Racismo: se você não fala, quem vai falar?
Caros participantes da Campanha Cultural “120 anos de Abolição – Racismo: Se você não fala, quem vai falar?”, foi lançado o livro que reune as 120 cartas selecionadas dentre as que foram publicadas neste site e enviadas via caixa postal e urnas da ação.
Abaixo seguem os nomes dos autores dos 120 depoimentos e a origem de suas contribuições.
Agradecemos mais uma vez a todos pela participação.
1. Ademiro Alves “Sacolinha” (São Paulo – SP)
2. Adriana da Silva (Ribeirão Preto – SP)
3. Alex Borges da Cruz (São Paulo – SP)
4. Alex Victor da Silva (Guareí – SP)
5. Alexandre Ribeiro da Costa (São Paulo – SP)
6. Alexandre Tarlei Ferreira (Campinas – SP)
7. Aline Matos “Verônica Aline Matos Santos” (São Paulo – SP)
8. Altamir de Souza (Internet)
9. Amanda de Almeida Martins (Internet)
10. Amanda Fortunato Araújo Sousa (Internet)
11. Ana Claudia Ferreira (Brodowski – SP)
12. Ana Paula da Silva (Jaborandi – SP)
13. Ana Paula Paz (Internet)
14. Anderson Oliveira da Silva (Sorocaba – SP)
15. Antonio Luiz Junior (São Paulo – SP)
16. Aparecida Judith Paglioni (Internet)
17. Bárbara Kevellyn F.P.A. Pessoac (São Paulo – SP)
18. Benedito Carlos Arruda (Itu – SP)
19. Brenda Eloisa da Silva Vasconcelos (Cerqueira César – SP)
20. C.R.C.F (Fundação Casa – São Paulo – SP)
21. C.R.V ( Fundação Casa – São Paulo – SP)
22. Caíque Lucas de Oliveira (Fundação Casa- São Paulo – SP)
23. Caren Cristina Felipe de Oliveira (Matão – SP)
24. Carlos José de Oliveira (São Paulo – SP)
25. Celso Amaral Silva (Internet)
26. Chaire Dali da Silva (Internet)
27. Chindalena Ferreira Barbosa (Internet)
28. Claudia Pereira da Silva Soyombo (Internet)
29. D.B.Cursino ( Fundação Casa – São Paulo – SP)
30. Daniele C.B. Veríssimo (Rio Claro – SP)
31. Débora Raquel dos Santos Alves (Campinas – SP)
32. Delvanir Alves de Souza (São Paulo – SP)
33. Denise maria Perissini da Silva (Internet)
34. Dileuza Maria M.Godoy (Mogi Mirim – SP)
35. Djacelina Chrispim (Internet)
36. Donizete Cavalcante Ruços (São Paulo – SP)
37. Edilson Pereira Nunes (Internet)
38. Edson Luiz de Almeida Costa (Internet)
39. Eduardo Tranquillo (São Paulo – SP)
40. Eliana de Lourdes Felipe (Mogi Mirim – SP)
41. Eliel Paixão de Souza (Internet)
42. Elisabete Aparecida Prado de Campos (Internet)
43. Elpídia Vitalina Pinto Damasceno (Internet)
44. Elvis Cassiano da Silva (São Paulo – SP)
45. Erick “Poodle Favelado” Silva (Santo André – SP)
46. Fábio Luis Araújo Seixas Junior (Internet)
47. Fabrício Bonassa (Internet)
48. Felipe Augusto Santana (Rio Claro – SP)
49. Fernanda de Lourdes Neachic (Itapetininga – SP)
50. Francisco Marcelo Campos Leonel (São Paulo – SP)
51. Gilsinei de Jesus Freitas (Internet)
52. Gleferson Vinicus Francisco (Fundação Casa- São Paulo – SP)
53. Gomes (Internet)
54. Guilherme Ferreira Fernandes (Franca – SP)
55. Hebert Ferreira (Internet)
56. Henrique S. da Costa (São Paulo – SP)
57. Igor Cesar de Britos (Fundação Casa- São Paulo – SP)
58. J.C.C.S – (Fundação Casa – São Paulo – SP)
59. Jair Bento Quirino (Internet)
60. Jaqueline Aparecida Schulter (São Paulo – SP)
61. Jeferson Reis de Jesus (Mogi Mirim – SP)
62. Jefferson José Simões (São Paulo – SP)
63. Jéssica da Silva Morais (Itanhaém – SP)
