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Racismo: se você não fala, quem vai falar?

Caros participantes da Campanha Cultural “120 anos de Abolição – Racismo: Se você não fala, quem vai falar?”, foi lançado o livro que reune as 120 cartas selecionadas dentre as que foram publicadas neste site e enviadas via caixa postal e urnas da ação.

Abaixo seguem os nomes dos autores dos 120 depoimentos e a origem de suas contribuições.

Agradecemos mais uma vez a todos pela participação.

1.    Ademiro Alves “Sacolinha” (São Paulo – SP)
2.    Adriana da Silva (Ribeirão Preto – SP)
3.    Alex Borges da Cruz (São Paulo – SP)
4.    Alex Victor da Silva (Guareí – SP)
5.    Alexandre Ribeiro da Costa (São Paulo – SP)
6.    Alexandre Tarlei Ferreira (Campinas – SP)
7.    Aline Matos “Verônica Aline Matos Santos” (São Paulo – SP)
8.    Altamir de Souza (Internet)
9.    Amanda de Almeida Martins (Internet)
10.    Amanda Fortunato Araújo Sousa (Internet)
11.    Ana Claudia Ferreira (Brodowski – SP)
12.    Ana Paula da Silva (Jaborandi – SP)
13.    Ana Paula Paz (Internet)
14.    Anderson Oliveira da Silva (Sorocaba – SP)
15.    Antonio Luiz Junior (São Paulo – SP)
16.    Aparecida Judith Paglioni (Internet)
17.    Bárbara Kevellyn F.P.A. Pessoac (São Paulo – SP)
18.    Benedito Carlos Arruda (Itu – SP)
19.    Brenda Eloisa da Silva Vasconcelos (Cerqueira César – SP)
20.    C.R.C.F (Fundação Casa – São Paulo – SP)
21.    C.R.V ( Fundação Casa – São Paulo – SP)
22.    Caíque Lucas de Oliveira (Fundação Casa- São Paulo – SP)
23.    Caren Cristina Felipe de Oliveira (Matão – SP)
24.    Carlos José de Oliveira (São Paulo – SP)
25.    Celso Amaral Silva (Internet)
26.    Chaire Dali da Silva (Internet)
27.    Chindalena Ferreira Barbosa (Internet)
28.    Claudia Pereira da Silva Soyombo (Internet)
29.    D.B.Cursino ( Fundação Casa – São Paulo – SP)
30.    Daniele C.B. Veríssimo (Rio Claro – SP)
31.    Débora Raquel dos Santos Alves (Campinas – SP)
32.    Delvanir Alves de Souza (São Paulo – SP)
33.    Denise maria Perissini da Silva (Internet)
34.    Dileuza Maria M.Godoy (Mogi Mirim – SP)
35.    Djacelina Chrispim (Internet)
36.    Donizete Cavalcante Ruços (São Paulo – SP)
37.    Edilson Pereira Nunes (Internet)
38.    Edson Luiz de Almeida Costa (Internet)
39.    Eduardo Tranquillo (São Paulo – SP)
40.    Eliana de Lourdes Felipe (Mogi Mirim – SP)
41.    Eliel Paixão de Souza (Internet)
42.    Elisabete Aparecida Prado de Campos (Internet)
43.    Elpídia Vitalina Pinto Damasceno (Internet)
44.    Elvis Cassiano da Silva (São Paulo – SP)
45.    Erick “Poodle Favelado” Silva (Santo André – SP)
46.    Fábio Luis Araújo Seixas Junior (Internet)
47.    Fabrício Bonassa (Internet)
48.    Felipe Augusto Santana (Rio Claro – SP)
49.    Fernanda de Lourdes Neachic (Itapetininga – SP)
50.    Francisco Marcelo Campos Leonel (São Paulo – SP)
51.    Gilsinei de Jesus Freitas (Internet)
52.    Gleferson Vinicus Francisco (Fundação Casa- São Paulo – SP)
53.    Gomes (Internet)
54.    Guilherme Ferreira Fernandes (Franca – SP)
55.    Hebert Ferreira (Internet)
56.    Henrique S. da Costa (São Paulo – SP)
57.    Igor Cesar de Britos (Fundação Casa- São Paulo – SP)
58.    J.C.C.S – (Fundação Casa – São Paulo – SP)
59.    Jair Bento Quirino (Internet)
60.    Jaqueline Aparecida Schulter (São Paulo – SP)
61.    Jeferson Reis de Jesus (Mogi Mirim – SP)
62.    Jefferson José Simões (São Paulo – SP)
63.    Jéssica da Silva Morais (Itanhaém – SP)
64.    Jhonatan Vinicíus dos Santos Fernandes (Fundação casa – Franca – SP)
65.    João P de Góes Fo (Campinas – SP)
66.    Jonatas Martins Goes (Internet)
67.    Jonathan Pablo da Silva Mendes (Miguelópolis – SP)
68.    José Abílio Ferreira (Internet)
69.    José Carlos Guirado Júnior (São Paulo – SP)
70.    José Sebastião de Lima “Zé Lima do Boxe Taquaritinga” (Taquaritinga – SP)
71.    Juliana Aparecida Ribeiro (São Carlos – SP)
72.    Kamylla Santos da Silva (São Paulo – SP)
73.    Kiusam Regina de Oliveira (Internet)
74.    Laudelina Ferreira da Silva (Bebedouro – SP)
75.    Leandro Lopes Silveira (Internet)
76.    Leci Silva – Leci Brandão (São Paulo – SP)
77.    Letícia Rizzi Prescilio (Internet)
78.    Lucia Camargos (São Paulo – SP)
79.    Luis Alberto da Silva filho (Internet)
80.    Luis Carlos dos Santos Menezes (Internet)
81.    Luiz Fernando Costa de Andrade (Araraquara – SP)
82.    Luiz Gonzaga Vieira da Rocha (Taquaritinga – SP)
83.    M.P.de S (Fundação Casa- São Paulo – SP)
84.    Manoel Sena Junior (Internet)
85.    Marcelo Henrique Geremias (São Paulo – SP)
86.    Márcia Venâncio (São Paulo – SP)
87.    Maria Antonia (Internet)
88.    Maria Aparecida Bahia (Taquaritinga – SP)
89.    Marisa Edite Candinho dos santos (Internet)
90.    Marly Pimenta (Internet)
91.    Milton da Rocha Marques júnior (Internet)
92.    Natalie Aparecida Dantas Santos (Matão – SP)
93.    Rafael Nepomucerno (São Paulo – SP)
94.    Raquel Prescilia de Paula Santos (Praia Grande – SP)
95.    Regina Barros Goulart (Internet)
96.    Ricardo Dias (Internet)
97.    Roci Felippe Baptista (Internet)
98.    Rodrigo Vieira da Trindade (Internet)
99.    Rosana Aparecida Malavazzi (Internet)
100.    Rosana da Silveira (Internet)
101.    Rosana Machado (Mogi Mirim – SP)
102.    Rosilda Silva Souza (Internet)
103.    Rubens Fortti Pereira (São Paulo – SP)
104.    Sandra Aparecida Julião (São Paulo – SP)
105.    Santas de Lourdes Santos Pereira (Internet)
106.    Saulo Gomes de Oliveira (Guaraci – SP)
107.    Severina Paulino Rodrigues (Iaras – SP)
108.    Simone Cristina de Castro (Internet)
109.    Suelen de Camargo (Salto – SP)
110.    Svetlana Ogerzow (Lana) (Santo André – SP)
111.    Tainara Mateus Moyses (Barretos – SP)
112.    Tamiris C. Gomes (Matão – SP)
113.    Tatiana de Carvalho Duarte (Internet)
114.    Teresinha de Oliveira Marciano Costa (Caraguatatuba- SP)
115.    Valter de Oliveira Alves (São Vicente – SP)
116.    Vanda Maria Zanini Toledo (Internet)
117.    Vera Lúcia Cirino (São Carlos – SP)
118.    Victoria Lemos de Cerqueira (Internet)
119.    Wagner AP. Silva Moraes (Mogi-Guaçu – SP)
120.    Wesley Fábio Faustino Pereira (Piratininga – SP)

