos materiais e morais causados no processo de escravidão, nos atos de abolição e pós-abolição.</p>
<p>Outro procedimento contra os Direitos Humanos é praticado pela professora vereadora de Ribeirão Pires ELZA DA SILVA CARLOS que para promoção  de militantes partidários e pessoal, usa o nome da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, da Frente Parlamentar e a estrutura do Poder Público Municipal, a defesa da ilegalidade, aparece na pessoa do Dr CELSO MARTINS FONTANA advogado e técnico legislativo.</p>
<p>Considerando a orientação de Durban, na pratica, os privilegiados e políticos, usam a cor, se colocam como  VÍTIMA para conseguir privilégios, inclusive verba pública, porque não o fazem com a dinheiro próprio, mas, atuam como PERPETRADOR DO RACISMO, tendo a cumplicidade da OAB.</p>
<p>Na área Regional à Prefeitura Municipal de Santos, com a OAB-Santos institucionalizou o racismo, PT e PMDB se unem através da delegação de poder, privilegiando a militante do PT ALZIRA DOS SANTOS RUFINO, como “embaixatriz da comunidade negra do Brasil”, a qual se colocando como “capitã de mato”, usa a estrutura do Publico Municipal e o que chama de família da Casa da Cultura da Mulher Negra, com a influência, inclusive divulgado na rede globo, através do judiciário aplica a barbárie.</p>
<p>Atuam como “capataz”, integrantes da Comissão do Negro da OAB, Drª TATIANA EVANGELISTA DOS SANTOS, que pelo apoio que recebem, inclusive cargo público, se acham no direito de usar o nome e imagem do negro e de impor a injustiça, contra a representação, a reclamação perante a Comissão de Ética e Disciplina da OAB, inclusive dos advogados que atuam representando a Defensoria do Estado de São Paulo, a OAB se posiciona como “senhor da senzala” e esta acobertando.</p>
<p>O Seminário Democracia e Soberania Popular realizado pela Câmara dos Deputados Federal Comissão Participativa, realizado dia 5 e 6 de dezembro de 2001, na participação do filósofo MÁRIO SÉRGIO CORTELLA, outra importante orientação ao registrar na história o seguinte, onde não existe democracia entra o diabólico. O que significa“diabólico”? Jogar separado, desagregar. O simbólico é aquilo que agrega; o diabólico é aquilo que separa. A palavra “diabo”, que vem para nós do grego, é uma tradução do hebraico satan. Satan, em hebraico, significa “o adversário”. No entanto, traduziu-se por “diabo” para significar aquele que desagrega.</p>
<p>Na pratica, na verdade é o que mostra inúmeras cartas que é contra o negro nesta campanha, o que está implantado no Brasil em relação ao Processo Nacional de Promoção da Igualdade Racial é o sistema do diabo, se não respeitar a embaixatriz da comunidade negra do Brasil, militante do PT ALZIRA DOS SANTOS RUFINO, que na verdade atua como “capataz”, se prontificar com ajuda de advogado a procurar impor mentira perante o Judiciário para mandar para a cadeia e até manicômio quem não aceitar e é aplaudida e elogiado pelos “diabinhos”, ou seja, por toda militância partidária.</p>
<p>Importante sobre Abolição e Direitos Humanos o Governo do Estado de São Paulo realizar a campanha para saber sobre o racismo dando a oportunidade a todo cidadão, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, ao não renovar o acordo com a OAB, também pode trazer avanço significativo para os Diretos Humanos, porque a OAB em termos de Comunidade Negra, esta sendo a responsável para que o funcionário público, inclusive o Ministério Público Estadual e Federal não respeitem o sistema constitucional e legal o que esta impedindo que seja eliminado o quadro que expõe a pesquisa POSTURA DO PODER JUDICIÁRIO FRENTE AOS CASOS CONCRETOS DE DISCRIMINAÇÃO RACIAL NAS RELAÇÕES LABORAIS EMPRESARIAISNO ESTADO E BRASILEIRAS.</p>
<p>LUIZ OTAVIO DE BRITO – Presidente da Associação de Defesa e Divulgação da Comunidade Negra e Sambista e Produtor de Cultura Negra.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Roberto Figueiredo Russo de Sá</title>
		<link>http://120cartas.ig.com.br/wp/abolicao-e-os-direitos-humanos/comment-page-1/#comment-3549</link>
		<dc:creator>Roberto Figueiredo Russo de Sá</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 18:46:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://120cartas.ig.com.br/wp/?p=5#comment-3549</guid>
		<description>A artificialidade humana é indiferente em qualquer canto da Terra e o racismo é apenas um dos problemas visíveis na postiça e pueril convivência de nossa espécie.
