Racismo: se você não fala, quem vai falar?
Caros participantes da Campanha Cultural “120 anos de Abolição – Racismo: Se você não fala, quem vai falar?”, foi lançado o livro que reune as 120 cartas selecionadas dentre as que foram publicadas neste site e enviadas via caixa postal e urnas da ação.
Abaixo seguem os nomes dos autores dos 120 depoimentos e a origem de suas contribuições.
Agradecemos mais uma vez a todos pela participação.
1. Ademiro Alves “Sacolinha” (São Paulo – SP)
2. Adriana da Silva (Ribeirão Preto – SP)
3. Alex Borges da Cruz (São Paulo – SP)
4. Alex Victor da Silva (Guareí – SP)
5. Alexandre Ribeiro da Costa (São Paulo – SP)
6. Alexandre Tarlei Ferreira (Campinas – SP)
7. Aline Matos “Verônica Aline Matos Santos” (São Paulo – SP)
8. Altamir de Souza (Internet)
9. Amanda de Almeida Martins (Internet)
10. Amanda Fortunato Araújo Sousa (Internet)
11. Ana Claudia Ferreira (Brodowski – SP)
12. Ana Paula da Silva (Jaborandi – SP)
13. Ana Paula Paz (Internet)
14. Anderson Oliveira da Silva (Sorocaba – SP)
15. Antonio Luiz Junior (São Paulo – SP)
16. Aparecida Judith Paglioni (Internet)
17. Bárbara Kevellyn F.P.A. Pessoac (São Paulo – SP)
18. Benedito Carlos Arruda (Itu – SP)
19. Brenda Eloisa da Silva Vasconcelos (Cerqueira César – SP)
20. C.R.C.F (Fundação Casa – São Paulo – SP)
21. C.R.V ( Fundação Casa – São Paulo – SP)
22. Caíque Lucas de Oliveira (Fundação Casa- São Paulo – SP)
23. Caren Cristina Felipe de Oliveira (Matão – SP)
24. Carlos José de Oliveira (São Paulo – SP)
25. Celso Amaral Silva (Internet)
26. Chaire Dali da Silva (Internet)
27. Chindalena Ferreira Barbosa (Internet)
28. Claudia Pereira da Silva Soyombo (Internet)
29. D.B.Cursino ( Fundação Casa – São Paulo – SP)
30. Daniele C.B. Veríssimo (Rio Claro – SP)
31. Débora Raquel dos Santos Alves (Campinas – SP)
32. Delvanir Alves de Souza (São Paulo – SP)
33. Denise maria Perissini da Silva (Internet)
34. Dileuza Maria M.Godoy (Mogi Mirim – SP)
35. Djacelina Chrispim (Internet)
36. Donizete Cavalcante Ruços (São Paulo – SP)
37. Edilson Pereira Nunes (Internet)
38. Edson Luiz de Almeida Costa (Internet)
39. Eduardo Tranquillo (São Paulo – SP)
40. Eliana de Lourdes Felipe (Mogi Mirim – SP)
41. Eliel Paixão de Souza (Internet)
42. Elisabete Aparecida Prado de Campos (Internet)
43. Elpídia Vitalina Pinto Damasceno (Internet)
44. Elvis Cassiano da Silva (São Paulo – SP)
45. Erick “Poodle Favelado” Silva (Santo André – SP)
46. Fábio Luis Araújo Seixas Junior (Internet)
47. Fabrício Bonassa (Internet)
48. Felipe Augusto Santana (Rio Claro – SP)
49. Fernanda de Lourdes Neachic (Itapetininga – SP)
50. Francisco Marcelo Campos Leonel (São Paulo – SP)
51. Gilsinei de Jesus Freitas (Internet)
52. Gleferson Vinicus Francisco (Fundação Casa- São Paulo – SP)
53. Gomes (Internet)
54. Guilherme Ferreira Fernandes (Franca – SP)
55. Hebert Ferreira (Internet)
56. Henrique S. da Costa (São Paulo – SP)
57. Igor Cesar de Britos (Fundação Casa- São Paulo – SP)
58. J.C.C.S – (Fundação Casa – São Paulo – SP)
59. Jair Bento Quirino (Internet)
60. Jaqueline Aparecida Schulter (São Paulo – SP)
61. Jeferson Reis de Jesus (Mogi Mirim – SP)
62. Jefferson José Simões (São Paulo – SP)
63. Jéssica da Silva Morais (Itanhaém – SP)
64. Jhonatan Vinicíus dos Santos Fernandes (Fundação casa – Franca – SP)
65. João P de Góes Fo (Campinas – SP)
66. Jonatas Martins Goes (Internet)
67. Jonathan Pablo da Silva Mendes (Miguelópolis – SP)
68. José Abílio Ferreira (Internet)
69. José Carlos Guirado Júnior (São Paulo – SP)
70. José Sebastião de Lima “Zé Lima do Boxe Taquaritinga” (Taquaritinga – SP)
71. Juliana Aparecida Ribeiro (São Carlos – SP)
72. Kamylla Santos da Silva (São Paulo – SP)
73. Kiusam Regina de Oliveira (Internet)
74. Laudelina Ferreira da Silva (Bebedouro – SP)
75. Leandro Lopes Silveira (Internet)
76. Leci Silva – Leci Brandão (São Paulo – SP)
77. Letícia Rizzi Prescilio (Internet)
78. Lucia Camargos (São Paulo – SP)
79. Luis Alberto da Silva filho (Internet)
80. Luis Carlos dos Santos Menezes (Internet)
81. Luiz Fernando Costa de Andrade (Araraquara – SP)
82. Luiz Gonzaga Vieira da Rocha (Taquaritinga – SP)
83. M.P.de S (Fundação Casa- São Paulo – SP)
84. Manoel Sena Junior (Internet)
85. Marcelo Henrique Geremias (São Paulo – SP)
86. Márcia Venâncio (São Paulo – SP)
87. Maria Antonia (Internet)
88. Maria Aparecida Bahia (Taquaritinga – SP)
89. Marisa Edite Candinho dos santos (Internet)
90. Marly Pimenta (Internet)
91. Milton da Rocha Marques júnior (Internet)
92. Natalie Aparecida Dantas Santos (Matão – SP)
93. Rafael Nepomucerno (São Paulo – SP)
94. Raquel Prescilia de Paula Santos (Praia Grande – SP)
95. Regina Barros Goulart (Internet)
96. Ricardo Dias (Internet)
97. Roci Felippe Baptista (Internet)
98. Rodrigo Vieira da Trindade (Internet)
99. Rosana Aparecida Malavazzi (Internet)
100. Rosana da Silveira (Internet)
101. Rosana Machado (Mogi Mirim – SP)