Leia as cartas já recebidas:

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  1. 3700
    Andréia Marise Borelli / Helberth de Souza Gomes – Kasumbe 12/08/2008 - 16:07  Add karma Subtract karma  -3
  2. Era uma vez, no ano de 2005, seres humanos da cidade de Hortolândia – SP que queriam fazer algo para que a ignorância cultural de alguns elementos da socidade em que vivem pudesse ao menos ser diminuída. O que fazer?
    A partir de um concurso lançado na cidade por uma rede de supermercados, duas professoras de uma escola da rede municipal, Andréia ( psicopedagoga, loira, 35 anos ) e Juliana ( pedagoga, negra, 31 anos ), pesquisaram e encontraram a lenda do Maculelê e resolveram ensaiar seus alunos de terceiras e quartas séries. ” Mas como fazer? Não sabemos tocar nada. ”
    Procuraram pessoas da comunidade que voluntariamente pudessem ensaiar os alunos.
    Encontraram um arte-educador, percussionista que já havia enviado um projeto para a prefeitura criado por ele junto com sua mãe – Mãe Dango sacerdotisa da Organização Cultural, Social e Beneficente de Tradições Afro-Brasileiras ” Inzo Musambu Hongolo Menha ” – Casa do Arco-Íris, e aceitou o desafio dos ensaios. Helberth de Souza Gomes – Tata Kasumbe, negro, com 34 anos e uma filha.
    Um dos critérios do concurso é que fosse algo inovador e criativo.
    Começaram os ensaios e o desafio…
    Cerca de 10 pessoas culturalmente ignorantes, espalharam pelo bairro, pela cidade, pela Secretaria de Educação, e para polícia que estávamos ensinando “macumba” na escola, quando ouviram o som do atabaque.
    A polícia veio até a escola, o figurino da apresentação incendiada, várias explicações tiveram que ser dadas até que as pessoas aprendessem a diferença de uma atividade cultural de um ato religioso. Esse grupo com 80 crianças e adolescentes representaram a lenda, ficaram em segundo lugar, perdendo apenas para uma quadrilha tradicional.
    O tempo foi passando e no dia 26 de julho de 2005 nasce o Grupo Kukina Dia Jindanji ( Dança de Raiz em bantu ) e os ensaios continuaram em forma de projeto social com dança afro, percussão, capoeira.
    O projeto saiu da escola e foi para um espaço cedido pela comunidade.
    Três anos se passaram, reconhecimento e respeito conquistado, 102 apresentações realizadas em diversas cidades como Campinas, Limeira, Paranapiacaba, Paulínia, Santo Antonio de Posse, Valinhso Vinhedo Catanduva, Mogi Mirim e Volta Redonda (RJ).
    Conseguimos hoje implantar oficinas de serralheria e marcenaria, uma mini-biblioteca e mais a dança afro, percussão e capoeira, com cerca de 60 crianças e adolescentes.
    O nosso sonho vai muito além, mas por enquanto é o que conquistamos.
    E para nós da família Kukina Dia Jindanji é uma conquista muito grande, pois não temos apoio financeiro, mas o respeito que temos da Prefeitura e Secretaria de Cultura é muito grande.
    O nosso objetivo é de divulgar e valorizar a cultura africana que tanto influenciou na formação cultural do povo brasileiro.
    Por todos os problemas de já entrentamos e que ainda teremos que enfrentar, podemos dizer que estamos vivendo felizes … no presente…

