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Racismo: se você não fala, quem vai falar?

Caros participantes da Campanha Cultural “120 anos de Abolição – Racismo: Se você não fala, quem vai falar?”, foi lançado o livro que reune as 120 cartas selecionadas dentre as que foram publicadas neste site e enviadas via caixa postal e urnas da ação.

Abaixo seguem os nomes dos autores dos 120 depoimentos e a origem de suas contribuições.

Agradecemos mais uma vez a todos pela participação.

1.    Ademiro Alves “Sacolinha” (São Paulo – SP)
2.    Adriana da Silva (Ribeirão Preto – SP)
3.    Alex Borges da Cruz (São Paulo – SP)
4.    Alex Victor da Silva (Guareí – SP)
5.    Alexandre Ribeiro da Costa (São Paulo – SP)
6.    Alexandre Tarlei Ferreira (Campinas – SP)
7.    Aline Matos “Verônica Aline Matos Santos” (São Paulo – SP)
8.    Altamir de Souza (Internet)
9.    Amanda de Almeida Martins (Internet)
10.    Amanda Fortunato Araújo Sousa (Internet)
11.    Ana Claudia Ferreira (Brodowski – SP)
12.    Ana Paula da Silva (Jaborandi – SP)
13.    Ana Paula Paz (Internet)
14.    Anderson Oliveira da Silva (Sorocaba – SP)
15.    Antonio Luiz Junior (São Paulo – SP)
16.    Aparecida Judith Paglioni (Internet)
17.    Bárbara Kevellyn F.P.A. Pessoac (São Paulo – SP)
18.    Benedito Carlos Arruda (Itu – SP)
19.    Brenda Eloisa da Silva Vasconcelos (Cerqueira César – SP)
20.    C.R.C.F (Fundação Casa – São Paulo – SP)
21.    C.R.V ( Fundação Casa – São Paulo – SP)
22.    Caíque Lucas de Oliveira (Fundação Casa- São Paulo – SP)
23.    Caren Cristina Felipe de Oliveira (Matão – SP)
24.    Carlos José de Oliveira (São Paulo – SP)
25.    Celso Amaral Silva (Internet)
26.    Chaire Dali da Silva (Internet)
27.    Chindalena Ferreira Barbosa (Internet)
28.    Claudia Pereira da Silva Soyombo (Internet)
29.    D.B.Cursino ( Fundação Casa – São Paulo – SP)
30.    Daniele C.B. Veríssimo (Rio Claro – SP)
31.    Débora Raquel dos Santos Alves (Campinas – SP)
32.    Delvanir Alves de Souza (São Paulo – SP)
33.    Denise maria Perissini da Silva (Internet)
34.    Dileuza Maria M.Godoy (Mogi Mirim – SP)
35.    Djacelina Chrispim (Internet)
36.    Donizete Cavalcante Ruços (São Paulo – SP)
37.    Edilson Pereira Nunes (Internet)
38.    Edson Luiz de Almeida Costa (Internet)
39.    Eduardo Tranquillo (São Paulo – SP)
40.    Eliana de Lourdes Felipe (Mogi Mirim – SP)
41.    Eliel Paixão de Souza (Internet)
42.    Elisabete Aparecida Prado de Campos (Internet)
43.    Elpídia Vitalina Pinto Damasceno (Internet)
44.    Elvis Cassiano da Silva (São Paulo – SP)
45.    Erick “Poodle Favelado” Silva (Santo André – SP)
46.    Fábio Luis Araújo Seixas Junior (Internet)
47.    Fabrício Bonassa (Internet)
48.    Felipe Augusto Santana (Rio Claro – SP)
49.    Fernanda de Lourdes Neachic (Itapetininga – SP)
50.    Francisco Marcelo Campos Leonel (São Paulo – SP)
51.    Gilsinei de Jesus Freitas (Internet)
52.    Gleferson Vinicus Francisco (Fundação Casa- São Paulo – SP)
53.    Gomes (Internet)
54.    Guilherme Ferreira Fernandes (Franca – SP)
55.    Hebert Ferreira (Internet)
56.    Henrique S. da Costa (São Paulo – SP)
57.    Igor Cesar de Britos (Fundação Casa- São Paulo – SP)
58.    J.C.C.S – (Fundação Casa – São Paulo – SP)
59.    Jair Bento Quirino (Internet)
60.    Jaqueline Aparecida Schulter (São Paulo – SP)
61.    Jeferson Reis de Jesus (Mogi Mirim – SP)
62.    Jefferson José Simões (São Paulo – SP)
63.    Jéssica da Silva Morais (Itanhaém – SP)
64.    Jhonatan Vinicíus dos Santos Fernandes (Fundação casa – Franca – SP)
65.    João P de Góes Fo (Campinas – SP)
66.    Jonatas Martins Goes (Internet)
67.    Jonathan Pablo da Silva Mendes (Miguelópolis – SP)
68.    José Abílio Ferreira (Internet)
69.    José Carlos Guirado Júnior (São Paulo – SP)
70.    José Sebastião de Lima “Zé Lima do Boxe Taquaritinga” (Taquaritinga – SP)
71.    Juliana Aparecida Ribeiro (São Carlos – SP)
72.    Kamylla Santos da Silva (São Paulo – SP)
73.    Kiusam Regina de Oliveira (Internet)
74.    Laudelina Ferreira da Silva (Bebedouro – SP)
75.    Leandro Lopes Silveira (Internet)
76.    Leci Silva – Leci Brandão (São Paulo – SP)
77.    Letícia Rizzi Prescilio (Internet)
78.    Lucia Camargos (São Paulo – SP)
79.    Luis Alberto da Silva filho (Internet)
80.    Luis Carlos dos Santos Menezes (Internet)
81.    Luiz Fernando Costa de Andrade (Araraquara – SP)
82.    Luiz Gonzaga Vieira da Rocha (Taquaritinga – SP)
83.    M.P.de S (Fundação Casa- São Paulo – SP)
84.    Manoel Sena Junior (Internet)
85.    Marcelo Henrique Geremias (São Paulo – SP)
86.    Márcia Venâncio (São Paulo – SP)
87.    Maria Antonia (Internet)
88.    Maria Aparecida Bahia (Taquaritinga – SP)
89.    Marisa Edite Candinho dos santos (Internet)
90.    Marly Pimenta (Internet)
91.    Milton da Rocha Marques júnior (Internet)
92.    Natalie Aparecida Dantas Santos (Matão – SP)
93.    Rafael Nepomucerno (São Paulo – SP)
94.    Raquel Prescilia de Paula Santos (Praia Grande – SP)
95.    Regina Barros Goulart (Internet)
96.    Ricardo Dias (Internet)
97.    Roci Felippe Baptista (Internet)
98.    Rodrigo Vieira da Trindade (Internet)
99.    Rosana Aparecida Malavazzi (Internet)
100.    Rosana da Silveira (Internet)
101.    Rosana Machado (Mogi Mirim – SP)
102.    Rosilda Silva Souza (Internet)
103.    Rubens Fortti Pereira (São Paulo – SP)
104.    Sandra Aparecida Julião (São Paulo – SP)
105.    Santas de Lourdes Santos Pereira (Internet)
106.    Saulo Gomes de Oliveira (Guaraci – SP)
107.    Severina Paulino Rodrigues (Iaras – SP)
108.    Simone Cristina de Castro (Internet)
109.    Suelen de Camargo (Salto – SP)
110.    Svetlana Ogerzow (Lana) (Santo André – SP)
111.    Tainara Mateus Moyses (Barretos – SP)
112.    Tamiris C. Gomes (Matão – SP)
113.    Tatiana de Carvalho Duarte (Internet)
114.    Teresinha de Oliveira Marciano Costa (Caraguatatuba- SP)
115.    Valter de Oliveira Alves (São Vicente – SP)
116.    Vanda Maria Zanini Toledo (Internet)
117.    Vera Lúcia Cirino (São Carlos – SP)
118.    Victoria Lemos de Cerqueira (Internet)
119.    Wagner AP. Silva Moraes (Mogi-Guaçu – SP)
120.    Wesley Fábio Faustino Pereira (Piratininga – SP)