102. Rosilda Silva Souza (Internet)
103. Rubens Fortti Pereira (São Paulo – SP)
104. Sandra Aparecida Julião (São Paulo – SP)
105. Santas de Lourdes Santos Pereira (Internet)
106. Saulo Gomes de Oliveira (Guaraci – SP)
107. Severina Paulino Rodrigues (Iaras – SP)
108. Simone Cristina de Castro (Internet)
109. Suelen de Camargo (Salto – SP)
110. Svetlana Ogerzow (Lana) (Santo André – SP)
111. Tainara Mateus Moyses (Barretos – SP)
112. Tamiris C. Gomes (Matão – SP)
113. Tatiana de Carvalho Duarte (Internet)
114. Teresinha de Oliveira Marciano Costa (Caraguatatuba- SP)
115. Valter de Oliveira Alves (São Vicente – SP)
116. Vanda Maria Zanini Toledo (Internet)
117. Vera Lúcia Cirino (São Carlos – SP)
118. Victoria Lemos de Cerqueira (Internet)
119. Wagner AP. Silva Moraes (Mogi-Guaçu – SP)
120. Wesley Fábio Faustino Pereira (Piratininga – SP)
Contarei um fragmento de vida de minha irmã. Desde que nos mudamos para Caieiras ela sempre foi aluna exemplar em todos os sentidos. Bem quista e estimada pelas professoras. Na década de oitenta formou-se no antigo magistério, iniciando sua carreira profissional na rede pública estadual e municipal em São Paulo. Em paralelo realizava o curso superior de pedagogia. Da sua turma de formandas do magistério no “Walter Weisflog”, colégio na época conceituado em Caieiras pois aprovava vários alunos para a USP ela foi a única de uma turma de 30 que ingressou na Universidade. Terminou seu curso e ingressou como docente para a formação de professores no antigo CEFAM- Centro de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério. Foi aprovada em primeiro lugar e um dos primeiros concursos para pedagogo a nível estadual na cidade de Franco da Rocha e região e iniciou seus trabalhos no Centro de Convivência Infantil do Hospital de Custódia de Franco da Rocha. Como única negra com nível superior em uma sociedade precária em todos os sentidos há 30 anos atrás, ela não ganhou a simpatia e respeitabilidade das pessoas. Teve inúmeras dificuldades para estabelecer-se como profissional, mesmo concursada. Por decisão própria e já não agüentando mais as pressões sociais de negação de sua valorização profissional, ela resolveu pedir sua exoneração do cargo de pedagoga do Centro de Convivência Infantil para ser apenas professora. Nesta época ela apenas uma moça bonita, que tinha seu trabalho bem remunerado e pensava em se casar com seu namorado. Naquela época os professores e pedagogos não eram tão mal remunerados…
Aliada a estas dificuldades, mesmo com faculdade e pós-graduação, naquele tempo foi uma das únicas da turma do “magistério do Walter” que NUNCA foi convidada para exercer o cargo de direção escolar ( naquela época quase não haviam concurso para diretores e os mesmos eram “convidados” para o cargo). Todas as suas colegas mesmo sem formação universitária e qualificação inferior já sentavam nas cadeiras de diretoras. E só depois de muitos anos é que foram fazer o curso de pedagogia e muitas delas com cursos vagos quinzenalmente ou mensalmente (Isto foi antes dos cursos a distância serem uma febre em nosso país).
Minha irmã continuou sua luta e caminhada independente de suas colegas e realizou outras pós-graduações. No CEFAM ela foi eleita pelos alunos e colegas de trabalho a coordenadora da instituição, mas não pode assumir seu posto pois conforme o diretor não concursado daquela instituição na época informou-lhe que a eleição não foi válida para aquele ano e sugeriu que se esperasse o próximo ano para que ela assumisse o cargo depois. Fato que não aconteceu e outras e novas pressões em seu trabalho começaram a ocorrer.
Cansada de sua desvalorização profissional no âmbito público, montou uma escola privada de educação infantil e quando da aprovação de suas instalações para o ensino fundamental ela sofreu inúmeras exigências, as quais suas antigas colegas do “magistério do Walter” também donas de escola privada acumulando cargos públicos, não passaram pelas mesmas exigências; embora se diga que no Brasil as leis são iguais para todos, mas a interpretação muda conforme a “fachada” do sujeito…
Para encerrar este breve fragmento de vida quis dizer que: mesmo quando se tem qualificação, esforço e competência, uma mulher negra tem muito mais dificuldade em galgar seu valor e espaço social. Minha irmã é um dos muitos exemplos que revoltam e entristecem pois a única explicação plausível para tantas portas fechadas quando se possui qualificação, competência e experiência formal acima daqueles que estão ao seu redor concorrendo às chances que a vida dá a todos só pode se explicar por racismo e preconceito.
Quando ainda vão dizer que o problema no Brasil é de estudo e qualificação e pobreza quando há inúmeros exemplos de negros com qualificação e competência que estão em situação social e econômica abaixo da de um branco com qualificação, experiência e competência formal inferior a dele?