  3. 3699
    Leonardo Theodoro de Souza 12/08/2008 - 15:55  Add karma Subtract karma  -7
  4. Não acredito apenas em racismo. Há também segregação, racial e social. Os negros são os maiores prejudicados da época atual, isto por conta de um racismo que houve no passado, porém quem é branco e marginalizado paga o mesmo preço que os negros: marginalizados são os que vivem sem direito a opinar nos destinos da nação, ou seja, de nada adianta o voto democrático, pois o povo brasileiro que não tem chances de ocupar lugares favoráveis na sociedade, apenas assisti aos acontecimentos, bestializados e incrédulos. Os negros é claro sofrem mais, pois quando se aboliu a escravidão, nós fomos os primeiros a serem segregados, fundamos as favelas e somos a maioria nelas até hoje. Somos mau vistos até mesmo por outros negros, estes que alcançaram uma posição favorável por sorte ou com muito trabalho como eles mesmo dizem: ” não há racismo, eu venci, ” isto é pura hipocresia. Pode parecer contraditório, mas a verdade é que o branco nordestino marginalizado nos grandes centros consumidores acabou se tornando negro, pois negro hoje é sinônimo de “marginalização”. Quero ver nascer o dia em que o sol brilhará sem distinção de raças neste país.
    O Brasil não é branco ou preto, ele é colorido.

  5. 3698
    Monique Carmo Garcia 12/08/2008 - 15:25  Add karma Subtract karma  -3
  6. Caro leitor,
    Conto-lhe agora uma experiência de preconceito racial que acompanhei bem de perto.
    Tudo começou quando o senhor Marcos Paulo meu vizinho perdeu o emprego. Ele era vendedor, ganhava pouco, mas já dava para sustentar a família.
    Logo ele se propôs a distribuir currículos, mas nada de respostas. Foi quando uma loja de roupas e calçados o chamou para uma entrevista, ele mais do que contente não perdeu tempo, pois a situação financeira já apertava.
    Quando ele chegou na loja, o encaminharam para a entrevista com a gerente. Assim que ele disse “Bom dia” ela mandou chamar o próximo e disse que não contratavam pessoas negras.
    Ele chegou em sua casa arrasado, pois só porque era negro não conseguiu a vaga. Seus parentes e amigos moravam no Nordeste e só ele e sua família em São Paulo. Como não obteve ajuda começou a se preocupar.
    Dona Lúcia, sua mulher, ficou muito doente.
    Isso piorou ainda mais a situação de Marcos.
    O único e pouco dinheiro que ele recebia por mês era de sua filha chamada Juliana de 24 anos que ajudava com R$ 300,00. Era só o que ela podia para comprar comida e alguns remédios, que eram muito caros.
    Marcos desesperado com a situação, não tinha a quem pedir ajuda. O único jeito foi contar com os moradores do bairro. Ele conseguiu mais portas na cara do que ajuda, e chegou até a pensar em se matar.
    Eu ajudei do jeito que pude, mas não era o suficiente, fui à associação de amigos do bairro (SAD) e contei-lhes o que estava acontecendo com Marcos Paulo.
    No outro dia foram à casa de Marcos e ofereceram-lhe trabalho na associação, ele abriu um lindo sorriso e agradeceu por ali o racismo não se fazer presente.

    Atenciosamente,

    Monique Carmo Garcia.

  7. 3697
    Luiz Otávio de Oliveira Lima 12/08/2008 - 15:12  Add karma Subtract karma  -7
  8. CANÇÕES NEGREIRAS
    por Tavinho Limma

    Tantos foram os navios negreiros,
    vindos de um antigo continente
    escravizados em mar corrente.
    No suor, o sal da gente que sangrou brasis…

    E troxeram as crenças dos terreiros
    Mitos, Ritos e Cultura
    Africana fé mais pura!
    Pais-de- Santo de Mãe Preta a nos guiar feliz

    Prá entoar canções negreiras
    Jogos de Angola, Capoeira…
    Berimbau em toque de batuque
    Bantos, Santos tantos…
    É samba, é semba, é raça, é graça, é truque
    Do Congo ao Jongo por um triz

    Nosso corpo afro veste a alma brasielira
    Despe preconceitos que não quis
    Nossa alma tem o corpo afro-brasileiro
    O espírito guerreiro é quem diz…

    Dados do Autor
    Nome Completo – Luiz Otávio de Oliveira Limma
    Pseudônimo – Tavinho Limma
    RG 1697403 – CPF 363334764-04
    ENDEREÇO – PASSEIO MARÍLIA 324
    CAIXA POSTAL 101- CEP 15385-000, ILHA SOLTEIRA/SP.
    FONES – 0XX18 37433172
    0XX18 81224511

  9. 3696
    Lilian Santos de Godoy Prado 12/08/2008 - 15:02  Add karma Subtract karma  -5
  10. O racismo ainda existe em nosso país. Muitas vezes a pessoa de cor é vítima de uma violência simbólica, que chega a ferir mais do que a violência física.
    Devemos, então, lutar para que a história da cultura africana seja plenamente divulgada e conhecida, a fim de desfazer o estereótipo negro que estamos acostumados a ver, reforçado inclusive pela tv, representando o negro, na maioria das vezes, como empregados subalternos que não têm a possibilidade de vencer na vida. Esse estereótipo pode e deve ser mudado. A falta de informação que acomete a muitos também reforça o racismo, portanto, é de suma importância divulgar, conhecer, aprender sobre a cultura africana e afro-brasileira.

  11. 3695
    Paula Penteado Crósta 12/08/2008 - 15:02  Add karma Subtract karma  -6
  12. Sonia Leite de Moraes,parabens pela sua trajetória de vida, são cartas como a sua, que emocionam é que fazem valer a pena esse evento.

  13. 3694
    Quelmonis Souza 12/08/2008 - 14:54  Add karma Subtract karma  0
  14. Racismo mais presente do que nunca.