Leia as cartas já recebidas:

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  1. 3760
    Josiane Ramos Oliveira 13/08/2008 - 13:57  Add karma Subtract karma  -1
  2. A abolição da escravatura, infelizmente, foi apenas um ato simbólico, após anos e anos de trabalho forçado, após construírem este país, após enriquecerem ainda mais seus ricos e brancos senhores, os negros foram simplesmente “demitidos” sem nenhum direito, sem nenhuma perspectiva de futuro, sem nenhuma compensação nem pelo trabalho escravo muito menos pelas humilhações, castigos e abusos sofridos, e a essa demissão sumária, sem indenização deu-se o nome de abolição. Por certo que a liberdade é uma dádiva e assim deve ser encarada e sob esse prisma a abolição é algo memorável, porém, do ponto de vista do ser humano ela não trouxe grandes benefícios a não ser a dádiva maior que é a própria liberdade. Mas de que serve essa liberdade sem a dignidade do ser humano? Livrar o ser humano apenas dos sofrimentos fisícos e da degradação moral de pertencer a outrem não o faz necessariamente livre. Retiramos os escravos das fazendas dos senhores de engenho e café, porém, jogamo-los à própria sorte; marginaliza-mo-os e colocamos o preconceito em mão dupla. De um lado pessoas que se consideram melhores por possuírem pele e olhos claros, melhores oportunidades de vida, mais beleza e etc. de outro, pessoas que ainda recebem de seus antepassados a crença de que misturar-se pode acarretar sofrimento e então, na tentativa de se proteger, acabam utilizando do preconceito na contra-mão, ou seja, famílias de pessoas negras que não permitem que seus filhos relacionem-se com os filhos de famílias de pele clara; pessoas de pele escura que sentem-se inferiores apenas por sua pele ou o extremo oposto, o orgulho da “raça” que ao invés de promover a luta pela igualdade promove discórdia, segregação e injustiças. Acredito que existe preconceito contra negros no Brasil sim e muito, apesar de ser bem mais velado que nos Estados Unidos. Não é porque aqui não existe a Culcusclan e que os negros não sejam impedidos de freqüentarem bares, restaurantes, escolas e universidades que o preconceito não exista. Infelizmente no Brasil é algo muito sutil, velado, mascarado; percebido apenas de forma bastante subjetiva um fator complicador para se acionar a justiça e seus direitos. Percebe-se esse preconceito “racial” em piadas de mau gosto, em frases claramente ofensivas ditas em tom de piada, nas relações do dia-a-dia, sem testemunhas e percebidas apenas no tom de voz, nos papéis em telenovelas onde a maioria das vezes os negros são convocados para papéis de novelas de época (retratos da escravidão) ou favelados, por certo que a telenovela procura retratar o cotidiano do Brasil, mas porque não trazer um artista negro como protagonista, com um papel comum, sem enfocar questões ou conflitos raciais? E, assim como esses, inúmeros outros exemplos que qualquer um sabe e percebe no dia-a-dia mas continuamos afirmando que no Brasil “não existe racismo”, que é o país da miscigenação, da oportunidade para todos, mera utopia. No Brasil existe racismo sim! E, ele fere e machuca tanto quanto em qualquer outro lugar do mundo. E, o preconceito, assim como a escravidão, deveria ser abolido do Brasil e de todo o mundo. As pessoas são pessoas, pertencem à uma única raça: a humana e como tal deveriam comportar-se; seu caráter deveria ser medido por suas atitudes e não pela cor de sua pele, pela sua religião ou opção sexual.
    Josiane
    São Carlos – SP