Esta é apenas uma história, mas conheço na minha família e outros conhecidos negros muitos crimes impunes de racismo. Nas classes médias e altas, como era o ambiente que freqüentávamos em Caieiras, não há um racismo explícito. Há uma forma sutil de impedir pessoas como nós a crescer em ambientes predominantemente branco, mesmo quando se tem qualificação…Para meus sobrinhos e filhos eu os educo para serem humanos, justos e lutarem para se desenvolverem. Mas a única resposta hoje no Brasil para a igualdade de negros e brancos e o combate ao racismo são as cotas. A única resposta para amenizar estas atitudes racistas indiretas que tantas negras e negros sofrem e nem percebem, chegando a ficar até “loucos” pensando que eles é que têm algum problema por não “conseguirem” melhores condições de vida com suas lutas…
Chega de tortura psicológica como acompanhei o sofrimento de minha irmã durante dias e noites de choro e sofrimento contínuo, frente a um racismo invisível e sem nome que nos mina aos poucos, tão forte como as chibatadas no tronco após a tentativa de uma fuga. Ainda estamos fugindo, para encontrar uma sociedade que nos trata com igualdade e valorização. Estamos sofrendo, sendo martirizados em nossa carne que sofre ainda mais com o passar da idade, pois pouca evolução observamos em nossas vidas mesmo tendo o quádruplo de escolarização que nossos pais. Quero melhores dias para nossos filhos, para que suas lutas sejam mais instrumentalizadas: Cotas já! Nas universidades, nos concursos públicos e empresas privadas. Cotas já e urgente!!!
Um negro em São Vicente
São Vicente, 13 de agosto de 2008.
Eu nunca sofri racismo, mas já vi em novelas e em algumas lojas no centro de São Vicente (SP).
Estava andando na rua quando parei para comprar um CD de vídeo game em uma loja. |então, vi um negro entrando no estabelecimento não muito bem arrumado. Um vendedor pediu para ele se retirar da loja porque estava sujo e mal arrumado achando também que o cidadão não tivesse dinheiro para pagar pó que fosse comprar. Somente deixaram ele entrar na loja depois que ele mostrou o dinheiro
DEUS NOS FEZ TODOS IGUAIS!
Caro leitor,
A 120 atrás se comemorava a liberdade tão desejada pelos negros transportados da África ao Brasil para serem escravizados da pior maneira possível. Muitos deles nem conseguiram chegar, eram transportados em porões de navios negreiros, e por causa das más condições morriam. Mas aqueles que conseguiram, com certeza preferiam à morte, pois eram tratados de forma cruel e desumana.
Todo esse sofrimento durou por muitos anos. E foi então no dia 13 de maio de 1888 que a Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel abolia de vez a escravidão no Brasil.
Da África, esses negros que tanto sofreram trouxeram suas culturas. Com eles veio também o racismo, pois no tempo da escravidão eles eram forçados a aceitar a idéia de superioridade da raça branca. Nos dias de hoje ainda existe a desigualdade, o preconceito que dói tanto quanto as chibatadas do passado.
Daqui pra frente, tudo tem de ser diferente! Para que um dia este país tenha condições de lutar com igualdade pelos seus direitos, se não seremos sempre o país do futebol, do melhor carnaval, mas sempre carregaremos conosco o racismo, esse sentimento prevalecido pelo simples fato da pessoa ser “diferente” a você.
Para combater o racismo, será preciso agirmos como pessoas conscientes, que não se importam com todas essas diferenças, mas sim se importam em pensar que somos todos iguais, e o que apenas é alterado é o nosso DNA.
Racismo. Muitas vezes já passei por esse preconceito e já viu outras pessoas passarem.
Uma vez, eu, minha tia, minha prima e minha irmã estávamos no Mc Donald, no centro de São Vicente, quando chegou uma garota que chamou a funcionaria da lanchonete para limpara a mesa:
- Ande logo, limpa logo esta mesa rápido que quero sentar!
Por ela ter falado isso, olhei para ela por que achei um absurdo ela ter falado daquele jeito com a garota.
A garota olhou para mim e disse:
- O que está olhando? Eu não gosto de preto não!
Minha tia quase foi apara cima dela. Só que eu disse:
- Não, tia! Por que brigar com pessoas assim? Não vale a pena. Elas só merecem o nosso desprezo.
Mesmo assim minha tia ficou com raiva, mas também não deixou barato e disse para a ela:
- Eu sou preta com muito orgulho. Hoje em dia, nós negros, estamos valendo a mesma coisa que vocês brancos. Às vezes até mais, por isso que não estou nem me preocupando com que falou.
Depois disso, nós fomos embora rindo da cara de “sem jeito” da menina perante os outros clientes da loja.
Olá Amigo
Como vão as coisas, como é que é o racismo aí em sua cidade, estou escrevendo para dizer que o racismo é crime e que em minha cidade não são tanto os preconseituosos e eu não gosto disso.
Eu não gosto de racismo porque cada um tem sua pele. O racismo dá cadeia porque isso é preconceito, qualquer pessoa que se humilhada, discriminada, por sua cor de pele, pode recorrer a um processo judicial.
No Brasil existe muito racismo camuflado e que todo mundo faz questão de não enxegar, os alvos são sempre os mesmos, negros, mestiços e outras pessoas fora do padrão da moda, principalmente os mais pobres sofrem com a discriminação e não conseguem empregos, estudo, dignidade e repeito. Estas não tem vez na sociedade brasileira. Por exemplo basta visitar as faculdades, cinemas e teatros. Se tiver mais coragem, verificar o revéz da história, ou seja, favelas e presídios.
Claramente, nesses lugares, este racismo camuflado vem a tona e causa espanto em muitas pessoas que não querem encarar a verdade dos fatos.
Daqui para frente tudo tem que ser diferente! O brasileiro tem de valorizar e acreditar em suas virtudes, para que um dia este país tenha condições de lutar com igualdade pelos seus direitos e por todos nós. Caso contrário, seremos sempre o país do futebol, do melhor corredor do automobilismo, do melhor carnaval, mas nunca teremos cadeira fixas no conselho mundiais.
Eu tenho exemplos que eu não sou racista, tenho avós, primos, tios e amigos que são negros e eu trato muito bem eles porque eles são igualzinhos a nós.
Estou escrevendo uma carta não só por escrever, mas, para ter em um mundo melhor sem preconceitos, porque preconceito é crime. Acorda Brasil, Racismo e Preconceito, vamos dar um fim nisto.
Marcos Rojério da S. Favári
“SE VOCE NÃO FALA, QUEM VAI FALAR?”
ASSUMIDO OU NÃO ELE ESTÁ ENTRE NÓS
O racismo é um problema que ia vem sendo enfrentado há muito tempo e no Brasil isso não é diferente, 87% dos brasileiros admitem que há essa discriminação por raça, mas só 4% admitem ser racista.