    O racismo no Brasil, o país do falso sonho da “democracia racial”, ideologia sempre mantida pela elite branca, esta mais presente do que nunca na vida dos brasileiros, principalmente na população negra a qual sofre maior agressão devido aos atos de discriminação da parte branca do país.
    Desde os primórdios, 13 de maio de 1888, o dia da falsa abolição, o povo formados por negras e negros estavam livre dos trabalhos forçados, mas não do pesadelo do dia seguinte e todas as suas conseqüências negativas, o dia em que foram jogados nas estradas dos campos e nas ruas das grandes cidades, vendo tudo que construíram ser tomado de assalto pelos imigrantes italianos, alemães, espanhóis e japoneses, trazidos para fazer a tal limpeza étnica, a famosa eugenia de Francis Galton, pureza da raça, que os brancos da época pós-abolição julgavam ser necessária, pois havia uma quantidade expressiva de “ex-escravos” que superava em numero a população branca.
    A chegada dos imigrantes principalmente italianos e alemães no final do século XIX e início do século XX, para a tal limpeza da população brasileira, é a forma mais explicita de racismo para com o povo negro, para os italianos rederam até uma novela onde se exaltava toda alegria, força e coragem dos imigrantes italianos nas fazendas de café da região de São Paulo e sul do país. Para os negros novela de época na condição de escravos e escravas, ação da policia, papeis ridículos, vilões, personagem mau-caráter etc., racismo esse que perpetua até os dias de hoje.
    Terras, dinheiro, boa alimentação etc., foram dados aos imigrantes, aos “ex-escravos”, que passaram a se tornar escravos de um sistema mais moderno de escravatura chamado de capitalismo ou globalização, nada de terras ou indenizações, afinal os senhores da época iam querer uma população negra se erguendo no país mais racista da América latina e consequentemente ocupando espaços de poder na sociedade. O tal processo de limpeza étnica não ocorreu como a elite da época esperava, porque simplesmente os imigrantes se fecharam em colônias, não querendo a tal “linda miscigenação” com os negros e negras, que era a maior parte da população brasileira.
    Os brancos e brancas de hoje, alguns se dizem serem miscigenados para não ser tachados de racistas ou para ter direito a algum benefício que vem para negros e negras, como as cotas nas universidades públicas, mais abrir mão de seus privilégios adquirindo ao longo do tempo com a população negra jamais.
    Portanto, nós negras e negros fomos jogados nos quilombos urbanos, que hoje é conhecido popularmente de favelas, onde a maioria da povo negro e sua juventude esta jogada sem acesso a serviços básicos de qualidades como educação, saúde, emprego e lazer, por isso afirmo: o racismo no Brasil jamais deixou de existir ou vai desaparecer enquanto a sociedade branca brasileira e o Estado, que concentra a maior parte das riquezas do país, não encarar o problema do racismo como problema do Estado brasileiro e dos brancos e não da população negra.

    Quelmonis Souza.

  15. 3693
    Sonia Leite de Moraes 12/08/2008 - 13:49  Add karma Subtract karma  -5
  16. Meu nome é Sonia Leite de Moraes, tenho 78 anos, e uma história marcada por obstáculos e realizações.Sou uma pessoa feliz, sou esposa, mãe e avó da família que sempre quis ter.

    Minha história começa antes do meu nascimento. Escrita por Otávio e Aracy Fortes Leite, conhecida carinhosamente como “Dona Nenê”. Otávio filho de Teodora, uma escrava liberta pela lei do ventre livre e Tobias, um homem igualmente simples. E Dona Nenê, filha de Delphina, uma ama de leite dos grandes senhores do café de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, e José Adriano, um pintor de paredes.

    Otávio e Aracy se casaram em 1929, ano da grande recessão econômica americana que repercutiu sobre o mundo. Iniciaram a vida vivendo num cortiço, onde já residiam os familiares de Otávio, que era um operário de fabrica, e Dona Nenê costureira.E foi nesse ambiente de muita batalha e alegria em que nasci, tive uma infância muito dura mas feliz, como toda criança negra da minha época, sentindo a exclusão como um estigma que carrego ao longo da minha vida e que foi uma mola propulsora para os meus avanços.

    Lembro com carinho que um dos meus maiores prazeres era nos finais de semana, tomar um bonde e ir pra casa da minha avó Teodora,conhecida como “sinhá Teodora”, com a minha muda de roupa e minha lamparina (morria de medo do escuro), chegando lá sempre recebia o suculento abraço da minha gorda e querida avó, uma velhinha com os cabelos brancos como algodão e alinhados com tranças. Ela sempre deixava eu sentar no portão do cortiço pra assistir os homens ascendendo os lampiões de gás da rua, pra mim era o grande espetáculo da iluminação. Vovó sempre me contava as terríveis histórias sobre a carnificina que marcou a escravidão e, conseqüentemente a história de nossa família. E todos os domingos, a minha avó fazia um delicioso bolo de fubá dentre outros quitutes que só ela sabia fazer, e um café fresco, servido em uma xícara que ostentava orgulhosamente por ser presente da sua sinhazinha, para receber os seus ilustres visitantes, que eram meus pais que vinham me buscar com meu irmão Clodoaldo, que era chamado Dadinho. Lembro com muitas saudades e pesar, dos meus pais contando moedas e, da minha mãe enchendo o porquinho, e discutindo os gastos da quinzena, apenas os necessários pra sobrevivência da família.

    Passamos a viver na casa da minha avó materna, vó Delphina, em um casarão velho em que moravam todos seus filhos e suas famílias (um cortiço), onde nos fundos minha avó administrava uma lavanderia, e eu dobrava as roupas e ajudava na entrega,em troca de algumas moedas, que usava para ir ao circo.

    Sempre estudei em escolas publicas e, em 1952, resolvi fazer a minha inscrição na “Escola de Parteiras e Enfermeiras” da Universidade de São Paulo – USP, dando continuidade aos meus estudos, enquanto nutria esse sonho eu trabalhava como ajudante de costura para a Sra. Arminda Pires, uma imigrante portuguesa muito bem sucedida. Meu trabalho era arrematar roupas, pegar alfinetes que caiam no chão, e enfiar a linha na agulha, sem esquecer de encher as almofadas de agulhas com linhas,para facilitar os serviços das costureiras. Uma das ilustres clientes da Sr. Arminda, era uma jovem senhora da sociedade Sra. Telma Vasconcelos, que sempre que nos encontrávamos dizia: “Você por aqui de novo?”

