Racismo: se você não fala, quem vai falar?
Caros participantes da Campanha Cultural “120 anos de Abolição – Racismo: Se você não fala, quem vai falar?”, foi lançado o livro que reune as 120 cartas selecionadas dentre as que foram publicadas neste site e enviadas via caixa postal e urnas da ação.
Abaixo seguem os nomes dos autores dos 120 depoimentos e a origem de suas contribuições.
Agradecemos mais uma vez a todos pela participação.
1. Ademiro Alves “Sacolinha” (São Paulo – SP)
2. Adriana da Silva (Ribeirão Preto – SP)
3. Alex Borges da Cruz (São Paulo – SP)
4. Alex Victor da Silva (Guareí – SP)
5. Alexandre Ribeiro da Costa (São Paulo – SP)
6. Alexandre Tarlei Ferreira (Campinas – SP)
7. Aline Matos “Verônica Aline Matos Santos” (São Paulo – SP)
8. Altamir de Souza (Internet)
9. Amanda de Almeida Martins (Internet)
10. Amanda Fortunato Araújo Sousa (Internet)
11. Ana Claudia Ferreira (Brodowski – SP)
12. Ana Paula da Silva (Jaborandi – SP)
13. Ana Paula Paz (Internet)
14. Anderson Oliveira da Silva (Sorocaba – SP)
15. Antonio Luiz Junior (São Paulo – SP)
16. Aparecida Judith Paglioni (Internet)
17. Bárbara Kevellyn F.P.A. Pessoac (São Paulo – SP)
18. Benedito Carlos Arruda (Itu – SP)
19. Brenda Eloisa da Silva Vasconcelos (Cerqueira César – SP)
20. C.R.C.F (Fundação Casa – São Paulo – SP)
21. C.R.V ( Fundação Casa – São Paulo – SP)
22. Caíque Lucas de Oliveira (Fundação Casa- São Paulo – SP)
23. Caren Cristina Felipe de Oliveira (Matão – SP)
24. Carlos José de Oliveira (São Paulo – SP)
25. Celso Amaral Silva (Internet)
26. Chaire Dali da Silva (Internet)
27. Chindalena Ferreira Barbosa (Internet)
28. Claudia Pereira da Silva Soyombo (Internet)
29. D.B.Cursino ( Fundação Casa – São Paulo – SP)
30. Daniele C.B. Veríssimo (Rio Claro – SP)
31. Débora Raquel dos Santos Alves (Campinas – SP)
32. Delvanir Alves de Souza (São Paulo – SP)
33. Denise maria Perissini da Silva (Internet)
34. Dileuza Maria M.Godoy (Mogi Mirim – SP)
35. Djacelina Chrispim (Internet)
36. Donizete Cavalcante Ruços (São Paulo – SP)
37. Edilson Pereira Nunes (Internet)
38. Edson Luiz de Almeida Costa (Internet)
39. Eduardo Tranquillo (São Paulo – SP)
40. Eliana de Lourdes Felipe (Mogi Mirim – SP)
41. Eliel Paixão de Souza (Internet)
42. Elisabete Aparecida Prado de Campos (Internet)
43. Elpídia Vitalina Pinto Damasceno (Internet)
44. Elvis Cassiano da Silva (São Paulo – SP)
45. Erick “Poodle Favelado” Silva (Santo André – SP)
46. Fábio Luis Araújo Seixas Junior (Internet)
47. Fabrício Bonassa (Internet)
48. Felipe Augusto Santana (Rio Claro – SP)
49. Fernanda de Lourdes Neachic (Itapetininga – SP)
50. Francisco Marcelo Campos Leonel (São Paulo – SP)
51. Gilsinei de Jesus Freitas (Internet)
52. Gleferson Vinicus Francisco (Fundação Casa- São Paulo – SP)
53. Gomes (Internet)
54. Guilherme Ferreira Fernandes (Franca – SP)
55. Hebert Ferreira (Internet)
56. Henrique S. da Costa (São Paulo – SP)
57. Igor Cesar de Britos (Fundação Casa- São Paulo – SP)
58. J.C.C.S – (Fundação Casa – São Paulo – SP)
59. Jair Bento Quirino (Internet)
60. Jaqueline Aparecida Schulter (São Paulo – SP)
61. Jeferson Reis de Jesus (Mogi Mirim – SP)
62. Jefferson José Simões (São Paulo – SP)