Teorias muito antiquadas intitulam a raça como um fator de muita importância na sociedade, o fato é que muitas pessoas ainda são aptas dessa inverdade, mas poucas admitem isso.
O racismo é uma ideologia errada e que deve ser a mais discutida possível para que todos entendam e se conscientizem que raças humanas distintas não devem ser tratadas como superiores ou inferiores, pois todos nós temos uma capacidade e problemas, mas a cor da pele, a maneira que você nasceu não pode tornar um problema e sim uma igualdade porque todos nós temos que ter orgulho de nossa raça e nossa cultura.
Muitas campanhas já foram feitas, embora sem sucesso. Mas a atitude certa é ensinar as nossas crianças, pois assim, formaremos uma sociedade melhor, onde sua raça não vai determinar até onde você pode ir.
EE Prof. Cesídio Ambrogi
Panorama, 05 de Agosto de 2008.
Minha amiga…
Espero que esta carta encontre você e sua família na mais perfeita saúde.
Escrevo-lhe desta vez, para falar sobre um assunto meio diferente: o racismo.
O racismo ainda é muito grande, e fere demais o sentimento dos outros,
pois magoa de um modo muito forte.
Antes eu não me tocava quando falava com alguém e encerrava a nossa conversa com ela saindo cabisbaixa, e agora percebo como são realmente as coisas.
Por isso te escrevo de uma forma bem profunda, e peço-lhe que faça o mesmo com seus amigos, e que eles também passem a frente, pois é esse pequeno ato que poderá mudar o mundo.
E é mais que obrigação; é nosso dever lutar contra o racismo, pois mesmo sendo minimamente moreno, você, eu, ou qualquer outra pessoa pode sofrer o preconceito racial.
Bom, eu já vou finalizando.E jamais se esqueça de tudo que te escrevi.
Beijos e abraços, de sua amiga: Thais!
PRECONCEITO: UM JULGAMENTO SEM RAZÃO
O racismo nasce de um “pré-conceito” das pessoas.
Elas são julgadas pela sua cor, sem ao menos ter chance de mostrar seu interior.
Quem julga não quer ser julgado, e quem é julgado não acha certo julgar.
Racismo qual o seu verdadeiro significado? Quem foi o racista número um que criou este ato de julgar sem conhecer, sem saber ao menos se podemos.
Já vi e ouvi falar de várias teorias tentando explicar, o que não tem explicação.
Um ato criado por gente sem coração.
Queria entender o porquê do racismo, pois ao meu ver somos todos seres humanos, cada um com sua diferença, seu jeito de ser, mas todos com o mesmo desejo de ser feliz.
Se o sol nunca deixou de brilhar para ninguém, quem somos nós para julgar alguém.
EE Prof. Cesídio Ambrogi
Existem no Brasil, pessoas que acreditam ser superiores a outras por pertencerem a esta ou aquela raça.
Desconsideram a inteligência a capacidade e o caráter das pessoas apenas olhando para elas. Acreditam que a cor da pele e determinados traços fisícos são suficientes para dizerem se a pessoa merece confiança e respeito.
Muitos seres humanos sentem na pele as conseqüências do racismo: são maltratados no dia-a-dia, muitas vezes confundidos com bandidos, tem maior dificuldade para conseguirem trabalho e quando conseguem, são trabalhos pesados e mal renumerados. Muitas vezes são escravizados ou obrigados a trabalharem em coisas ilícitas.
É muito triste saber que esse tipo de coisa ainda acontece, pois somos iguais perante Deus, fomos feitos com capacidade e inteligência, independente da raça a que pertecemos.
Além de mais é ignorância dessas pessoas acreditarem que são superiores e que pertecem a raça “pura”, pois quase todos os grupos humanos atuais são produtos da mistura de raças.
Beijos! Vitória Layla
SE VOCE NÃO FALA, QUEM VAI FALAR?
PRECONCEITO, A MÁSCARA DA IGNORÂNCIA
Visto em diferentes lugares, o racismo tornou-se constante.
O preconceito racial é uma maneira ignorante de se expressar, pois todos somos iguais, independentemente de raça, cor, idade ou nacionalidade.
Para evitar esse mal, é preciso informação, pois ter um “pré-conceito” de uma pessoa, é tomar decisões precipitadas, que dizem respeito o caráter dessa pessoa.
Quem sofre o preconceito, se sente basicamente ignorado pela sociedade.
Uma sociedade na qual luta pela inclusão social e não se dá o respeito de colocá-la em prática.
Sofrer preconceitos é uma experiência horrível, pois só quem já o sofreu sabe dizer o que sentiu.
Devemos prestar atenção em nós mesmos, e só assim perceber que todos somos iguais, e que o preconceito nunca deveria ter existido.
EE Prof. Cesídio Ambrogi
UMA COISA FORA DE MODA
Quando você tem preconceito por alguém, você rouba o direito dela de ser o que é.
“Racismo é quando você pensa ser superior a uma raça e ter o direito de exercer domínio sobre ela”.
Racismo é uma atitude de ignorância do brasileiro, pois será que ele já parou para pensar de onde é sua origem?
Os indígenas (primeiros povos que habitaram o Brasil), os negros (povos trazidos para trabalhar como escravos) e não podemos esquecer dos portugueses (descobridores desta terra).
Afinal de contas, aqui se instalaram povos de todos os lugares do mundo, nós brasileiros, somos feitos com várias etnias e com as misturas dos povos nasceu o nosso Brasil.
Viramos um país que é hospitaleiro até demais, com os estrangeiros e muitas vezes ignoramos nosso povo.
Racismo é crime, portanto qualquer pessoa que se sentir discriminada por sua cor de pele, religião, opção sexual… pode denunciar quem cometeu o crime.
No Brasil, existe racismo sim, mas não vejo o porquê dessas pessoas agirem com tal ignorância, até parece que está virando uma guerra inter-racial, em pleno século XXI quando a maioria das pessoas já entendeu há anos que é através da união que obteremos a paz.