Espécie essa que diferencia-se das outras ao tolher todos seus vestígios naturais, tornando-se unânimes donos do mundo, e criando-se conforme a cultura imposta ao seu ser desde embrião. Seres etnocêntricos, que juntos, exalam o ar desprezível da ignorância e vulgaridade.
Desculpe-me o leitor impaciente por ocupar-lhes com pensamentos anônimos e não com versos de Olavo Bilac e Lima Barreto. Mas, falemos de Brasil.
Pensamentos imaturos para o ultimo país independente em que fulgurava a humilhação sofrida por negros até 1888 e que hoje vem camuflada por um punhado de idéias moralmente utópicas.
A Lei Áurea não foi um avanço e sim um mínimo de pudor imposto ao país que, ostentou e produziu riquezas, mas empurrou à margem da sociedade os bestializados. Com isso, a luz da liberdade se tornara torpe. Tal manobra, feita pela metade, esfacelou a peia que os prendia à seus amos, mas os acorrentou novamente a pior das sinhás, a fome.
Após 120 anos de “liberdade”, os negros conquistaram muito espaço tanto no âmbito legal como no social. Mas a disparidade econômica e educacional ainda aflige a vida desses brasileiros, alvos da gélida corrupção do gênio humano. E como disse Rousseau “Sob os maus governos, a igualdade por convenção e de direito é aparente e ilusória; ela não serve senão para manter o pobre na sua miséria, e o rico na sua usurpação.Na realidade, as leis são sempre úteis aos que possuem e nocivas aos que nada têm.”
Para tanto, deter-me-ei neste ponto poupando o enfadonho desgaste moral, mas vale lembrar que a indispensável obrigação do governo é, como sempre, satisfeita com meros artifícios burocráticos e falatório demagógico
E certamente uma melhoria a ser feita seria a interação entre as cores, pois, com os brancos nos centros urbanos e os negros na periferia nunca veremos a harmonia de um povo verdadeiramente miscigenado. Um povo que tem como exemplo a nação corinthiana, a qual une o branco ao preto numa mesma paixão.
Desse modo, termino meus devaneios pessimistas, uma vez que não vejo solução concreta para o drama do negro, afinal, o tempo construiu o homem e seu amplo legado de vícios, tornando-os miseráveis espiritualmente. Assim, só o tempo poderá apagar esses degradantes costumes europeus enraizados em você leitor Macunaíma e no seu: Roberto de Sá</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A artificialidade humana é indiferente em qualquer canto da Terra e o racismo é apenas um dos problemas visíveis na postiça e pueril convivência de nossa espécie.<br />
Espécie essa que diferencia-se das outras ao tolher todos seus vestígios naturais, tornando-se unânimes donos do mundo, e criando-se conforme a cultura imposta ao seu ser desde embrião. Seres etnocêntricos, que juntos, exalam o ar desprezível da ignorância e vulgaridade.<br />
Desculpe-me o leitor impaciente por ocupar-lhes com pensamentos anônimos e não com versos de Olavo Bilac e Lima Barreto. Mas, falemos de Brasil.<br />
Pensamentos imaturos para o ultimo país independente em que fulgurava a humilhação sofrida por negros até 1888 e que hoje vem camuflada por um punhado de idéias moralmente utópicas.<br />
A Lei Áurea não foi um avanço e sim um mínimo de pudor imposto ao país que, ostentou e produziu riquezas, mas empurrou à margem da sociedade os bestializados. Com isso, a luz da liberdade se tornara torpe. Tal manobra, feita pela metade, esfacelou a peia que os prendia à seus amos, mas os acorrentou novamente a pior das sinhás, a fome.<br />
Após 120 anos de “liberdade”, os negros conquistaram muito espaço tanto no âmbito legal como no social. Mas a disparidade econômica e educacional ainda aflige a vida desses brasileiros, alvos da gélida corrupção do gênio humano. E como disse Rousseau “Sob os maus governos, a igualdade por convenção e de direito é aparente e ilusória; ela não serve senão para manter o pobre na sua miséria, e o rico na sua usurpação.Na realidade, as leis são sempre úteis aos que possuem e nocivas aos que nada têm.”<br />
Para tanto, deter-me-ei neste ponto poupando o enfadonho desgaste moral, mas vale lembrar que a indispensável obrigação do governo é, como sempre, satisfeita com meros artifícios burocráticos e falatório demagógico<br />
E certamente uma melhoria a ser feita seria a interação entre as cores, pois, com os brancos nos centros urbanos e os negros na periferia nunca veremos a harmonia de um povo verdadeiramente miscigenado. Um povo que tem como exemplo a nação corinthiana, a qual une o branco ao preto numa mesma paixão.<br />