    Eu trabalhava de manhã e estudava á noite, no horário do almoço costumava estudar e comer na escada da casa em que trabalhava , pois a casa ficava trancada na hora do almoço. Em um desses dias a Sra. Arminda chegou e me viu sentada, lendo enquanto almoçava, e me perguntou rispidamente porquê eu estava comendo ali, e eu disse que era porque eu estudava, e não tinha tempo de ir pra casa comer e ao mesmo tempo por minhas matérias em dia. E ela retrucou perguntando por que eu ia estudar se poderia casar, e eu persisti dizendo que queria estudar. E no dia seguinte ela mandou o entregador “Benedito” me convidar pra almoçar na casa dela, e esse foi o primeiro ato generoso que recebi de uma pessoa diferente de mim. Enquanto trabalhei lá, todas as minhas refeições foram feitas na casa dela, e em troca deste privilégio, só era preciso o meu silêncio, pois eu e Benedito éramos os únicos funcionários que usufruíamos da generosidade e bondade da Sra. Arminda.

    Finalmente chegou o dia da matrícula para o meu ingresso (naquela época não havia processo seletivo para quem tinha ensino médio), eu e minha colega Guiomar, iríamos ás 10 horas fazer nossa matrícula na “Escola de Parteiras e Enfermeiras”. Como Guiomar se atrasou eu fui sozinha. Chegando lá, fui surpreendida pela secretária da escola,que me disse que as matriculas estavam encerradas, voltei para casa em prantos, e contei pra minha mãe que não ficou nada surpresa mas muito brava.

    E na tarde desse mesmo dia Guiomar passou em casa e perguntou por que que eu não tinha feito minha matrícula, e eu contei a ela o ocorrido, e Guiomar me disse que era impossível, pois ela tinha acabado de chegar de lá com o comprovante na mão. Minha mãe que trabalhava como lavadeira, matou a charada, lembrou-se que tinha como freguês o Professor e Doutor Renato Locci, que era Reitor da Faculdade na época. Ela tirou rapidamente da cintura seu pesado avental molhado, e foi até a casa dele, e falou com sua governanta. Dois dias depois a governanta do Dr. Locci,veio até a minha casa e pediu todos meus documentos escolares e pessoais, e após alguns dias a minha matrícula foi entregue.

    Nunca tive o prazer de conhecer o Dr. Locci, mas ele foi um grande ponto de ascensão da minha vida, e por incrível que pareça, a mesma secretária que me rejeitou, sempre foi muito amável comigo durante o curso.

    Iniciei o curso com muitas dificuldades, pois eu não tinha condições de comprar os livros exigidos, e passava horas na biblioteca, copiando no meu bloquinho de papel de pão as matérias necessárias. Um dia a bibliotecária me perguntou porquê eu copiava os livros, e eu contei a ela que era porque não tinha como comprar. Ela ficou em silêncio e saiu, depois de alguns minutos ela voltou com a caneta na boca, e me disse que eu poderia levar os livros pra casa nas segundas, e devolver nas sextas, e ela foi mais uma das pessoas responsáveis pelo meu progresso.

    Em conseqüência do ocorrido desfrutei ao máximo o fato de ter os livros cinco dias por semana, estudando intensamente em busca de um melhor rendimento escolar, tendo contato com as melhores alunas da classe, que me incentivaram a progredir cada vez mais dentro dos meus conhecimentos.

    A vida estava ficando cada vez mais difícil, comecei a trabalhar das 18 horas ás 22 horas, pois o trabalho era o meu meio de sobrevivência, chegava em casa exaurida, mas precisava render nas minhas propostas de vida, que para mim era muito mais do que um objetivo, era um sonho a se realizar, e somente eu tinha a varinha de condão. Descobri um “método caseiro” para conseguir repassar a matéria sem ser traída pelo sono depois de um dia intenso de estudo e trabalho, todos os dias eu pegava a maior bacia de alumínio que a minha mãe tinha, enchia de gelo e punha meus pés lá, e conseqüentemente o sono não vinha, e assim eu conseguia mais tempo hábil para o meu rendimento escolar.

    Como eu havia dito,eu morava em um cortiço familiar, e a minha prima e melhor amiga Vanda estava noiva, e o seu noivo Mario, tinha dois amigos, solteiros e inseparáveis: Renato e Milton. Como Mario e minha prima toda vez que iam namorar me viam estudando, resolveram me arranjar um namorado, que era o Renato, um dos grandes amigos dele. Numa noite na volta da faculdade (nessas alturas eu não trabalhava mais para Dona Arminda, já estava fazendo meus estágios) fui surpreendida pela visita do Renato. Eu o vi debaixo de uma arvore ás 22 horas à minha espera. E esse foi o inicio de vários encontros e do nosso namoro. Renato tinha o hábito de me acompanhar de bonde até a esquina de casa, e numa noite, para nossa surpresa, nos deparamos com o meu pai (Senhor Otávio),que sem nenhuma cerimônia perguntou a Renato quais eram suas intenções, e Renato ficou desconcertado e falou que outra hora voltaria pra conversar,ao que meu pai retrucou que a conversa seria dentro da minha casa !

    Depois de um breve desaparecimento, Renato ressurgiu, cumpriu sua promessa, e foi embora com a data do noivado determinada. Meus pais deixaram muito claro a importância da presença dos pais dele no evento. Ficamos noivos no dia do meu aniversário, 15 de setembro, e em dezembro de 1954 conclui meus estudos, trazendo muito orgulho e lágrimas de emoção aos meus familiares, amigos e principalmente a mim. Foi um dia muito emocionante.

    Uma etapa já tinha sido vencida, agora o que eu julgava ser mais fácil,f oi um bicho de sete cabeças, que era arrumar um emprego. Pois uma coisa era fato seria muito difícil uma mulher negra na década de 50 arrumar um emprego como Obstetra.