Pessoas racistas usam as mesmas palavras de orgulho, nossa ração, unificação, etc, de uma pessoa que levou um país à guerra, Adolf Hitler militarista e racista.
É triste pensarmos que moramos em um planeta tão bonito e coisas como essas tão inúteis vem acontecendo, o Brasil já deve estar cansado de ser chamado o país do futebol, do carnaval etc. Devemos passar a ser chamado como um país que é uma mistura de raças e que tem orgulho de sua nação.
“Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho do olhar, sempre haverá guerra”. (Bob Marley).
“Onde você esconde o racismo?
Não o esconda, jogue-o fora!”
EE Prof. Cesidio Ambrogi
Excelentíssimo senhor presidente
Ocorreu um fato que me deixou chocada e que para mim é crime. Estava na rua quando um moço negro estava atravessando a rua na faixa de pedestres. De repente veio um carro com tudo e quase o atropelou e ainda por cima o chamou de macaco. Isso pra mim tem que ter punição pois não é justo a pessoa nãp poder se defender. Gostaria que lesse com atenção e refletisse muito ao ler esta carta.
muito obrigada
atenciosamente
Aline Moretti
Sou herdeiro de uma centenária fábrica de correntes de ferro e tenho um ponto de vista no mínimo peculiar a respeito da abolição. Fabrico correntes, que prendem peças, travam portões, fecham saídas, enfeitam e, há algumas décadas ganhou um sentido pejorativo significando também, prisão ou ausência de liberdade.
Eu só fabrico as correntes, nao sou o fabricante do cadeado que une as pontas da corrente, nem o construtor da base na qual se fixa a corrente com o cadeado e muito menos o Criador daquele que acorrenta ou do que foi acorrentado; estou indignado pois muitos de meus clientes me acusam de trabalhar contra a abolição e, eu discordo: eu e minhas antigas gerações só faziamos as correntes, aliás, eu acho mesmo que eu contribui em favor da abolição afinal ela só ocorreu pois haviam amarras ou correntes que deveriam ser quebradas gerando entao o espirito de liberdade que fora mascarado pela injustiçada corrente de ferro. Acho mais ainda: pessoas que condicionam a sua liberdade `a uma corrente e, ainda assim conseguem se erguer, trabalhar com o unico propósito de se alimentar essencialmente para evitar a morte e, sobrevivem a essa subsistência, sao geradoras de uma herança genetica aperfeiçoadamente resistente e mais fortes do que qualquer outra raça do planeta.
A corrente que prendeu, incitou a liberdade, a que trancou as portas de entrada ou de saída, encorajou transpor barreiras e, a quebra das correntes trouxe mais beneficios ainda, pois aquele que acorrenta, percebendo a fragilidade de suas correntes, encomendou correntes mais fortes e o acorrentado por sua vez, conheceu, por evolução, o outro lado das tais ” barreiras intransponíveis”. Ficou mais forte ainda.
Enfim, eu só fabrico as correntes e, vendo para inúmeras pessoas que as utilizam das mais variadas formas. Estou aqui para dizer que acredito ter feito parte da historia da abolição que usou por tantos anos um produto tão singular como a corrente de ferro para incutir uma condição imposta por um ” poderoso” à “um outro mais poderoso ainda”, só que negligente de seu poder há 120 anos : o negro.
Viva a evolução, a inteligência, a força humana e, as correntes quebradas, afinal de contas eu vivo de fazer correntes. um beijo a todos os meus clientes de hoje.
“Nega do Cabelo Duro….”
Foi este o refrão que ouvi ofensivamente quando entrei no ônibus, e gargalhadas altas gargalhadas.
Conviver com o preconceito dá revolta e dá dor…
Olhei nos olhos da família que ma insultava.
Deveria ter dito algo?
Cansei…
Em quatro meses que estou em Fortaleza, cansei de receber insultos por ser negra
“Negro, deus que me livre… O raça que deveria nascer morta!”
Pra quem eu reclamo??
Sou de São Paulo e estou aqui para fazer mestrado.
Andar pelas ruas, ir ao shopping, ir a igreja é um desafio diário.
Sou extra terrestre??
Cansei!
As palavras mais que dizerem, elas fazem; e eu tenho sentido na alma o poder das palavras malditas, racistas…
São Paulo, 13 de agosto de 2008
Racismo: Se você não fala, quem vai falar?
Nasci pardo, era isso que estava escrito na minha certidão de nascimento. Os anos passam e na infância o encontro com as diferenças vai sendo construído. A escola, a turma da rua, o futebol. Fazemos escolhas e somos escolhidos. E algumas coisas vão acontecendo, indiferenças, comportamentos hostis de recusa que parecem não ter explicação lógica. O “primeiro macaco” ninguém esquece ou mesmo o primeiro “elogio” no futebol: “Legal Pelé, agora toca a bola!”, também não é difícil de esquecer.
A vida vai passando e as tias sempre perguntando, “e ai? Tá namorando? Como ela é? Veja se o cabelo dela é bom?” e outras perguntas que fico com vergonha de escrever…mas não posso culpá-las pelas indiscrições “raciais”, a TV que elas assistem, a escola delas e a minha, um padrão é imposto. O cabelo bom é o liso e loiro, o galã é branco…o senhor colonial da novela é vilão, mas tem respeito.
E vamos caminhando. Da fase adolescente no colégio particular, percebo que sou o único (na verdade não, vejo que não sou único, mas naquele ambiente, somos poucos), aceito ali com restrições invisíveis, mas que se tornam visíveis e fatos como: convido o primo branco pra jogar basquete no colégio, fim de semana, o guarda da instituição nos para no caminho, “ei você! A carteirinha! Meu primo com as mãos vazias faz cara de quem não a tem, mesmo por que não é aluno! Mas, antes que eu possa dizer algo, vem o golpe, se dirigindo ao meu primo, “você não, eu seu que você é aluno! (e ele não é)”. Tiro minha carteira e mostro “quem é o aluno!?”, o guarda sem constrangimento e sem desculpas, libera os dois para ir a quadra! Um basquete amargo naquele sábado, o “toco” veio antes do jogo.