Desse modo, termino meus devaneios pessimistas, uma vez que não vejo solução concreta para o drama do negro, afinal, o tempo construiu o homem e seu amplo legado de vícios, tornando-os miseráveis espiritualmente. Assim, só o tempo poderá apagar esses degradantes costumes europeus enraizados em você leitor Macunaíma e no seu: Roberto de Sá</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: FRANKLIN SANTOS ARAUJO</title>
		<link>http://120cartas.ig.com.br/wp/abolicao-e-os-direitos-humanos/comment-page-1/#comment-3536</link>
		<dc:creator>FRANKLIN SANTOS ARAUJO</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 09:13:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://120cartas.ig.com.br/wp/?p=5#comment-3536</guid>
		<description>SER PRETO E PARA MIN TER SIDO PEGO DE CADA PARTE DO MUNDO E NUS TORNADO ESTAS PESSOAS MARAVILHOSA,CHEIA DE ENERGIA,E DETERMINAÇAO PARA LUTAR POR CULTURA E ESPASSO NA SOSSIEDADE,ASS,FRANKLIN SANTOS ARAUJO</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>SER PRETO E PARA MIN TER SIDO PEGO DE CADA PARTE DO MUNDO E NUS TORNADO ESTAS PESSOAS MARAVILHOSA,CHEIA DE ENERGIA,E DETERMINAÇAO PARA LUTAR POR CULTURA E ESPASSO NA SOSSIEDADE,ASS,FRANKLIN SANTOS ARAUJO</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Teresa de Jesus Pinheiro do Prado</title>
		<link>http://120cartas.ig.com.br/wp/abolicao-e-os-direitos-humanos/comment-page-1/#comment-3254</link>
		<dc:creator>Teresa de Jesus Pinheiro do Prado</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 19:48:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://120cartas.ig.com.br/wp/?p=5#comment-3254</guid>
		<description>Entro na Matriz de São Sebastiao- Centro da Cidade de Valinhos -SP e ajoelho-me para rezar.
Hoje 07/07/2008 volta-me à lembrança 32 anos atrás.Ano de 1976 onde se realizou meu casamento.
Oro. Em pensamentos cenas daquele 17/07/1976.
Emoções fortes, as pernas tremendo, coração disparando e minhas faces brancas e o sangue parecendo congelar nasveias...Entro sedutora e altiva mesmo com um atraso de uma hora e vinte minutos. Coração acelerado querendo sair pela boca. Os olhos marejados pelas teimosas lágrimas que insistiam em dançar pelo meu rosto...Lá,lado direito,vejo meu avô, pai de meu pai, negro e eu branca, muito branca.Havia dúvidas até de que eu era neta dele.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Entro na Matriz de São Sebastiao- Centro da Cidade de Valinhos -SP e ajoelho-me para rezar.<br />
Hoje 07/07/2008 volta-me à lembrança 32 anos atrás.Ano de 1976 onde se realizou meu casamento.<br />
Oro. Em pensamentos cenas daquele 17/07/1976.<br />
Emoções fortes, as pernas tremendo, coração disparando e minhas faces brancas e o sangue parecendo congelar nasveias&#8230;Entro sedutora e altiva mesmo com um atraso de uma hora e vinte minutos. Coração acelerado querendo sair pela boca. Os olhos marejados pelas teimosas lágrimas que insistiam em dançar pelo meu rosto&#8230;Lá,lado direito,vejo meu avô, pai de meu pai, negro e eu branca, muito branca.Havia dúvidas até de que eu era neta dele.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: paulo cesar da silva</title>
		<link>http://120cartas.ig.com.br/wp/abolicao-e-os-direitos-humanos/comment-page-1/#comment-3029</link>
		<dc:creator>paulo cesar da silva</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 23:51:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://120cartas.ig.com.br/wp/?p=5#comment-3029</guid>
		<description>oi sou negro e tenho convivido com muitas pessoas, e posso afirmar que ;   sinto muitas vezes a discriminaçao  de  diversas formas . um dia desses sentei ao lado de uma senhora dentro  do onibus, ela olhou pra mim e se levantou e se  sentou em outro lugar . outro dia pedi para segurar a bolsa de uma senhora na conduçao ,ela me deu a bolsa que estava cheia de compras ; e me disse na maior cara de pau,essa bousa aqui ten dinheiro, depois de algum tempo ,acho que ela esqueceu e deu abolsa para um rapaz segurar . branco claro! sociedade hipocrita.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>oi sou negro e tenho convivido com muitas pessoas, e posso afirmar que ;   sinto muitas vezes a discriminaçao  de  diversas formas . um dia desses sentei ao lado de uma senhora dentro  do onibus, ela olhou pra mim e se levantou e se  sentou em outro lugar . outro dia pedi para segurar a bolsa de uma senhora na conduçao ,ela me deu a bolsa que estava cheia de compras ; e me disse na maior cara de pau,essa bousa aqui ten dinheiro, depois de algum tempo ,acho que ela esqueceu e deu abolsa para um rapaz segurar . branco claro! sociedade hipocrita.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