  3. 3759
    Andressa Nunes Tenório 13/08/2008 - 13:55  Add karma Subtract karma  -2
  4. Racismo, doença da alma

    Racismo doença da alma
    Problema versos calma
    Preconceito arde no peito
    Situação que não tem mais jeito

    Racismo doença da alma
    Cor, tribo, raça e palma
    Quer mudança como feito
    Já pensava desse jeito

    Racismo nãoé só isso
    Acontece comodismo
    Se porém acreditar
    Tudo um dia vai mudar

    Então esse é o momento
    De mudar tudo por dentro
    Não repare minha cor
    Olhe apenas com Amor!

  5. 3758
    Janny Maria S. Oliveira – n.22 – 2. sérieC – E. Médio 13/08/2008 - 11:50  Add karma Subtract karma  -2
  6. Toda a sociedade que vê no negro um objeto atentado contra a espécie humana, revolta e assusta.
    O negro quer o direito de ir e vir. Estamos sem lierdade de expressão, tendo mos olhares da sociedade como uma grande discriminação voltados para nós como quando o chicote batia e o sangue era derramado. OU, sofrer preconceito por incapacidade profissional porque possui mais melanina em seu corpo, é como jogarsalmora sobre os feridos e ter feitores que vivem a nos espiar.
    Contudo, sabe-se menos a nosso respeito do que qualquer outro povo do planeta.Certamente ,sob o foco da nossa história há muito tempo está atrasada.

  7. 3757
    Tsadê Quio dos Santos 13/08/2008 - 11:35  Add karma Subtract karma  -1
  8. Ibitinga, 13 de Agosto de 2008
    Caro leitor,
    Venho através dessa carta lhe contar um pouco de minha vida e meus pensamentos. Sou uma garota de dezessete anos, filha de uma branca casada com um negro, eis a questão “branca casada com negro?!” Em uma sociedade não tão antiga isso não seria aceito por quê? Será que é tão dificil se convive com diferenças étnicas? Se duas pessoas de diferentes etnias se amam, elas nao podem ficar juntas? Devemos parar para pensar em todas essas questões que levantei tendo em vista nossa sociedade antiga e atual, pois a escravidão já foi abolida, mas não extinta.
    Muitas pessoas pensam que por que a outra é negra, parda, amarela ou até mesmo branca ela não é capaz de realizar alguma tarefa, isso nada mais é que racismo, uma situação muito presente em nossa sociedade.
    Se você, caro leitor, me peeguntar se já passei por situações constrangedoras por ser parda, te responderei da seguinte forma: “Não me lembro, pois fui educada de uma maneira em que me mostraram que ninguém é melhor que ninguém, que diferenças existem sim, mas podem ser superadas, que se ‘fulana’ é capaz eu também sou, pois também tenho minhas qualidades!
    Mas se você me perguntar se já presenciei alguma cena de racismo direi q sim, e não foram faceis de serem esquecidas. Citar ditados que se referem ao negro como uma pessoa insignificante, fere a alma de qualquer um.
    Espero que minha carta tenha te tocado, mostrado que o negro, pardo ou outra qualquer nomenclatura que se dê aos afro-descendente, é capaz sim de construir a sua história, se tornar feliz e ajudar o mundo a ser um lugar melhor.
    Atenciosamente, uma pessoa que ama sua cor, que tem orgulho de ser brasileira e parda!

  9. 3756
    David Pereira Cruz – 3. sérieA – E. Médio 13/08/2008 - 11:28  Add karma Subtract karma  -1
  10. Racismo: realidade ou lenda?
    Após 120 anos de abolição da escravatura pouca coisa mudou. Uma das poucas mudanças é que somos considerados livres e iguais. Porém a realidade atual nos mostra o contrário. O negro é visto como ser inferior e incapaz. Um exemplo disso é o sistema de cotas que existe em faculdades. Esse sistemaé visto de uma maneira bem clara.É de que o negro sem ajuda não consegue entrar na faculdade, ou então ter um ensino bom
    O racismo nunca será extinto com leis, porém elas são necessárias. Devemos combatê-lo coma educação.

  11. 3755
    Anderson Felipe 13/08/2008 - 11:16  Add karma Subtract karma  -2
  12. 13 de maio, o que comemorar?
    Em nosso país muitas coisas precisam ser desmascaradas, como essa história de que a abolição acabou com a desigualdade entre os povos. Pelo contrário, muita gente ainda acho que o negro é escravo e deve se submeter perante outros povos. Esse é um problema que o governo encontrará muita dificuldade para que o ídice de racismo diminua e quem sabe até acabe.
    Quando a lei Áurea foi assinada todos os abolicionistas e escravos ficaram muito felizes pois pensaram que tudo havia sido resolvido. Mas como vemos hoje no Brasil, isso não foi possível, ainda.