63. Jéssica da Silva Morais (Itanhaém – SP)
64. Jhonatan Vinicíus dos Santos Fernandes (Fundação casa – Franca – SP)
65. João P de Góes Fo (Campinas – SP)
66. Jonatas Martins Goes (Internet)
67. Jonathan Pablo da Silva Mendes (Miguelópolis – SP)
68. José Abílio Ferreira (Internet)
69. José Carlos Guirado Júnior (São Paulo – SP)
70. José Sebastião de Lima “Zé Lima do Boxe Taquaritinga” (Taquaritinga – SP)
71. Juliana Aparecida Ribeiro (São Carlos – SP)
72. Kamylla Santos da Silva (São Paulo – SP)
73. Kiusam Regina de Oliveira (Internet)
74. Laudelina Ferreira da Silva (Bebedouro – SP)
75. Leandro Lopes Silveira (Internet)
76. Leci Silva – Leci Brandão (São Paulo – SP)
77. Letícia Rizzi Prescilio (Internet)
78. Lucia Camargos (São Paulo – SP)
79. Luis Alberto da Silva filho (Internet)
80. Luis Carlos dos Santos Menezes (Internet)
81. Luiz Fernando Costa de Andrade (Araraquara – SP)
82. Luiz Gonzaga Vieira da Rocha (Taquaritinga – SP)
83. M.P.de S (Fundação Casa- São Paulo – SP)
84. Manoel Sena Junior (Internet)
85. Marcelo Henrique Geremias (São Paulo – SP)
86. Márcia Venâncio (São Paulo – SP)
87. Maria Antonia (Internet)
88. Maria Aparecida Bahia (Taquaritinga – SP)
89. Marisa Edite Candinho dos santos (Internet)
90. Marly Pimenta (Internet)
91. Milton da Rocha Marques júnior (Internet)
92. Natalie Aparecida Dantas Santos (Matão – SP)
93. Rafael Nepomucerno (São Paulo – SP)
94. Raquel Prescilia de Paula Santos (Praia Grande – SP)
95. Regina Barros Goulart (Internet)
96. Ricardo Dias (Internet)
97. Roci Felippe Baptista (Internet)
98. Rodrigo Vieira da Trindade (Internet)
99. Rosana Aparecida Malavazzi (Internet)
100. Rosana da Silveira (Internet)
101. Rosana Machado (Mogi Mirim – SP)
102. Rosilda Silva Souza (Internet)
103. Rubens Fortti Pereira (São Paulo – SP)
104. Sandra Aparecida Julião (São Paulo – SP)
105. Santas de Lourdes Santos Pereira (Internet)
106. Saulo Gomes de Oliveira (Guaraci – SP)
107. Severina Paulino Rodrigues (Iaras – SP)
108. Simone Cristina de Castro (Internet)
109. Suelen de Camargo (Salto – SP)
110. Svetlana Ogerzow (Lana) (Santo André – SP)
111. Tainara Mateus Moyses (Barretos – SP)
112. Tamiris C. Gomes (Matão – SP)
113. Tatiana de Carvalho Duarte (Internet)
114. Teresinha de Oliveira Marciano Costa (Caraguatatuba- SP)
115. Valter de Oliveira Alves (São Vicente – SP)
116. Vanda Maria Zanini Toledo (Internet)
117. Vera Lúcia Cirino (São Carlos – SP)
118. Victoria Lemos de Cerqueira (Internet)
119. Wagner AP. Silva Moraes (Mogi-Guaçu – SP)
120. Wesley Fábio Faustino Pereira (Piratininga – SP)
Saudações
Racismo e injustiça, por que será que essas duas palavras estão estão tão ligadas? É isso que me pergunto quando penso na história dos negros.
Eu sou branca e loira, mas nunca me achei melhor do que ninguém por causa da cor.
Muitas vezes já vi afro-descendentes sofrerem só porque têm a pele mais escura.
O preconceito atinge muitas pessoas, até eu sofro preconceito por ser loira. Muitos me chamam de “loira burra” sendo que sou esperta e sou ser humano como todos. Não sou melhor do que ninguém ou pior. Não vejo razão para julgarem os outros seja pela cor ou seja pelo que for.