    Nas minhas idas e vindas a busca de emprego, encontrei com duas colegas formadas da turma anterior que me contaram que estavam saindo da “Maternidade São Paulo” por ter encontrado um trabalho melhor na “Pró-Mater”, uma renomada maternidade, e me asseguraram que suas vagas na maternidade ainda não havia sido preenchidas. Fiquei muito feliz com a noticia, e fui correndo até a maternidade, chegando lá fui surpreendida mais uma vez, por uma telefonista que ocupava a recepção e me disse que as vagas já havia sido preenchidas e ela nem me deixou chegar até o departamento de pessoal. Desci os degraus para ir embora e quase que na saída dei de encontro com a Sra. Telma Vasconcelos, uma das ilustres clientes da Sra. Arminda, e quando eu a vi ela logo me perguntou o que eu estava fazendo lá, e contei minha frustrante história. Ela me pediu que eu a acompanhasse, chegando lá a Sra. Telma começou a conversar comigo sobre a história que eu havia contado, e a telefonista de longe fazia uma negativa com a cabeça,e Dona Telma não deu atenção a ela, me pediu que eu aguardasse e entrou no hospital, após alguns minutos ela voltou e pediu meu telefone e se comprometeu a falar com o Dr.Passos e que iria me ligar pra dar uma resposta.

    Após dois dias de uma angustiante espera ela me ligou e disse que uma das vagas era minha, e fiquei radiante por finalmente ter conseguido um emprego na minha área. Cheguei no meu trabalho feliz, porém ao ser apresentada ao Dr.Passos logo senti o desprezo do Doutor pela minha pessoa. Exerci minha função com dedicação, mas nunca fui convidada para as reuniões de equipe e sempre soube todas as deliberações através das minhas colegas. No final daquele ano o Dr.Passos presenteou todas as minhas colegas com um envelope com dinheiro, todas, menos eu. E quando uma colega me perguntou se eu não iria receber, o doutor disse que eu não precisava.

    Num dos meus plantões encontrei o Dr. Abdala Razuk, que era chefe do plantão, e ele sugeriu que eu fizesse inscrição pro concurso para vaga efetiva na Prefeitura do Município de São Paulo. Segui todas as orientações do Dr. Razuk, e passei no concurso, conseguindo a única vaga que o hospital oferecia.Tamanha alegria só se comparou ao dia do meu casamento, que foi em dezembro desse mesmo ano, e uma das convidadas foi a Sra. Arminda, que tanto me ajudou.

    Tive três filhos, que criei com muita luta, a primogênita, Maria Cecilia Leite de Moraes, formada em Terapia Ocupacional, hoje é Mestra e Doutora. Minha segunda é Ana Maria Leite de Moraes, formada em Educação Física ,Pós-Graduada em Educação e Saúde Publica, e mãe da minha neta Olyvia Victorya, que é estudante de Artes. E meu caçula, Renato de Moraes que me deu três netos lindos,Thiago,Luis Felipe, e Ana Carolina.

    Entre a criação dos meus filhos e a dupla jornada de trabalho (doméstico e acadêmico), fiz duas pós-graduações, uma de Administração de unidade de Enfermagem na USP, e outra de Administração Hospitalar na Fundação ABC. Sempre tive dois empregos, para equilibrar o orçamento familiar. Renato, motivado por minha luta, aos 40 anos, ingressou na Universidade Moji das Cruzes, no curso de Direito.

    E essa é a minha história de luta, garra, conquistas, alegrias, perseverança e amor. E a prova de que, querer é sempre possível.

  17. 3692
    regiane dias paim 12/08/2008 - 13:48  Add karma Subtract karma  -9
  18. o racismo
    bom,em nosso país ocorre muitos tipos de abolição preconceitual,por que pensam que negros tem grandes diferenças entre os brancos.O racismo faz com que pessoas vão presa por esses tipos de ocorrencia.
    hoje em dia para negros conseguir empregos esta dificil negros trabalham o dobro dos brancos,negros soferm absurdos,negros ate morrem por serem negros.Absurdos como esses nao poderiam estar acontecendo que antigamente negors eram escravos dos brancos eles apanhavam para trabalhar como os brancos queriam e ter seus sustentos.No Brasil ja estao resolvidos por crimes de racismo, si pessoas como essas fosserm presas seria bom,seria melhor ainda se pagassem esse tipo de crime…

  19. 3691
    regiane dias paim 12/08/2008 - 13:48  Add karma Subtract karma  -8
  20. o racismo
    bom,em nosso país ocorre muitos tipos de abolição preconceitual,por que pensam que negros tem grandes diferenças entre os brancos.O racismo faz com que pessoas vão presa por esses tipos de ocorrencia.
    hoje em dia para negros conseguir empregos est dificil negros trabalham o dobro dos brancos,negros soferm absurdos,negros ate morrem por serem negros.Absurdos como esses nao poderiam estar acontecendo que antigamente negors eram escravos dos brancos eles apanhavam para trabalhar como os brancos queriam e ter seus sustentos.No Brasil ja estao resolvidos por crimes de racismo, si pessoas como essas fosserm presas seria bom,seria melhor ainda se pagassem esse tipo de crime…

  21. 3690
    Antonio Rodrigues do Nascimento 12/08/2008 - 13:20  Add karma Subtract karma  -8
  22. Parabéns ao Sr. Luiz Carlos dos Sentos Menezes. Sua abordagem do tema é magistral. Põe a nu, de forma simples e contundente, o preconceito e a falta de auto-estima do nosso povo brasileiro, cuja cultura ainda reproduz a ideologia das elites rascistas e genocidas, que enriqueceram traficando pessoas e explorando trabalho escravo de negros, índios e mestiços. Infelizmente, estas elites continuam plasmando a mentalidade de grande parte da população. Antonio

  23. 3689
    Evany Batista de Matos 12/08/2008 - 13:15  Add karma Subtract karma  -8
  24. Com certeza existe sim eu em pleno meus 14 anos presencio isso no meu dia a dia.É um tal de chamar negro de preto, macaco,bandido, as passoas acham que so porque temos uma cor diferentes da delas não somos bons o suficientes para convever com as mesmas.O próprio netinho ja sofreu disso, eu li em um jornal que ele foi confundido com um motorista, as pessoas acham que negro é a cor do trabalho e é mesmo, mais isso não significa que ele não pode crescer na vida, se um negro fica rico é bandido, se um branco enriquece foi porque trabalhou!!!
    Acho que as pessoas têm mais é que ver que todo mundo é diferente não so na forma de raça mais opniões, religiões também é se não aprendermos a respeitar isso não chegaremos nunca a um mundo melhor, porque ha guerras?porque o país não cresce?Será que é mesmo porque o governo não é bom, ou é porque nós deixamos certas coisas achando que isso é problema só do governo e é ai que estamso errados isso é problema nosso.