  13. 3754
    JUNIOR HONORATO FELIX 13/08/2008 - 11:08  Add karma Subtract karma  -2
  14. ESCRAVIDÃO NO BRASIL:120 ANOS DE ORGULHO.

    Há 120 anos,
    nossos negros alcançaram uma grande vitória,
    a Abolição da Escravatura,
    estava marcada na história.

    A Princesa Isabel,
    mulher de alma reluzente,
    responsável pela conquista,
    que os negros privilegiam atualmente.

    Os negros deixaram de ser,
    posse dos fazendeiros,
    os pobres eram maltratados,
    e viviam como prisioneiros.

    Hoje em dia,
    a realidade é padrão,
    os negros são iguais a todos,
    com um título de cidadão.

    Parabéns a todos os descendentes dessa raça,
    que com força e trabalho,
    ajudam nosso país,
    a ser um lugar melhor e mais feliz.

  15. 3753
    Tsadê Quio dos Santos 13/08/2008 - 11:07  Add karma Subtract karma  -2
  16. Ibitinga, 13 de Agosto de 2008

    Caro leitor,
    Venho através desta carta lhe contar um pouco de minha vida e meus pensamentos. Sou uma garota de dezessete anos, filha de uma branca casada com um negro, eis a questão “branca casada com negro?!”. Em uma sociedade não tão distante isso não seria aceito por quê? Será que é tão dificil se conviver com diferenças étnicas? Se duas pessoas de diferentes étnias se amam, elas nao podem ficar juntas? Devemos parar para pensar em todas essas questões que levantei tendo em vista nossa sociedade antiga e atual, pois a escravidão já foi abolida, mas não extinta.
    Muitas pessoas pensam que por que a outra é negra, parda, amarela ou até mesmo branca ela não é capaz de realizar alguma tarefa, isso nada mais é que racismo, uma situação muito presente em nossa sociedade.
    Se você, caro leitor, me perguntar se já passei por situações constrangedoras por ser parda, te responderei da seguinte forma : ” Não me lembro,pois fui educada de uma maneira em que me mostraram que ninguém é melhor que ninguém, que diferenças existem sim, mas podem ser superadas, que se

  17. 3752
    Miriã Gabriela Pinheiro 13/08/2008 - 10:48  Add karma Subtract karma  -2
  18. Ibitinga, 12 de agosto de 2008.
    Querida Vanessa
    Olá amiga, tudo bem com você? Esperoque sim! Bom, nesta carta eu quero contar algo que eu assisti no noticiário no sábado a noite e que me deixou completamente decepcionada. Eu fiquei sabendo que um rapaz negro foi preso acusado de assaltar um estudante da classe média em São Paulo, quando na verdade, o estudante foi assaltado por seu próprio colega de turma que estava bem disfarçado na hora do crime, mas, porém, o estudante acusou seu colega negro, pois imaginou que um garoto branco e rico não teria motivos para assaltá-lo e segundo alguns professores e colegas, o garoto maifestava frequentemente ações de preconceito e racismo contra o garoto negro e o pior é que os pais da vítima concordam que não existe outra suspeita além do garoto negro e pobre. E por isso o garoto negro está preso por um crime que jamais cometeu. Achei absurdo existir um preconceito tão grande com pessoas que apenas têm a cor diferente e mais nada além disso e como fiquei decepcionada e impressionada decidi contar a notícia para você, pois sei que assim comoeu, você é totalmente contra essas atitudes horríveis e você com certeza compreenderá. Vê se me manda uma carta contando as novidades e me diga o que você pensa a respeito de um país tão lindo e todo mestiço como o Brasil passar por uma situação dessas! Eu sei que você também não vai saber me responder pois essa é uma questão intrigante. E também me responda como se pode saber se uma pessoa é ladra, assassina, por apenas a cor de sua pele? Será que pela cor alguém consegue ver o coração?
    Um abraço e até mais.

  19. 3751
    Amanda Silva Gonçalves 13/08/2008 - 10:33  Add karma Subtract karma  -2
  20. À Secretaria do Estado da Cultura

    Aos Srs. Educadores

    Com certeza apesar de já ter passado 120 anos de Abolição ainda existe racismo em nosso país. Nem todos afirmam mas a maioria das pessoas são racistas não só quanto a cor mas também quanto a cultura, religião e classe social.
    Isso tudo só acontece porque a lei ficou apenas no papel, sem ser cumprida e levada a sério com respeito a todos os cidadãos. Mesmo que não queiram a igualdade entre todos, as qualidades deveriam ser respeitadas.
    Será que as pessoas abrirão os olhos de verdade? Ou continuarão sem cumprir a lei maltratando os seus companheiros só por terem cor diferente? Isso tem que mudar , ou o povo continuará sendo maltratado pela sociedade !

  21. 3750
    Ronaldo 13/08/2008 - 10:23  Add karma Subtract karma  -11
  22. sr: hacker estou registrando as suas invasões no meu pc, vou ti achar sedo ou tarde e vc terá uma surpresa ao me ver, e eu ficarei feliz em estar perto de vc> aguarde.