Antes de julgar os outros olhe para você mesmo e se lembre: “voccê também não é perfeito a ponto de julgar-se melhor que o próximo só porque é assim ou assado.
Portanto, o preconceito é um veneno que atinge tanto você como a mim e o remédio é respeitar a pessoa pelo que ela é. E amar o próximo como a si mesmo. Aposto que se todos amassem o outro, o mundo seria melhor.
Lembre-se pra Deus todos nós somos perfeitos, Ele não olha a sua cor nem aparência, ele olha o seu íntimo e conhece você no profundo.
Aluno do 2º ano do Ensino Médio da E. E. Eliza Rachel
Beijos e abraços no seu coração, fique com Deus.
Eu trabalho em um orgão publico o meu cargo é em comição, eu quero saber qual é a obrigação das auxiliares de serviço se até analfabeta tem cargo de secretaria 1, elas deveriam ter cargo de secretaria 2, todas tem o 2 grau, a maioria delas são negras elas tem que entregar serviço, atender telefone, pegar as correspondencias servir café nas reuniões limpar as copas, fazer serviço particulares, eu falei para uma delas porque voçês não reclamam ela me falou para quem, nós não temos padrinho, que vergonha e ainda falam que somos todos iguais. Deus não criou raças Deus crou vidas
Após receber bilhete de uma mãe indignada, diante da pesquisa realizada no ano de 2006, pelo Governo Federal junto às escolas, referente à etnia. Onde não existia a opção negro e sim preto ao referir-se a cor da pele, respondi com as seguintes palavras:
Fico feliz por sua indignação, quero que saiba que nós educadores também nos indignamos. Porém estamos sujeitos a uma hierarquia e como estava indicado no folheto trata-se de decreto do Governo Federal.
A sociedade brasileira esta iniciando tardiamente as discussões sobre etnias e cabe a nós negros, termos consciência e conhecimentos históricos, sabermos quem somos e onde estão nossas raízes.
Infelizmente no Brasil o preconceito é disfarçado, as pessoas quando se referem a nós negros buscam subterfúgios, nos chamam morenos, mulatos, pardos, marrons e ate chocolates. Tudo porque as pessoas temem nos chamar por negros e também porque muitos não assumiram sua negritude.
No que diz respeito a esta escola em relação aos alunos, nosso interesse é que se tornem pessoas capazes de ler, entender, analisar, questionarem sua história e refazê-la se necessário for. Independente de sua cor.
Sabemos que hoje brancos e negros padecem dos mesmos chicotes, estamos escravizados. Não é uma escravidão como no período do império, mas é de pobreza, de exclusão, desemprego, falta de moradia, fome e tantos outros chicotes sociais.
Fico feliz, reafirmo com sua atitude bom seria que outros tivessem tal consciência e interesse. Talvez um dia possamos fazer desta nossa indignação um manifesto.
Obrigada atenciosamente
Professora Janete
Filha de pai negro e mãe branca, desde pequena, entendi que naquele lar havia diferenças e elas eram valorativas.
Cresci ouvindo minha mãe difamar meu pai e percebi que as mesmas ofensas se dirigiam a mim: “Preto não presta”, “Bem se vê que você é filha de preto”. Aquilo doía muito, não conseguia entender tanta hostilidade.
Muitas vezes minha mãe ria de mim, dizendo-me que eu era muito feia. Meu pai não assistia tudo isso, pois passava o dia fora, trabalhando.
Um dia, por volta dos meus seis anos de idade, lhe contei que ela me batia e dizia que eu não prestava por ser preta como ele. Meu pai triste disse para eu não ligar, que aquilo era discriminação.
Não entendi direito o que era discriminação, mas percebi que era algo errado e aquilo me confortou, ao menos, naquele dia.
Meu pai passou, então, a me trazer toda semana, embora tivéssemos pouquíssimos recursos, um chocolate chamado Diamante Negro. Acredito que esses gestos foram os primeiros contrapontos que tive em relação ao que minha mãe dizia.
Depois, já adolescente, passei a buscar cada vez mais informações sobre a Negritude e a valorizar meu pai, minha família e a mim mesma.