  25. 3688
    luiz carlos dos santos menezes 12/08/2008 - 12:31  Add karma Subtract karma  -4
  26. BRASILEIRO , MAIS RACISTA QUE VAGABUNDO
    Quando soube da idéia de instituir um feriado para se homenagear um dos grandes heróis brasileiros, senti-me lisonjeado primeiro como negro, depois como cidadão.
    A partir dai descobri o quanto racista e o brasileiro. Todo cidadão(brasileiro) comum quando recebe sua folhinha(calendário) apressa-se para saber quantos feriados teremos para desfrutar.Todos exceto um.O 20 de novembro não.Pela primeira vez a homenagem tem importância.Com certeza não se sabe sobre a origem do 12 de outubro,o 9 de julho(para os paulistas)ou porque Corpus Christi e uma data móvel( mas um bom dia de feriado).
    Mas o 20 de novembro incomoda. E incomoda pelo ou pelos homenageados.Não existe a necessidade afinal não existe um dia do branco(dizem aqueles mesmos que antecipadamente apresentam-se “não racistas” ).Mas porque não?
    Desde começo deste ano (2008) estou ouvindo sobre o centenário da imigração japonesa. Entendo ser algo mais que justo homenagear aqueles que contribuíram em muito com o pais.Em nenhum momento ouvi ou li qualquer contestação.Multiplicaram-se as homenagens e todos os segmentos da sociedade.
    (Existe o dia, rodovia, museu do imigrante (espanhol, italiano, português), Nunca li sobre o imigrante angolano, moçambicano, sul-africano, somos apenas afros descendentes (como diriam os politicamente corretos) sem status de IMIGRANTES). Estamos nesta terra ha. quase 500 mas continuamos.Não como cidadãos brasileiros plenos ou imigrantes ,mas pessoas de segunda classe.Quando ascendemos socialmente logo vêem os estereótipos do jogador de futebol ou sambista( que inevitavelmente esta atrelado a um “boa e falsa loira”).
    Nos Estados Unidos da América, toda terceira segunda feira de janeiro é feriado para se homenagear o Sr. Martin Luther King. Ao final deste ano poderá este país eleger o primeiro mandatário negro de sua história.O país da Ku Klux Klan, não o da “democracia racial”.A maior potencia tem as cotas das ações afirmativas ( e aqui não devemos discutir seu mérito), o “país mulato, as questiona.Lá são os afro descendentes são 11 % , aqui 60( no mínimo).
    Então porque, este cidadão comum contesta aquilo que todo o ano que se inicia ele procura o descanso em sua rotina mensal de trabalho. Porque sem qualquer constrangimento o brasileiro até admite que seja “vagabundo” (o que já seria ruim), mas não assume aquilo que realmente é racista.

    Luiz Carlos dos Santos Menezes é técnico em eletrônica e há 27 anos é funcionário da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

  27. 3687
    Tainy Januário Sales 12/08/2008 - 11:55  Add karma Subtract karma  -5
  28. Monte Castelo, 12 de agosto de 2008

    Prezado Senhor
    Por mais de três séculos, o negro raptado como bicho na África, trabalhou sob condições que nenhum outro trabalhador haveria de trabalhar nesta Terra.
    Sustentou, com seu trabalho, a economia brasileira, sem ganhar nada e sem direito a nada; era o fardo que se carregava por ter a pele escura, por acreditar que negros eram inferiores a brancos, que não possuíam inteligência, nem mesmo alma.
    Mesmo com o fim da escravidão, nos dias de hoje, o negro ainda é visto com inferioridade. Isso pode ser notado na TV onde a presença do negro não se dá de forma qualificada e a beleza mostrada pela mídia é branca, no desemprego e subemprego a que esse povo é submetido. É como se as coisas boas da vida não devessem ser e nem pertencer a negros.
    E como esperar que a sociedade não discrimine, quando cotas para negros são criadas em universidades? É a mesma coisa que dizer que negros não têm capacidade para passar num vestibular concorrendo com brancos.
    A sociedade brasileira, que por mais de trezentos anos viveu da exploração do trabalho escravo do negro, deve usar sua inteligência e abandonar a hipocrisia, pois
    ainda há muito por fazer, cabe a nós contribuir para que todos tenham direitos iguais. Precisamos abolir o racismo.
    Respeitosamente
    Tainy

  29. 3686
    Charles Sidney dos Santos Silva 12/08/2008 - 11:49  Add karma Subtract karma  -5
  30. Se a sociedade nos julga pelas cor, que mundo é esse que vivemos;
    E mesmo depois de toda humilhação que minha raça passou, de pé nos mantemo.
    Pois sabemos que uma saída para isso ainda existe
    Quem sabe a dor de um sofrimneto nunca desiste.
    Preconceitos? por muitos na rua passei;
    Mas não fui fraco para desistir, sempre lutei
    Pois quando surge um obstáculo em nosso caminho “tiramos da reta”
    Porque o fraco não alcança sua meta.
    Pela cor de nossa pele somos excluídos deste país…
    Mas tenho orgulho de um guerreiro negro: Maleon X que na memória de muitos ficou.
    Um verdadeiro guerreiro que por nossa raça lutou:
    Sofrendo muitos preconceitos – luotu para ter glória;
    Não são só os branco, pardos que vencem, negros também terão e têm vitória.
    Não desejo o bem só ao negro… mas sim a toda sociedade;
    Mas escreve glorificando meus descendentes guerreiros do quilombo dos palmares!
    Racismo machuca o coração!
    Falo de um verdadeiro guerreiro – Zumbi – que lutou por nossa proteção.
    Charles Santos