  23. 3749
    Caio Henrique dos Santos Maia 13/08/2008 - 09:20  Add karma Subtract karma  -2
  24. A cor da diferença

    Podemos ter vário pensamentos sobre racismo, mas o enfoque principal é a discriminação da cor mais bela do mundo, só que os olhos de muitas pessoas naão veem. Isso é uma grande objeção, mas ele próprio naõ sabe que quem é racista, é uma “pedra no sapato” para a sociedade.
    É raro ver uma familía negra bem sucedida financeiramente, mas quando dá de fente com um branco , causa repulsa dos brancos, por ver que eles são bem sucedidos, e o branquelo não passa da vida medíocre.
    Mas essa não é a realidade de todos os negros, a única realidade, e sinceramente acho que é duro você ter que sair de um ambiente somentepor sua cor.Falta de bom senso , qual é a importância que você dá oa se daparar com uma pessoas negra, ao seu lado?
    Por isso é fácil falar ” não sou racista”, mas na hora de grande situação você vê realmente, as suas palavras que foram ditas, não valeram e você se tornou um racista.
    Pare, e Pense antes de falar ou agir contra um negro, não tire conclusões pré_ concebidas das pessoas.
    Naão seja racista!!!!!!

  25. 3748
    Maisnária dos Santos Bispo 13/08/2008 - 08:59  Add karma Subtract karma  -2
  26. Racismo nunca mais

    Apesra do Brasil ser um país grande e com pessoas de todas as raças, cores e tamanhos, o racismo ainda existe no Brasil.
    È triste ter que saber que algumas pessoas negras são racistas e acham que o caráter da pessoa é visto pela cor.
    Muitas pessoas acham que oa negros não podem ter uma boa siltuação financeira.
    Eu acho triste saber que existem pessoas preconceituosas, que acham que ser negro é algo ruim.
    Temos que acabar com esse preconceito.E também temos que pensar que se a gente não quer que nos trate com precondeito, da mesma forma as pessoas negras também não querem iss.>
    Eu espero que não só o Brasil, mas tambémo mundo todo possa viver em paz sem ter preconceito e aceitar as pessoas como são .Racismo, nunca mais!!!

  27. 3747
    Jonatham Neves 13/08/2008 - 08:49  Add karma Subtract karma  -2
  28. Raça

    Irmãos não desiluda,
    somos todos da mesma luta.
    Uma luta que não acaba;
    Até que uma só porta abra

    A porta da igualdade,
    Paz, justiça e liberdade!
    Liberdade entre irmãos!
    Levando a fé numa união!

    Tenham todos uma fé,
    Que de carro, de moto ou a pé.
    Sendo rico, pobre, branco ou preto,
    Todos fazemos parte do gueto.

    Não interessa se trabalha,
    Vai para a igreja
    Ou bebe cachaça!
    Independente de cor,
    Somos da mesma raça!!!!!

  29. 3746
    Fábio Augusto Martins 13/08/2008 - 06:44  Add karma Subtract karma  -2
  30. Racismo: se você não fala, quem vai falar?

    Racismo, preconceito, intolerância, discriminação. Palavras e atos que atingem em cheio a dignidade e a honra de cidadões como eu, como você, desde os negros das mais altas camadas sociais às maus humildes moradias do mais miserável gueto periférico. Não nos iludamos com argumentos vagos de que os negros endinheirados, com um padrão de vida confortável, os negros que “venceram na vida”, são melhores aceitos perante a sociedade; ninguém “embranquece” da noite para o dia.
    Vivemos em um mundo onde a herança colonial é o ideal de fazer do negro um mestiço, e do mestiço um branco. Nossas crianças perdem a auto-estima, pois são induzidas a sonhar em ser iguais à Rainha dos Baixinhos, aos galãs de novela ou capas de revistas invariavelmente inspirados no modelo estável dos padrões “ariano-de-olhos-claros-com-cabelo-liso”. Para nós, negros, o desafio é sobreviver entre o desprezo das elites, a violência policial e o descaso do Poder Público. É passar a duras penas da infância à adolescência, e daí à maturidade, muitas vezes sem conhecer o próprio pai; criados pela mãe, praticamente sozinha, e que muito se orgulha pelo fato de os filhos não terem virado “bandidos”. Fico indignado com quem diz que o Brasil é um país de democracia racial, pois o que sentimos na pele é exatamente o inverso. Ou será que não se trata de racismo as infames piadinhas que ouvimos, as reações de manifestações dos que são contra as cotas nas universidades, o nosso eterno estigma de “suspeitos” nas abordagens da policia a que somos expostos todos os dias? Quando o publico é de classe média, pele clara e de áreas centrais o tratamento é outro, queiram ou não.
    Não devemos conformar com esta alienação coletiva, que nos transmite a necessidade de sermos cordiais com quem todos os dias nos manipula e nos confina em favelas, nos empurrando cada vez mais para longe das oportunidades de construir uma história de vida onde a cor da pele não seja nada mais do que motivo de orgulho e afirmação das origens. Sigamos os exemplos de todos os grandes líderes, independentemente da raça a que pertençam, dos que fizeram e fazem muitas pessoas mudarem o pensamento a respeito de si mesmas, através do caminho da paz e da tolerância.

