Carta de Emanoel Araujo
Ao
Painel do Leitor
Foi uma grata surpresa ler esta semana o lúcido artigo do professor Fabio Konder Comparato – “Um débito colossalâ€. Até que enfim apareceu uma voz na defesa dessa população excluÃda do Brasil. A inconsciência nacional é mesmo vergonhosa e inconseqüente, há uma conduta de arraigados colonizadores, sem dÃvidas para com os mais pobres, com os negros, com os Ãndios. Essa grande celeuma das cotas é a prova do atraso da mentalidade de muitos, que pensam que a universidade gratuita é obrigação de Estado apenas para os ricos e brancos afortunados da sorte, vindos das escolas particulares e dos cursinhos, outra invenção que também promove a desigualdade. Esquecem-se eles, os das classes dominantes, que uma nação não se ergue com essa
chaga vergonhosa da exclusão, como ocorre em nosso paÃs.
Uma nação não se faz com a sangria inconseqüente como a que aqui ocorreu, há uma dÃvida que é de todos e, sobretudo urge minimizar a exclusão de muitos, devida ao preconceito irracional de um racismo camuflado em democracia racial que ainda insiste e persiste tão perversamente entre nós.
Peço licença ao professor Comparato para exibir no espaço de obras permanentes do Museu AFRO BRASIL seu primoroso e atualÃssimo artigo aos que ainda não foram tocados pelo que representa o crime da exclusão, para que possam enfim refletir sobre a necessidade urgente de se buscar a justiça para o bem de todos.
Emanoel Araujo
Diretor-curador
Museu Afro Brasil
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queria saber como que faz pra eviar