O tempo passa ainda mais, vem os primeiros trabalhos, a busca imposta de ser o melhor, mais e mais por ser negro (o pardo ficou na certidão) e chegamos a universidade, sem cotas, mas não digo isso por ser contra elas, digo, por que tive oportunidade (dada pela família) e a agarrei. E elas, as cotas, são a oportunidade que falta para muitos, para que não nos sintamos “poucos” em locais públicos como a universidade pública (desculpe a redundância). Alguém já disse, “ser negro no Brasil é uma questão política”, e essa pessoa está certa, pois o pardo da certidão nada significa, pois ter orgulho de ser negro, se falar negro, não é querer se separar ou pregar a desunião “racial”, é sim querer entender cada vez mais o Brasil, a minha nação e a história de sua formação. É ter orgulho do que construímos e de onde viemos, e poder andar de cabeça erguida e que a oportunidade de convivermos com o diverso seja a nossa maior bandeira. Como iniciei essa carta, digo, nasci pardo, mas hoje tenho orgulho de dizer, sou negro.
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Dossiê Conceição
Nascido na cidade de Santos, no bairro do Macuco e criado no Bairro da ponta da Praia bairros considerados periféricos com alto índice de criminalidade para época.
Moleque acostumado nos campinhos de futebol construídos em terrenos baldios, onde saíam vários futebolistas, tais como Bianchi, Toninho Silva (ex-Santos F.C.), Gilberto Costa (volante) Antenor (Saade) (Santos), Zeola (Inter de Bebedouro), Leivinha (Inter de Bebedouro e São Paulo F.C. etc.
Locais freqüentados por garotos de vários bairros, alguns garotos esses, que conhecíamos do colégio ou dos eventos realizados nas periferias, como parques de diversão e circos.
Entre os anos de 1970 e 1972 reuníamos para uma partida de futebol num dos campinhos construídos pela turma e quando uma viatura da policia civil com três policiais, tendo alguns dos rapazes saído correndo com aproximação da viatura policial, eu e meu sobrinho de criação que nunca tínhamos tido problemas com a policia, ficamos sentados na ponte do canal 6 com a rua da Liberdade e em seguida fomos colocados na viatura acusado pelos investigadores, Paulo ribeiro, Fermino e Paulinho Espumone de participar de ameaça de morte feita por um maior de idade de nome Edson a Carlinhos da família Lopes.
Em seguida pegaram outro rapaz de nome Carlinhos Alemão, que nunca participava das partidas de futebol com nosso grupo, pois sabiam de sua fama como mau caráter.
Levaram-nos ao terceiro distrito (3º) DP, onde colocara-nos em uma sala. O pior estava para acontecer eu e meu sobrinho que éramos menor de idade, nos colocaram duas tarjas negras em volta de nossos olhos e fotografaram-nos e publicara as fotos no Jornal “cidade de Santos” juntos com Carlinhos alemão que era maior de idade sem tarja com equivoco de nos relacionar ao Edson e a Carlinhos Alemão que eram amigos. Época que jamais esquecerei, aonde a arbitrariedade e o autoritarismo sobrepunham a dignidade, o direito de igualdade de provar inocência na acusação talvez por ser pobre ou principalmente por sermos negros, onde por vezes era usado o termo pejorativo “um branco correndo é atleta e um negro correndo é ladrão”, puro racismo, pois minha consciência sempre teve bons exemplos, como forma de tratar a todos com respeito conforme a população de Santa Fé do Sul observara.
No dia seguinte a arbitrariedade e abuso de autoridade continuaram. Além de publicar nossas fotos no Jornal, fomos acusados por Carlinhos Lopes e sua genitora.
Família essa que não gozava de bom prestígio pela comunidade do bairro sendo os Lopes uma família numerosa de 15 irmãos “6 mulheres e 9 homens”, por esse motivo aproveitaram e batiam em vários meninos, inclusive eu fui uma das vitimas da família Lopes, por ser sozinho além de meu sobrinho que era mais novo de idade do que eu. Talvez por inveja de saber que nós estudávamos o seu “Lopes” (pai) trabalhava na Cia docas de Santos ganhava bons salários e mesmo assim só as duas moças, mais velhas e o Leopoldo haviam freqüentado a escola e os demais 12cirmãos semi-alfabetizados, talvez por seus pais não lhes cobrarem os estudos.
Após esse episódio levei ao conhecimento do Dr. José Gilberto e Nelsi ex-jogador do Santos e Kosmo de Nova Iorque, que nos dias dos fatos estavam sempre juntos com a turma de futebol e, que nos apoiaram porque sabiam do meu procedimento. Esse grave equivoco tenho sido gratificado com futuras seqüelas, sendo amenizada com a minha incorporação ao exercito em 1973, onde dei baixa após concluir meu tempo de serviços e no bom comportamento.
Em abril de 1974 após ter feito concurso fui admitido na Cia docas de Santos, permanecendo até junho de 1975, sendo demitido em razão do fracasso do porto, como centenas de novatos.
Em julho de 1975 fui admitido na SBS hoje SABESP, trabalhando como servente durante 9 meses pedindo demissão porque nesse período aguardava uma vaga na seção de marcenaria, pois havia feito concurso de carpintaria naval no SENAI período de 1968 a 1970. Como não conseguia a vaga resolvi pedir demissão.
Que após o meu pedido de demissão na SABESP trabalhei durante 6 meses como carregador de café no período de julho a novembro de 1976.
Em novembro de 1976 fui admitido pela Policia Militar, fiz 6 meses de estágio, sendo punido por uma só vez por uma licença cassada por vingança pelo sargento Fernandes “excluído da PM”, por vários delitos, mesmo após chegar a subtenente da PM.
Em 1977 após eu ter ido buscar uma namorada, passei próximo a casa do Carlinhos Lopes no Bairro da Aparecida (Santos) onde Carlinhos Lopes embriagado passou a xingar-me de palavras de baixo calão, após desentendimento, sem no entanto chegarmos as vias de fato. No dia seguinte ao entrar de serviço fui avisado que na noite do desentendimento com Carlinhos Lopes, este e sua genitora fora ao 6º BPM/I, e para se vingarem pelo desentendimento havido, entregaram um recorte de jornal com a minha foto.