Minha mãe me ofereceu, embora de um jeito torto, a percepção da negritude, pois dessa mistura entre pai e mãe, nasci eu de pele clara, lábios grossos, cabelo encaracolado. Tinha tudo, como tantos outros frutos desse tipo de relação, para ignorar minha negritude e me encaixar em algum esteriótipo mais próximo do branco como morena clara. Mas minha mãe identificou meus traços e, através deles, muitas vezes, me violentou. Mas ela foi a primeira a apontar a questão, quebrando o silêncio.
Hoje em dia, já adulta, olho para minha mãe, ainda a escuto dizer besteiras similares, mas já não comigo no ataque direto, pois aprendi a lhe contar histórias que dignificam o povo negro como a da Revolta da Chibata, ou a dos Malês, sobre o Egito e suas descobertas, entre elas, a da Medicina. Ela se silencia. Entristeço-me sim, a vejo cristalizada em uma infelicidade tão grande, reproduzindo amarguras.
Minha mãe nasceu no sertão nordestino, em uma cidade dividida entre dois coronéis. Um representando os “supostamente” rico e outro os do afirmativamente pobres, era deste lado que ela pertencia. Cresceu ouvindo vários tipos de preconceitos, entre eles contra o povo negro.
Cidade do Ceará, Estado o qual teve que “abolir” os escravizados antes de 1888, mais precisamente em 1884 , simplesmente porque houve a negação, houve resistência, revolta e a maioria do povo negro se fez livre. Acredito que isso não tenha sido fácil de engolir.
E assim minha mãe reproduziu o que aprendeu. Vejo a relação de meus pais como exemplo de como pode ocorrer o racismo no Brasil: as pessoas se conhecem, se relacionam, até se apaixonam, casam e têm filhos, mas, por vezes, mantém um sentimento de igualdade ou de inferioridade por trás de tudo isso, até que o que está escondido vem a tona.
Ainda que entenda o contexto de minha mãe, não posso aprovar seus gestos racistas que ainda perduram infelizmente. Mas entender o contexto ajuda a compreender como nascem e se mantém as desigualdades que são ideológicas e não naturais.
Hoje, alegro-me ao ver meu pai ensaiar cada vez mais o auto-valor à negritude. Me lembro de uma vez na qual disse à ex-companheira: “Moreno, não, eu sou negro”. Para ele esse foi um passo muito importante e para nós também.
Honro-o por ter me concebido a chance da negritude, meu pai, meu Eterno Diamante Negro.
Aline Matos
Antigamente os negros eram escravizados e mal tratados. O racismo não somente é discriminação de tonalidade de pele, mas também de crédulo.
Ho je o Brasil é formado por inúmeras nacionalidades. Diariamente assistimos nos meios de comunicação, pessoas sendo envolvidas em crimes racistas.
O mundo ainda tem em mente que escravidão era somente quando os negros eram trazidos em navios, e outras embarcações para o Brasil, para serem vendidos nas fazendas e nas plantações. Naquela época, os negros eram vendidos como mercadorias, que se compra em um armazém. Famílias eram destruídas e existia muito preconceito.
Hoje, ainda, existe bastante preconceito, mas camuflado.
Vamos falar sobre o assunto, porque senão, quem vai falar?
Já presenciei vários atos racistas, mas gostaria de descrever um.
Um dia quando estava jogando futebol com meus amigos, um deles se desentendeu com outro e o chingou de macaco. Nós ficamos chateados e falamos para ele conversar com seus pais sobre o que aconteceu, para exigir ao menos a desculpa. Eu percebi que aquele garoto que chingou, não era uma boa pessoa, se achava superior, e além de tudo não foi punido pelo seu ato.
O racismo é uma coisa feia, pois somos todos importantes, independente de raça, riqueza, deficiência, religião, etc.
Meu amigo se sentiu inferior, mas perante a lei, poderia ter punido o agressor.
Mas, será que só a punição de pena de prisão resolverá o racismo do Brasil?
Precisamos falar abertamente sobre o assunto e perceber e nos conscientizar que cada um tem seu papel a desempenhar nesse mundo, e que não vale a pena, discriminarmos ninguém.
Gustavo Delfito
Racismo: quem somos para nos acharmos superiores a outras raças?
Eu nunc sofri um ato racista, mas já presenciei muito.
Há casos de racismo em que a pessoa não consegue emprego, porque é negro ou deficiente físico.
Aqui no Brasil, quem vai fazer vestibular tem que ser garantido por cotas, para poder ter seus direitos assegurados, e ainda assim são discriminados por estarem tirando o lugar de um branco.