  31. 3745
    Kateia 13/08/2008 - 00:58  Add karma Subtract karma  -2
  32. Para que vcs saibam que preconceito e algo mundial, gostaria de relatar para vcs que aquela menina que vcs viram cantando em chinês nas abertura das olimpiadas, nao era a verdadeira dona daquela voz…, ou seja, ela foi escolhia por ser mais bonita do que a verdadeira dona da voz, uma outra chinezinha que foi preterida porque foi tida como feia. Resumindo a suposta feia chinezinha, deu lugar a uma suposta mais bela, mas usando sua voz. Se la que todos se parecem ha preconceito, porque acham que aqui seria diferente?.

  33. 3744
    Melhor não assinar 13/08/2008 - 00:28  Add karma Subtract karma  -2
  34. Para aqueles que são capazes de interpretar corretamente um texto, também serão capazes de entender através da bonita carta da Sra. Sônia Leite de Morais, a verdadeira razão pela qual a maioria dos negros continuam naturalmente na estaca zero.

    Primeiro: o sonho
    Segundo: Preparo
    Terceiro: Determinação.
    Quarto: Coragem
    Quinto: Perseverança
    Sexto: Conquista
    Sétimo: Um pouco de sorte como tempero
    Não necessariamente nesta ordem.

    Grande parte da população negra está desistindo da luta quando chega em uma destas etapas.
    A sua desistência é a primeira conquista do seu adversário.
    Em seguida ele te mata pelas mãos da polícia.
    A barreira criada para IMPEDIR o progresso do negro ainda não foi derrubada.
    As dissimulações para impedir o seu progresso é visivel e gritante.
    Esta carta é a síntese da realidade de cada um que aventura-se a desafiar a “lei” inata da nossa sociedade.
    Para algum branco é fácil simplesmente dizer: “corram atrás para conseguir, porque é difícil para todos”.
    A clareza que este texto deixa é que se o negro não tiver mais ousadia, coragem e força ele irá morrer sem experimentar a conquista dos seus objetivos e não terá honrado os seus esforços de toda uma existência.
    Os imigrantes que vieram da Europa receberam as honrarias da casa quando chegaram, mas os que aqui já haviam adiantado o serviço foram “libertos de seus trabalhos forçados” e deixados a própria sorte. Pagaram as penas pelos crimes de contribuir com a opulência alheia em troca de comida e chicotadas, por mais de 300 anos.
    Fica bem claro que se não tiver um pouco de sorte para obter alguma ajuda do branco que chegou depois, irá perecer tentando abrir as portas do crescimento pessoal sozinho.
    Cuidado com este negócio de abrir portas para não chamarem a polícia. Alguém sempre chama.
    Como é possível dizer que as condições são iguais e que as dificuldades são as mesmas? Será verdade?
    Existe uma força contrária e esta força permanece.
    O RESUMO DISSO TUDO PARA ALGUNS É APENAS “CHORORÔ”
    Ninguém quer ouvir.
    A verdade sempre incomoda.
    Esta ferida exposta continua ardendo nas costas marcadas que herdamos da nossa história vergonhosa.
    Será que o autor mudará o rumo desta história um dia?
    Será que é possível um final feliz para o mocinho que tem aparência de “bandido”, porque assim foi definido na linguagem da mídia moderna.
    Melhor você escrever a sua própria história. Muita Sorte!!!!

  35. 3743
    Antonio Franco 13/08/2008 - 00:21  Add karma Subtract karma  0
  36. Final de 1999, eu, Antonio Franco, trabalhava na empresa Prossegur (transportadora de valores) como Preparador de documentos de compensação bancária do Unibanco das 13h às 22h. Desanimado pelas diferença salarial e outros benefícios que o Auxiliar de Compensação obtinha, mesmo exercendo as mesmas funções e carga horária menor que a minha, decidi faltar 3 dias para pensar e tomar uma decisão pela minha insatisfação.

    Nesta época estudava inglês, as 3ª e 5ª feiras, no Pink and Bule Freedom das 7h às 9h30. Na terça-feira, depois da aula fui ao serviço de minha mãe (Polpar – empresa alimentícia). não percebi que a escadaria estava sendo lavada, escorreguei e bati o braço direito, causando inchaço imediato. Resolvi ir comer um lanche no Mc Donald’s, na Pça da Liberdade e depois ir ao hospital, tudo próximo do serviço.

    Ao desembarcar na estação Liberdade, subindo as escadas de acesso a Praça da Liberdade, escorreguei novamente e caí com o mesmo braço. Mesmo, assim, dirigir-me ao Mc Donald´s e pedi ao atendente o lanche – promoção número 1 especial. A atendente sugeriu que eu aguardasse o lanche sentado, pois notou a minha dificuldade em carregar o peso dos pertences que carregava.

    Sentei em uma das mesas localizadas no corredor do estabelecimento. Duas moças sentadas paralelamente a mim, vendo a dificuldade com que sentei, segurando o braço para diminuir a dor, perguntaram: o que aconteceu? Respondi: “saco vazio não pára em pé… cai 2 vezes na escada e bati o mesmo braço. Então, após o lanche vou a um hospital”.

    Após alguns minutos de espera pelo lanche que não chegava, uma das moças apontou para o chão à minha frente – entre minha mesa e outra, desocupada, disse: “uma bala de revólver!”. Ela levantou em direção ao que dizia ser uma bala de revólver, que no entanto eu não tinha visto ainda. Preocupado, sugeri para ela não pegar o projétil.