Orientado pelo subtenente PM Adjunto (reformado) que percebera que era vingança da família Lopes e que este subtenente tinha conhecimento da fama da família Lopes. Após mais este episódio, minha vida continuou normal na PM onde recebi alguns elogios até o ano de 1984.
No ano de 1985 o 3º Sargento Gerson (falecido) que trabalhava no serviço reservado (p_2 pm) que tinha acesso as fotos e documentos naquela repartição passou a trabalhar na ronda setorial (serviços de rua) e a me perseguir culminando na prisão de 10 dias em 29 de outubro de 85, alegando motivos que não existiram, em virtude de uma moto que encontrada regularmente estacionada quando o carro do sargento da PM Barros ao tentar estacionar veio abalroar a moto, com a chegada do proprietário da moto, ambos chegaram ao acordo sendo liberado o carro do sargento, com a chegada da ronda setorial no local e cientificado do fato esse rodante mesmo sabendo que o 1º veículo era do sargento Barros e as partes já haviam chegado a um acordo, resolveu reter e guinchar a moto, por o proprietário estar sem habilitação no momento, mandando com que eu e o soldado Jardim (mais antigo) portanto responsável pelo setor, que aguardasses-mos o guincho que não apareceu até o término do nosso serviços que era as 3:00 horas da madrugada. Sendo que o proprietário não tinha habilitação no momento, conversando com o soldado Jardim, caso ele arrumasse um motorista habilitado se poderia levar a sua moto, o que foi aceito pelo soldado Jardim, tendo em vista a moto no momento do fato estar estacionada regularmente e o sargento Barros havia sido liberado com seu veículo.
No dia posterior ao encontrar-mos o rapaz as moto de nome Sérgio que era freqüentador da discoteca que trabalhávamos no final de semana. Disse-nos que o Sargento Gerson e outro motorista ao encontrá-lo em outra localidade o deteve após em seguida colo calo na viatura que ambos policiais levaram Sérgio para um local ermo agredindo e forçando esse rapaz a acusar-nos eu e o soldado Jardim de ter recebido propina, o que foi desmentido pelo proprietário da moto posteriormente no 6º BPM/I.
Sendo que após o período de 1985 até 1989 fui punido por várias vezes sendo clara a perseguição por parte dos meus superiores, tudo iniciado em o 3º Sgt. Gerson que trabalhara mo P-2, com algumas punições absurdas e punido por ter participado de uma reunião para fundação da Associação Beneficente que de todos que participaram, eu fui o único punido, sendo que como primeira reunião não tínhamos estatuto e a constituição nos dava este direito.
Se de 1985 a 1989 as coisas já não andavam boas, a partir de 1989 piorou pois passei a ser visto na PM como formador de associação beneficente, agitador e até comunista, denominação gratuita feita pelos superiores.
No Bol. Int. CPAI-6 nº 136/92 de 9 de abril de 1992, primeiro dia de capitão PM Luiz Paulo como comandante da 4ª Cia do 39º BPM/I. Esse vergonhosamente mentiu ao alegar que estava dormindo no posto, pois esse cmt sabia que não era verdade..
No Bol. Int. CPAI/6 nº 211, fui maltratado pelo colega no interior da unidade de saúde, inclusive com provas testemunhais e mesmo assim fui punido com 8 dias de prisão.
Em 1990 fui punido com 15 dias de prisão sem fazer, por ausência o que não aconteceu pois está fundamentado com documentos comprobatórios, além de ter avisado o comandante setorial (Sargento Heitor) que eu estava no interior da enfermaria da unidade, não caracterizava a ausência, que mesmo entrando com reconsideração de ato, comprovando minha não ausência não adiantou nada.
Que mesmo sendo um policial comunitário, pois trabalhei em vários colégios em Santos, com problemas de vandalismo e drogas, tais como: Colégio do Carmo, São Leopoldo, Cesário Bastos, Brás Cubas, Cleóbolo Duarte e Andradas, sendo sempre um elo entre comunidade e PM pois sempre coibi os problemas com muito diálogo e respeito pelos infratores, num período que pouco se falava de policia comunitária.
Por estar ligado aos esportes fui convidado pelo CEL PM RES. Paulo Guimarães para fazer parte da diretoria da Associação Desportiva da PM, onde fui diretor de esportes, diretor social, onde idealizei cursos preparatórios para cabos e sargentos, vários torneios de futebol de integração entre PM e comunidade, verdadeiras provas de meu empenho, dedicação e amor à causa policial militar que abracei.
Que no período de 1973 a 1974, servi Exército Brasileiro saindo com bom comportamento, 1974 a 1975 trabalhei nas CIA Docas de Santos, 1975 e 1976 ingressando em 1976 na Policia Militar Sabesp, sendo que 1978 após um período de ausência na prática de jogar futebol, fui convidado pelos diretores do Jabaquara AC, ficando até julho de 1983, quando fui baleado tendo de parar de jogar futebol.
Em 1996 fui pré-candidato a uma legenda para vereador do PMDB que com certeza teve uma influência negativa dos meus comandantes, pois com certeza eu teria êxito neste pleito eleitoral, sendo que até hoje estes tentam jogar atributos negativos a minha imagem, devido aos fatos acontecidos no período de 1970 a 1972 onde fui vítima do autoritarismo e da arbitrariedade pelo que me parece ira continuar, pois os motivos alegado pelo Sr, Capitão Carlos na presença dos vereadores de Santa Fé do Saul, no mês de Março/98 onde esse comandante alega que o soldado PM Conceição é um lobo com pelo de ovelha, que revistei o carro do filho do vereador “Zezinho do Escritório”, foi mentira, pois esse comandante sabia que quem revistou o SD PM César, que no mesmo dia o vereador em tela e seu filho foram na 4ª CIA/PM e ficou esclarecido que a revista efetuada pelo SD PM César foi devido a um veículo de marca Fiat da cidade Jales com quatro elementos suspeitos, haviam passado em frente ao Banco do Brasil, ao abordarmos esse veículo um dos elementos havia se comunicado com o filho do vereador, que no momento do fato, estava dentro do veículo trajando chapéu e óculos escuros sendo impossível para mim reconhecê-lo naquele momento. Que SD. PM César agiu em detrimento do serviço policial preventivo.