Mas tenho uma pergunta a fazer: Essas pessoas que praticam o racismo, será que quando presas, se arrependem ou cumprem sua pena toda?
Vi um caso na televisão, em que o homem cometeu um ato racista, foi encaminhado a delegacia, prestou depoimento e por falta de testemunhas, foi liberado.
Adiantou alguma coisa? O homem aprendeu a lição? Não!
Vamos exigir mais seriedade dos governantes e policiais, para que o racismo acabe em nosso país.
Eu faço a minha parte e você?
Pamella
Racismo, uma coisa que não é legal, por quê?
Prejudica as pessoas, deixa-as magoadas ou faz se sentirem excluídas do seu meio.
O Racismo tem no mundo todo. Infelizmente quem sofre mais são os negros, que anos atrás, eram escravizados, com muita injustiça. Não existe racismo só com os negros, contra os hispânicos e latinos também.
Agora vou falar um pouco do racismo com os negros. A maioria brinca “só porque são negros”, mas não sabem é que eles também fizeram sua parte para o Brasil e o mundo. Trabalhavam, trouxeram sua cultura, nos ensinaram sua lingua.
Após anos de abolição, o negro é tratado ainda como escravo, porque são excluídas da sociedade, ficando para eles o serviço braçal.
Sua cor ainda interfere em vagas para a faculdade, ocupação de cargos melhores e até valor salarial.
Não importa a cor da pele, por dentro somos iguais.
A cor não faz quem somos, mas nos tornamos o que somos, pelo que realmente fazemos.
O mundo só tem a lucrar com o conhecimento ransmitido pelas raças diferentes.
Marcos Wesley
E.E João Bernardi
Monte Castelo, 12 de agosto de 2008.
O racismo é a tendência de um pensamento, ou de um modo de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras. Onde existe a convicção de que alguns indivíduos e sua relação entre características físicas hereditárias, e determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais, são superiores a outros. O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré concebidas onde a principal função é valorizar as diferenças biológicas entre os seres humanos, em que alguns acreditam ser superiores aos outros de acordo com sua matriz racial.
Mas somos todos iguais!
Pra que isso?
Vamos nos valorizar. Vamos ter ética e sermos todos cidadãos.
Americana, 12 de Agosto de 2008
O que é racismo? O racismo é um preconceito contra um “grupo racial”, pessoas que tem preconceito contra a cor da pele.
Imagine se fôssemos todos iguais, todos da mesma raça, da mesma cor, o mundo teria graça? Não, é por isso que somos uns diferentes dos outros, cada um tem sua etnia, cor, seu jeito de ser, etc…
Ninguém é melhor do que ninguém para descriminar as pessoas somente pela cor. Isso é lamentável, infelizmente existe.
É triste saber que no mundo em que vivemos existam pessoas que julgam as outras somente pela aparência.
O que a cor diz a respeito do caráter da pessoas? Nada, então porque julgá-las somente pela cor, porque existe tanta desigualdade no mundo?
Todos nós somos seres humanos e fomos criados por Deus, os negros não são diferentes, e têm os mesmos direitos de ter um bom emprego, uma boa faculdade, etc…
Os negros são um exemplo de vida pra nós, mesmo com todo esse preconceito que existe, eles nunca deixam de lutar pelo seus direitos.
Vamos lutar pela igualdade no mundo.
Faça sua parte.
Carta destinada à todos.
Racismo não deveria existir, não serve para nada, só prejudica as pessoas. Para muitas, não importa a raça, nem a cor.
A maior beleza se expressa com o coração.
Na época passada os negros eram escravos. Agora pense: Por que não os brancos? Só porque eram europeus e se sentiam os donos do mundo?
Já presenciei vários atos racistas, principalmente em restaurantes, que só porque as pessoas, as vezes, não estão bem vestidas e são negras, os funcionários não atendem ou até proibem a entrada. Temos que começar a exigir nossos direitos, pois o que vale é dinheiro no bolso para o gerente do restaurante e não a aparência.
Sou descendente de negro, meu avô, que não sabia nem escrever, mas me orgulho dele, pelo seu caráter e sabedoria de amar a todos, como seres humanos, iguais e sem distinção.
Milena Cardoso
As vezes eu me pergunto por que existe tanto Racismo no mundo?