    Ao ver finalmente a tal bala de revólver no chão, levantei, fui ao balcão e informei à atendente: “Tem uma bala de revólver no chão”. A atendente me olhou de forma esquisita. Voltei para minha mesa, esperando o lanche. Logo a seguir entraram dois policiais correndo dirigindo-se para o fundo do estabelecimento. Tentei avisa-los, mas a rapidez deles não deu tempo de avisa-los, então, decidi espera-los voltar para falar do projétil. Assim, que voltavam, levantei-me para explicar sobre a bala de revólver que as moças haviam me mostrado.

    Um deles rapidamente retirou meus materiais colocados à mesa, o outro policial me pegou justamente pelo braço direito que doía, de forma agressiva e me conduziu para fora do estabelecimento. Ainda, pude ouvir uma das moças que sentavam ao meu lado dizer: “quem achou a bala fui eu, ele não viu nada”.

    Os dois policiais não tomaram conhecimento do comentário. Saindo da lanchonete, percebi um grande alvoroço na praça. O repórter do canal 7 de São Paulo (Rede Record), do programa “Cidade Alerta”, perguntou se poderia me entrevistar. Disse que sim, pois não devia nada e não tinha a menor idéia do que estava acontecendo. Ele passou a enfiar literalmente o microfone na minha cara perguntando: que você sabe?
    Assustado, respondi que não sabia o que estava acontecendo. Fui conduzido imediatamente para o 1º Distrito Policial, situado na Rua da Glória por volta das 11h45m.

    O Delegado interrogou-me com perguntas do tipo: onde mora, onde trabalha e o que aconteceu?
    Respondi em detalhes: Moro na Cursino, com família, trabalho na Prossegur. Ele olhou meus documentos, materiais escolares e o celular – e mandou um investigador colocar-me na cela. Perplexo com tudo que acontecia à minha volta, perguntava-me: “o que vai acontecer comigo Senhor?”. Estava totalmente apavorado. Minutos depois, dois moços, um branco e um negro foram trazidos para a mesma cela. O moço branco, pelo que me recordo, vestia uma camiseta branca e calça jeans. O moço negro vestia camiseta cor de mostarda e também calça jeans.

    Não recordo muito bem de suas fisionomias, mas Negro não é tudo igual. Soube que a policia não teve provas suficiente para manter ninguém prezo, pois as armas aprendidas com os 2 citados, era de calibre diferente, do projétil encontrado no Mc Donald’s, do calibre 38. Os guardas transitavam de um lado para o outro frente à cela onde estava eu e os dois moços. Nos coagiam com gozações grosseiras, preconceituosas quanto à minha ascendência negra. Riam e diziam preconceituosamente que eu deveria morar em Itaquera, que era viado. Faziam perguntas e nada do que falava era levado a sério. Tudo era uma grande e insuportável pressão psicológica.

    O delegado falou para um investigador: o advogado dos dois delinqüentes chegou, o do outro não. O outro delinqüente a que ele se referia, “era eu”. Minha tensão aumentava. Os dois homens foram retirados e levados para o hospital e eu não, permaneci com segurando o braço inchado, sem socorro médico, nem ao menos uma ligação telefone para algum parente. Após algum tempo, o delegado perguntou para mim qual era o telefone da empresa que eu trabalhava e logo veio com a notícia de que o telefone tinha mudado.

    Pediu para que eu ficasse de perfil e afirmou ameaçadoramente “que eu estava ferrado”, pois o empregado do Mc Donald´s havia me identificado como um dos suspeitos. O funcionário disse que me viu entrando no estabelecimento correndo, esbarrando nele e sentando. O que não é verdade. Sugeri ao delegado que o colocasse na minha frente para reforçar essa informação. Ele ficou quieto, nada argumentou. Mais uma vez informei que entrei normalmente no Mc Donald´s, dirigi-me ao balcão e pedi meu lanche. Sentei e aguardei o lanche. E repeti mais uma vez tudo que acontecera.

    Fora da cela havia uma mesa, onde colocaram meus pertences. Ele pegou um saco de pão e perguntou o que era aquilo. Respondi que seria meu lanche para o final da tarde. Que havia trazido de casa. Outros guardas passavam frente à cela onde eu estava, encostavam, na grade formulando perguntas e mais perguntas; apenas para saber se eu estava falando mentiras. Minha impressão era que tentavam confundir-me.

    Os dois homens voltaram do hospital onde foram atendidos. Logo depois chegou mais outro, ficando quatro pessoas na cela. Ouvi apenas este comentário de um deles: “fica calmo irmão, você logo vai embora… não fala nada para os guardas que nos ouviu conversar… sabemos que você não fez nada”. Apenas respondi um “sim” assustado, encostado na grade todo o tempo em que lá estive preso.

    Outro guarda veio com a comida e olhou para minha cara e disse: “você não sabe a leis dos manos? Um deles falou: “ele está em estado de choque, não fez nada”.

    O delegado pediu “para eu tocar piano”, ou seja, deixar minhas impressões digitais num formulário, afirmando que não acreditava que eu estava de laranja nesta história e precisava confirmar que meus documentos eram reais.

    Disse que era muita coincidência, diante dos fatos semelhantes que se apresentavam. Segundo ele, os homens presos tinham celulares que indicavam o número da central de carros-fortes do Unibanco – e era coincidente demais que eu trabalhasse fazendo a compensação justamente do Unibanco. Porque, eu Negro e o outro menor que eu estava sendo perseguido no carro desde a estação do metro Vergueiro, citado no noticiário. Infelizmente estávamos os dois negros vestidos de cor mostarda. Ele manga curta e lisa eu cumprida e listada.