  31. 3685
    Aline Alves Diniz 12/08/2008 - 11:33  Add karma Subtract karma  -5
  32. Campinas, 12 de agosto de 2008

    Querida amiga Nathália, escrevo esta carta para lhe lembrar que dia 13 de agosto de 2008 será comemorado cento e vinte anos da abolição. Ás vezes fico me perguntando se devemos realmente comemorar esta data com tanto louvor, já que mesmo acabando os dias de torturas da época da escravidão,em pleno século vinte e um, ainda temos enormes preconceitos com os negros.
    Eles são tratados de forma indiferente todos os dia. Observamos que são nomeados de ladrão, favelado, entre outros pejorativos, e ainda as tão questionadas “quotas” em vestibulares, que alguns julgam uma forma de nomeá-los inferiores aos outros, mesmo havendo leis contra o racismo, notamos todos esses casos acontecem no cotidiano da sociedade.
    Amiga, mas o que me deixou mais frustrada foi o caso de uma menina do segundo ano da minha escola ser proibida pelos pais, de namorar um rapaz só por ele ser negro.
    Como pode um sentimento puro como o amor ser impedido de acontecer por causa desse preconceito?
    Quantos sonhos, amores, ideais teremos que destruir para que esse sentimento ruim, o racismo, saia de uma vez por todas dos corações e mente da sociedade ?
    No momento eles estão separados, mas espero que superem esse fato, como também espero, que não demore mais cem anos para que o racismo, o desprezo, a indiferença em relação aos negros acabem e que possamos comemorar essa data com o devido orgulho e prestígio que ela merece.

    Um grande abraço de sua amiga,
    Aline

  33. 3684
    VANDA 12/08/2008 - 11:22  Add karma Subtract karma  -5
  34. SINCERAMENTE,JA PASSOU DOS LIMITES TD ISSO. NÃOÉ ,MAIS UM DEBATE QUE TODOS POSSA ESTAR DANDO SUA OPINIÃO,UMA COISA SADIA E SIM DE BAIXARIA DE UM BANDO DE MULEQUE,QUE NÃO TEM O QUE ESCREVER, FICAM XINGANDO UM AO OUTRO….

  35. 3683
    Luís Alberto Sousa 12/08/2008 - 11:19  Add karma Subtract karma  -6
  36. RACISMO EXISTE!?

    No debate sobre a construção da identidade brasileira, de iniciativa do histórico IHGB, já estava pautado a visão racista da nossa elite intelectual ao escrever sobre a nossa identidade. O racismo no Brasil nasce mascarado no “mito da democracia racial” e na tentativa cotidiana de se esconder as nossas diferenças culturais, sociais e o preconceito contra os diferentes e grupos minoritários. Dai não há como negar o racismo na nossa sociedade.
    A abolição no Brasil é um processo de longa duração que não se encerrou em 1888 e não se encerra no século XXI. Fomos abolidos do quê e para o quê. Quais as condições que nos foram legadas pelos usurpadores da nossa dignidade e da nossa liberdade. Resistimos e continuamos resistir, conquistamos a liberdade dos grilhões, porém estamos a conquistar espaços na sociedade rompendo com as marras atrasados do preconceito e da visão de impregnado eurocentrismos que foi o legado da formação da estrutura mental da nossa sociedade.
    Racismo existe, e negá-lo é regar a semente da ignorância e da intolerância contra os diferentes.

  37. 3682
    Tamara da Silva 12/08/2008 - 11:08  Add karma Subtract karma  -5
  38. Manifesto

    Quando nascem inocentes
    De alma e de coração
    Vemos homens imprudentes
    Sem respeito, sem razão

    Ensinando idéias tolas
    Desvalorizando raças
    Dizendo que a raça deles
    São as que merecem graça

    Se ninguém manifestar
    Seu desejo de justiça
    E todo mundo respeitar
    Essas idéias racistas

    O novo continuará
    Inerte, adormecido;
    E você com a sensação
    De que algo não foi dito.

  39. 3681
    Jenifer Dias do Nascimento 12/08/2008 - 11:01  Add karma Subtract karma  -6
  40. Jamais julgue uma pessoa, só pela fato dela ser negra

    O Racismo é muito ruim, o preconceito, eu já passei por um preconceito, cheguei na sala de aula estava muito felizfazendo minha lição, e vi uma pequena turma tirando o sarro de mim, porque eu estava acima do peso, ficaram colocando apelidos em mim, fiquei quieta abaixei minha cabeça e comecei a chorar, eles viram que eu estava chorando, selevantaram e vieram até mim e me pediram desculpas, olhei para eles e disse: – Estão desculpados, vou falar uma coisa para vocês, nunca faça uma brincadeira, uma piada ou colocam apelidos em pessoas que só querem ver o bem de vocês, por que isso machuca, dói muito uma palavra como essa: – Sou preconceituoso sim.

    Depois disso eles aprenderam a viver sem tirar o sarro das pessoas a cada dia eles aprendem a parar com o preconceito e o racismo também.

    Na minha opinião cada um tem a sua opção, de ser Gay, Lesbica etc. Independente das pessoas ser negra, branco ou pardo, não devemos rejeita-las ou julga-las pela aparência física dela, vou dar um exemplo: Entra uma aluna nova na sala de aula e ela é negra, a Joana da sala de aula perde seu estojo e logo acusa a aluna nova, só pela fato dela ser Negra, quando de repente Joana acha o seu estojo jogado no canto da sala de aula, Ela foi até a aluna nova e pediu desculpas, por que só pelo fato da aluna nova ser negra, a Joana a julgou sem ao menos conhecê-la, e se tornaram boas amigas.

    Jamais julgue uma pessoa só pelo fato dela ser negra ou branca, pois se você junga hoje amanhã você pode ser julgada.

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