As pessoas fazem questão de se acharem melhores do que os outros.
Às vezes, uma pessoa negra, ao procurar emprego, escuta desculpas ou que a vaga já foi preenchida, só para ser humilhada ou excluída.
Mas o racismo não é só dos negros, nossa sociedade é preconceituosa e manipuladora.
Racismo é perca de tempo, afinal que graça teria o mundo, se todos fossem iguais?
Temos que nos conscientizar que ser diferente não é ser anormal e sim especial.
Meu maior desejo é que o racismo não exista mais e que as pessoas possam respeitar-se.
Afinal de contas, diferentes sim, mas com direitos iguais. Só assim teremos um Brasil mais justo e melhor para todos.
Jessica Carolina
Ato de Ignorância.
Racismo, um assunto polêmico que muita gente prefere não falar.
Cometer Racismo é um ato vergonhoso e no mínimo, um ato de ignorância.
Qualquer pessoa humilhada, desprezada por sua cor de pele, religião, pode processar a pessoa que praticou o Racismo.
Esse ato acontece em diversos lugares e a qualquer tempo: em bancos, supermercado, hospital e até mesmo em locais de serviço.
Muitas pessoas presenciam, as vezes são as vítimas e se calam. O pior disso tudo é que, o brasileiro se conforma com a injustiça de ser vítima do Racismo em pleno século XXI.
Várias pessoas, talvez, por pensarem que o caso da denúncia será arquivado, , sofrem, se nada fazerem.
Precisamos denunciar mais . Vamos lutar para que o Racismo acabe e não cresça mais. Vamos abrir nossos olhos e se vermos qualquer ato racista, denunciar.
Raphaela Prado Aleixo
A incrivel história da construção do belo país chamado Brasil,esbarra na triste história da sua propria construção que se faz cheia de mentiras, sangue e vidas o próprio “moinho de gastar gente”como enfatizou o grande Darcy Ribeiro, e quantas vidas foram “gastas”.
O brasileiro sem nome, sem pai e nem mãe, o mameluco rejeitado por todos, gastaram se ìndios, depois os negros, mais esta cultura incrivel resistiu bravamente como todos os negros e agora enche de ritmos, cores e sabores, triste é a bandeira desse país que não tem a cor negra como simbolo maior de um povo.
Sim esse povo que agora já não é mais africano e sim brasileiro, pois não existe outra Africa senão no Brasil e na entrada da Bahia de todos os santos, que pena que o racismo se mostra tão inocente como a agua do mar, mais que ao mesmo tempo destroe rochas tão duras, de tudo passarão menos da dor e a incoêrencia do racismo
No Brasil falta tudo pão,diversão, mais por isso passamos, somos um povo lutador, mais o racismo não dá pra engoli.
Caro leitor,
Sou uma garota de quinze anos e nestas próximas linhas quero dialogar sobre o Racismo. Será que conseguimos dialogar sobre esse tema? Se você conseguir ler, já é um ponto positivo; mostra que meu tempo ficou valioso, escrevendo para alguém.
Racismo de que: do preto, do branco, do índio… Palavra antiga e com toda a modernidade e avanço cultural que tivemos, ainda existe. Pessoas fanáticas com esta palavra, como se a cor fosse um problema sério; como se as pessoas pudessem valer mais ou menos, sendo desta ou outra raça ou cor!
Você já sofreu algum ato de racismo?
Você já se sentiu racista em algum momento de sua vida?
Pare, pense, não perca tempo com isto. Ganhe seu tempo com causas justas e boas idéias.
O país precisa de pessoas que pensem, que produzam, que sejam competentes, que criem idéias ótimas, não de pessoas mesquinhas, que perdem seu tempo maltratando pessoas de etnias diferentes.
Então, vamos dialogar, trocar idéias, fazer transparecer em nossa sociedade, essa farsa, onde todos se dizem iguais e excluem tantos. pois se eu não falar, quem vai falar?
Amanda Martins
Racismo em toda parte.
Atualmente o racismo existe em quase todos os âmbitos sociais.Vejo nos jornais,revistas e no meu dia-a-dia que as pessoas não se misturam por serem de raças diferentes.
Muitas vezes vejo nas escolas, nas ruas e até mesmo em familia muito racismo e preconceito.Um dos maiores tipos de racismo é o que mais está presente no mundo todo, é o que discrimina os negros.