    Somente em torno das 21h, foi que vi alguém conhecido, no caso, Cecília, supervisora da Prossegur e, meu amigo, Enivaldo da Silva, que apareceu, informado pelo noticiário da televisão. Algumas horas depois apareceu outro investigador, abriu a cela, pediu para que eu o acompanhasse, dirigindo a palavra para o amigo Enivaldo: “Eu, não acredito que esse delegado não observou que seu amigo não fez nada. Sabe, ele tem apenas quatro anos e eu dez de carreira; não sabe diferenciar um cidadão comum, de um réu. Está na cara dele que não fez nada”.

    Perguntou se faltava algum documento meu e lhe informei que sim, o RG. O delegado apareceu gritando, perguntou quem tinha me tirado da cela? Cecília, respondeu a pergunta e pediu, ao delegado minha liberação, dizendo que se responsabilizava por mim e que ficaria comigo em uma sala mais calma ao lado. Aos gritos o delegado fora à pressão do dia, o chovo veio sem que quisesse. Olhando para mim, disse-me que lágrimas não me salvariam. De que só sairia da delegacia após resolver todas as evidências. Mesmo assim, liberou a sala para que eu ficasse ao lado dela.

    Cecília, contou-me, assim que soube, veio à delegacia, por volta das 15h. Mas o delegado não deixou que ela tivesse contato comigo. Depois de cinco minutos que sai da cela, vi um grupo de guardas da GOI, totalmente encapuzados, se dirigirem para a cela onde estavam os três homens. Ouvi uma seqüência de pancadas e gemidos.

    Algumas horas depois veio outro inspetor perguntar o que tinha ocorrido comigo e quando comecei a falar ele me cortou e disse: “sem brincadeiras ou volta para a cela”. Contei toda a história novamente. Outro guarda da GOI apareceu e me perguntou tudo novamente. Disse que iria verificar todos os telefonemas que fiz perante as prestadoras de serviços do meu celular e, se achasse algo estranho, “estaria ferrado”.

    Em nenhum momento os policiais envolvidos deram-se conta de que eu era jurado do fórum criminal de São Paulo e que, para exercer essa função, não se pode ter cometido qualquer ato que desabone o cidadão. Estava de posse de documento comprobatório dessa minha condição, o que foi ignorado, desprezado pela polícia.

    Cheguei em casa por volta da 0h30, e quando voltei ao trabalho, todos os funcionários que eu encontrava, perguntava do assunto. Além, disso um investigador que trabalhava na Prossegur, interrogou-me e afastado 15 dias. Retornando após a data, fui demitido. Alegação é que trabalha numa transportadora de valores não pode ter passagem policial.

    Durante anos, não conseguia ter uma vida normal, pois a cada policial que via, meu corpo tremia e a cada cidadão que perguntava, tive que contar a história pra me defender de um fato que me prejudicou em diversas vertentes.

  37. 3742
    Laila Rebeca da Silva 12/08/2008 - 23:59  Add karma Subtract karma  -2
  38. Saudações
    Racismo e injustiça, por que será que essas duas palavras estão estão tão ligadas? É isso que me pergunto quando penso na história dos negros.
    Eu sou branca e loira, mas nunca me achei melhor do que ninguém por causa da cor.
    Muitas vezes já vi afro-descendentes sofrerem só porque têm a pele mais escura.
    O preconceito atinge muitas pessoas, até eu sofro preconceito por ser loira. Muitos me chamam de “loira burra” sendo que sou esperta e sou ser humano como todos. Não sou melhor do que ninguém ou pior. Não vejo razão para julgarem os outros seja pela cor ou seja pelo que for.
    Antes de julgar os outros olhe para você mesmo e se lembre: “voccê também não é perfeito a ponto de julgar-se melhor que o próximo só porque é assim ou assado.
    Portanto, o preconceito é um veneno que atinge tanto você como a mim e o remédio é respeitar a pessoa pelo que ela é. E amar o próximo como a si mesmo. Aposto que se todos amassem o outro, o mundo seria melhor.
    Lembre-se pra Deus todos nós somos perfeitos, Ele não olha a sua cor nem aparência, ele olha o seu íntimo e conhece você no profundo.

    Aluno do 1º ano do Ensino Médio da E. E. Eliza Rachel
    Beijos e abraços no seu coração, fique com Deus.

  39. 3741
    Thays Souza 12/08/2008 - 23:54  Add karma Subtract karma  -3
  40. Caros leitores,
    Hoje venho através desta carta contar a vocês sobre um fato de discriminação racial que ocorreu com o meu primo Nadson.
    Nadson pegou uma condução rumo ao parque Itaim, no meio da viagem, uma viatura da polícia mandou meu primo e mais 3 negros descerem da lotação. Um deles, revoltado, quis saber o porque do enquadro. os policiais responderam que eles estavam com cara (cor) de suspeitos. O rapaz perguntou a causa da suspeita; sem meias palavras, o policial respondeu que só por serem negros já era o suficiente.
    Pelo jeito os 120 anos da abolição não foram suficiente para acabar com o racismo.
    Triste, mas esperançosa em um mundo e ser humano melhor, deixo meu abraço fraterno a todos.

    Aluna do 1ª ano do ensino médio da E.E Eliza Rachel

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