Ainda que o capitão Carlos ao fazer comentários sobre a minha conduta mais uma vez usou de má fé ao dizer que quando esta Sd PM fazia patrulhamento bancário teria sido grosseiro com uma senhora grávida, pois, havia por um pedido verbal do vice prefeito de Santa Fé do Sul, que ajudássemos na disciplina das bicicletas, que essa jovem senhora que estava grávida ao sair do Banco e ao dirigir-se a sua bicicleta, que estava virada de cabeça para baixo, como uma forma das pessoas lembrarem que não podia estacionar bicicleta na calçada, ao perceber que a bicicleta era dela, prontamente desvirei a bicicleta pedindo a essa senhora que não colocasse a bicicleta na calçada e não andasse na contramão de direção, que, essa senhora é sobrinha do Subtenente Carivaldo, e que ela é testemunha de que eu próprio desvirei a bicicleta.
Faziam quase trinta anos que passei por aquela situação, são 22 anos como policial militar e a perseguição continua, o desespero de causa deve ter causado amnésia no capitão Carlos, ou ele está se vingando porque dei nome aos bois da Câmara Municipal de Santa Fé de Sul. O presidente desta casa legislativa é testemunha ocular e ao auricular junto com o Dr. Sértio. Cap Carlos e Ten. Zentei e outros quanto a minha preocupação no constante a proliferação da droga na cidade de Santa Fé do Sul, pois no encontro pela regularização das leis das bicicletas, alertei sobre o problema das drogas.
Digo eu cadê o telefone disque-droga, comentado pelas autoridades presentes em novembro de 1997.
Será que alguém que trabalhava no período de 12 por 36 hs diuturnamente e fazendo faculdade no período noturno estaria alertando sobre as drogas preocupado com o movimento dos jovens teria envolvimento ou estria combatendo?
Ao ser transferido de Santa Fé do Sul para Fernandópolis conheci o Sd PM Silvio Padilha que por coincidência que também morador de São Vicente (não o conhecia de São Vicente) que Ra motorista do coronel Comandante de Fernadóplis, após minha demissão em 1998 encontrei o Padilha em 2001, já transferido da cidade de Fernandópolis para São Vicente e para minha surpresa o Padilha que garantiu que seria minha testemunha contra as armações que os oficiais haviam feito comigo e comandante do batalhão confidenciou a sacanagem que haviam feito comigo.
Mas devido a minha preocupação de represália dos oficiais, contra Padilha e sua família resolvi deixar tudo como estava mesmo sendo vitima de uma injustiça.
Sergio Luiz da Conceição
Ibitinga, 08 de agosto de 2008.
Racismo, uma coisa que tem que ter fim!
Quero dizer a você quer eu não sei de onde veio o racismo, e nem quando surgiu, mas só sei que racismo não é nada legal.
Racismo é um preconceito que uns têm de outras pessoas. Algumas têm preconceito de negros, de quem usa óculos, de quem é deficiente… tem vários, mas eu, você e todos temos que acabar com isso. todos nós somos humanos, todos nós somos iguais.
Ninguém sabe o que vai acontecer no futuro, mas eu imagino (e aposto que você também!) um mundoassim: um mundo com paz, sem sem guerra, sem discriminação, sem fronteiras sociais e principalmente sem preconceito e racismo. Tenho certeza que isso vai ter um fim, e peço a colaboração de todos porque com certeza, vamos viver em um mundo melhor.
É uma pergunta um tanto complexa, porém, de fácil definição. Pode-se começar observando o seguinte: Quantos funcionários de etnia negra você encontra trabalhando nos bancos? Quantos alunos negros são encontrados estudando em escolas particulares que não sejam ricos, negros com bolsa de estudos doado por alguém ou atravéz de outros fins? Quantos tem papéis de destaque nas novelas? Quantos apresentadores negros temos na mídia? Nas universidades públicas nem se comenta. Enfim, vivemos num país onde o racismo é colocado feito sujeira, debaixo do tapete. Ou seja, não existe uma transparência no assunto. Também pudera, nosso país é de total miscigenação. Será que faz algum sentido essa coisa nojenta de “preconceito racial” num lugar onde todos, ou quase todos temos um pouco dessa coisa linda e abençoada que é a pele negra bela e forte onde jamais se deve dar lugar ao preconceito, seja ele qual for? Deus deu o Sol para todos; Todos devemos ter um lugar ao sol. Quando entendermos que somos todos iguais e procurarmos fazer com o outro o que gostaríamos que fizéssem conosco, então o mundo será outro. No mundo haverá AMOR!
Racismo
Caro Leitor
Venho comunicar que o racismo está não somente no Brasil, mas no mundo todo.
As vezes uma pessoa negra vai numa firma proucurar serviço e não consegue devido a sua cor.
E essas pessoas são xingadas e maltratadas. Por causa da diicriminaçao, muitas até pensam em se matar.
São muitos os preconceitos raciais existente no mundo, por isso escrevi essa carta, pois me preocupo com todos os negros do mundo que sofrem esse tipo de preconceito.
Nome: Raquel Batista Barbosa Idade: 14 anos
Endereço: Rua Carlos César Tonello, 684
Cidade: Ribeirão Preto – SP E’Mail:
Escolaridade: 1º Grau
Como você se considera: (x) Pardo(a)
Carta
Bom meu nome é Raquel eu já passei por vários racismo e eu sofri muito a respeito disso e pior de todos, foi que me chamaram de travesti, eu sofri muito e me falaram, que eu parecia um homem negro e nunca ia arrumar namorado, mas eu dei a volta por cima e hoje sou uma menina feliz.
Agora eu sou uma menina muito triste, porque vejo algumas famílias com seus chefes desempregados e não conseguindo recursos para manter a família, principalmente quando o homem ou a mulher são negros impossibilitando o emprego.
Bom a minha história é essa e eu sou contra o racismo porque sei quando dói uma pessoa ser humilhada, mas eu aprendi a lição, não magoar a si mesmo por causa dos outros, não adianta sofrer pelo o que os outros pensam ou falam, sou feliz pelo que sou graças a Deus sou perfeita e negra, tenho o olhar para frente e sigo em frente.