Muitos momentos vejo amigos e conhecidos dizendo “aquele preto parece um macaco” e outras frases desagradáveis que não agradam ninguem, muito menos quem sofre a discriminação.Existe pessoas que se odeiam por não serem brancas e outras que dizem amar alguém mas não se casaria para não ter herdeiros daquela raça. E assim continuamos a alimentar o preconceito.
O mundo hoje anda muito injusto e desigual, mas acho que se cada um fizer a sua parte o mundo pode melhorar, e acho que o que vale realmente em uma pessoa não é o que ela é por fora, e sim o que é por dentro:o caráter e o coração.
Ribeirão Preto, 13 de agosto de 2008.
Para a Secretaria de Estado da Cultura,
Venho através desta expressar meus pensamentos.Meu nome é Gabriela V.M. Oliveira ,tenho 16 anos e sou estudante da E.E.Prof.Romualdo Monteiro de Barros.Peço atenciosamente que esta secretaria faça uma analise geral dos problemas raciais que estamos vivendo no nosso país.
Gostaria que as idéias e direitos de expressão dos negros fossem expostos e respeitados.
Podemos notar que hoje em dia o racismo é muito grande no mundo.Por exemplo, se um branco pintar um quadro, aos olhos da sociedade ele é um artista e se for pintado por um negro , o que ele é ?
Sabemos que no princípio da colonização portuguesa no Brasil , os negros eram escravizados , humilhados e maltratados no trabalho nas lavouras e isto os colocou na condição de inferioridade e submetidos ao poder dos homens brancos.
Esta certo que a sociedade modificou-se , mas muitas coisas precisam mudar ainda, como : as leis contra o racismo devem funcionar, os valores e comportamentos preconceituosos das pessoas devem acabar, principalmente agora com a Lei 10.639/2004, que obriga o ensino da História da África nas escolas, isto vai aumentar a discussão sobre o racismo e o combate a ele .
A vida dos escravos africanos no Brasil sempre foi uma luta , apanharam muito, foram castigados, passaram fome e sede e a sua luta contra a escravidão foi difícil , mas eles resistiram até o fim ; fugiam das fazendas e protegiam-se nos quilombos.Hoje o Movimento Negro Unificado luta para que as áreas onde existiam os quilombos sejam reconhecidas pelo governo federal como pertencentes as comunidades negras e isto será uma grande conquista.
Os negros mostraram a sociedade sua força na época da escravidão , mobilizou pessoas que participaram da campanha abolicionista , o que pressionou o governo português no fim do século XIX , em 13 de maio de 1888, a promulgar a Lei Áurea , quando os escravos foram libertos , mas sofrem o preconceito até hoje.Desde a sua libertação enfrentam falta de oportunidades em empregos para ocupar altos cargos, nas universidades, foram marginalizados e obrigados a morar em favelas, que deveriam hoje também ser urbanizada com uma infra-estrutura digna pelo governo .
Quero ver as pessoas negras serem respeitadas de igual para igual, sem ouvir ofensas a seu respeito.Enfim, espero sinceramente que as leis tomem uma atitude mais radical.Até quando viveremos esta diferença, seja nas ruas, nas escolas, universidades e em qualquer lugar?
Atenciosamente,
Gabriela.
Campinas, 13 de agosto de 1910
Querido avô,
Parabéns por esse dia, que além de vosmecê completar seus 60 anos de idade, também está há 31 anos descansado de toda a escravidão.Infelizmente não poderei te ver, pois o estudo aqui em Campinas é muito importante e não posso me dar ao luxo de fazer uma viagem de tantos dias.
Ah! Como estamos…quando me contava suas histórias, conseguia ouvir as chicotadas, ver e sentir seu sofrimento que fora registrado em cicatrizes.Como estamos presos! Por causa de um passado, todo preconceito vem à tona, não fiz parte disso, mesmo assim, os fantasmas me envolvem me sufocam e isso fica cada vez mais firme quando sinto o incômodo que minha presença causa para certas pessoas, geralmente senhores da alta sociedade, donos de café, toda essa senhoria se esquece que quem fez essa nobreza, fomos nós, isso mesmo, eu, vosmecê e toda a nossa raça que suou enquanto essa tal da ELITE não fazia nada além de desonrar nossas mulheres, e está é capaz de desprezar a quem fez dela o que é hoje e o que vai ser amanhã, por isso te digo mais uma vez meu avô, não posso perder dias de estudos, pois tanto julgo a nobreza, mas nela também há corações dignos desse nome e conheci um, aqui mesmo no Culto à Ciência, ele se chama Barão Manuel Dias, e acredite, ele proibiu-me de me referir a ele como Vossa Senhoria. É, diante de tanta injustiça nessa cidade esnobe, foi muita sorte tê-lo encontrado (imagine eu um mero servo), tenho muito a agradecê-lo já que minha ignorância tem diminuído muito, um homem sábio e bom, ele e a força que luta por nós sem nenhum tipo de interesse, apenas diz que quer se redimir pelo que seu avô, Joaquim Dias, fez por nossa raça. E agora fico me questionando, vosmecê não teria me dito entre uma de suas histórias sobre algum Barão Joaquim Dias? Se me lembro bem, vosmecê me disse que ele foi um dos piores Barões a quem pertenceu. Com essa ironia do destino, concluo que o pensamento muda conforme a geração, mas isso não é o suficiente para espantar aqueles fantasmas, os conhecidos como PRECONCEITO.
Bom avô Antônio, tenho de ir, não quero me atrasar para minhas aulas com Barão Manuel Dias.Vou me esforçar para recompensá-lo e recompensar a vosmecê também por toda condenação e reclusão a qual o submeteram injustamente, como se a cor designasse o que somos, o que fomos e o que seremos…
Com saudades, de seu neto Henrique.
Racismo: se voce não fala , quem vai falar !
Negro é lindo, hum ! hum! hum !
Negro é amor, negro é amigo !
Negro foi escravo, tem alma e gingado.
Sente dor, ódio e revolta,
daí vem a lei Aurea
a história de Zumbi, guarda na memoria,
Que negro lindo, sem medo e sem documento
sem perder a identidade, tem coragem
Negro é líder, vira dia de consciência
resiste, insiste e progride !
Mesmo em carne e osso, vence a morte,
a fome e o limite do corpo !
Negro é lindo, compete, inventa e vence
a surra, o medo e a exclusão
Levanta e dança, joga e luta,
Brota dos asfaltos da solidão
é torturado, desafiado e está descalço
Mas luta contra a opressão.
É lindo, é atleta, é cantor
porque é artista, esportista e esconde a dor.
Dentre o gingado do som, da culinária e da oração,
Resulta versos de amor !
Desfila, brilha e ilumina, onde passa deixa impressão
de um negro lindo e preciso
capaz de chocar opinião
Resiste, insiste e progride,
porque tem educação !
com os olhos fechado para o racismo,
abertos para o futuro, espera inclusão
Resiste, insiste e progride
porque acompanha a evolução ,
O passado é passado, o presente é presente
e o futuro a Deus pertence
Porque tem proteção !
Eloise Ana da Silva, universitaria
formada em Letras, Administração e
MBA em Gestão Pública Contemporânea,
Acredito no poder, na vontade e na evolução da minha raça, que vem conquistando seu espaço cada vez maior na sociedade.
Faça sua parte
Voce pensa, voce pode
tenha orgulho de Voce !!
Racismo: Por trás das máscaras
É verdade que nossa cpnstiuição prega a seguinte lei: ” Liberdade e Igualdade” pena que essa lei não é aceitar em nossa meio. Talvez o racismo, este “nobre sentimento”, muitas das vezes esteja escondida no baú silêncio. A maioria das pessoas evita se pronunciar… dificilmente assume – mas praticam a todo tempo.
Se olharmos em nossa história veremos que o passado reflete no presente. quem não se lembra da grande filosofia de Hittler: A “Raça pura” é predominantemente superior a outra, ou da escravidão com o caráter de dominação e submissão do povo africano?
Organizações e instituições como a UNEGRO ( União de Negros pela Igualdade) e entre outras que lutam dia após dia por uma melhor posição. Agora vale a verdade! vale a justiça! Todos merecem um lugar ao sol!
Portanto, é preciso que medidas governamentais na área da educação sejam realizadas: cursos de cidadania nas escolas públicas e privadas – isso ajudará a equilibrar o conflito entre as etnias e resgatar valores morais.