64. Jhonatan Vinicíus dos Santos Fernandes (Fundação casa – Franca – SP)
65. João P de Góes Fo (Campinas – SP)
66. Jonatas Martins Goes (Internet)
67. Jonathan Pablo da Silva Mendes (Miguelópolis – SP)
68. José Abílio Ferreira (Internet)
69. José Carlos Guirado Júnior (São Paulo – SP)
70. José Sebastião de Lima “Zé Lima do Boxe Taquaritinga” (Taquaritinga – SP)
71. Juliana Aparecida Ribeiro (São Carlos – SP)
72. Kamylla Santos da Silva (São Paulo – SP)
73. Kiusam Regina de Oliveira (Internet)
74. Laudelina Ferreira da Silva (Bebedouro – SP)
75. Leandro Lopes Silveira (Internet)
76. Leci Silva – Leci Brandão (São Paulo – SP)
77. Letícia Rizzi Prescilio (Internet)
78. Lucia Camargos (São Paulo – SP)
79. Luis Alberto da Silva filho (Internet)
80. Luis Carlos dos Santos Menezes (Internet)
81. Luiz Fernando Costa de Andrade (Araraquara – SP)
82. Luiz Gonzaga Vieira da Rocha (Taquaritinga – SP)
83. M.P.de S (Fundação Casa- São Paulo – SP)
84. Manoel Sena Junior (Internet)
85. Marcelo Henrique Geremias (São Paulo – SP)
86. Márcia Venâncio (São Paulo – SP)
87. Maria Antonia (Internet)
88. Maria Aparecida Bahia (Taquaritinga – SP)
89. Marisa Edite Candinho dos santos (Internet)
90. Marly Pimenta (Internet)
91. Milton da Rocha Marques júnior (Internet)
92. Natalie Aparecida Dantas Santos (Matão – SP)
93. Rafael Nepomucerno (São Paulo – SP)
94. Raquel Prescilia de Paula Santos (Praia Grande – SP)
95. Regina Barros Goulart (Internet)
96. Ricardo Dias (Internet)
97. Roci Felippe Baptista (Internet)
98. Rodrigo Vieira da Trindade (Internet)
99. Rosana Aparecida Malavazzi (Internet)
100. Rosana da Silveira (Internet)
101. Rosana Machado (Mogi Mirim – SP)
102. Rosilda Silva Souza (Internet)
103. Rubens Fortti Pereira (São Paulo – SP)
104. Sandra Aparecida Julião (São Paulo – SP)
105. Santas de Lourdes Santos Pereira (Internet)
106. Saulo Gomes de Oliveira (Guaraci – SP)
107. Severina Paulino Rodrigues (Iaras – SP)
108. Simone Cristina de Castro (Internet)
109. Suelen de Camargo (Salto – SP)
110. Svetlana Ogerzow (Lana) (Santo André – SP)
111. Tainara Mateus Moyses (Barretos – SP)
112. Tamiris C. Gomes (Matão – SP)
113. Tatiana de Carvalho Duarte (Internet)
114. Teresinha de Oliveira Marciano Costa (Caraguatatuba- SP)
115. Valter de Oliveira Alves (São Vicente – SP)
116. Vanda Maria Zanini Toledo (Internet)
117. Vera Lúcia Cirino (São Carlos – SP)
118. Victoria Lemos de Cerqueira (Internet)
119. Wagner AP. Silva Moraes (Mogi-Guaçu – SP)
120. Wesley Fábio Faustino Pereira (Piratininga – SP)
1. Panorama, 13 de Agosto de 2008
Prezado Senhor Ministro da Educação,
O senhor e eu sabemos que desde a época do descobrimento do Brasil, os negros têm sido tratados muito mal pelos outros. A verdade é que eles próprios se menosprezaram quando, ainda na África os negros mais fortes escravizavam os mais fracos, e os portugueses, ingleses, entre outros começaram a contrabandiar e fazer trocas, como se essas vidas não valessem nada, como se fossem mercadorias baratas.
Mas, o senhor não acha que isso deve acabar? Depois de 120 anos em que eles foram libertados pela Princesa Isabel, ao assinar a lei Áurea, eles ainda sofrem muito com a discriminação e as ofenças.
É incrivel como as pessoas podem ser tão racistas (sendo que os negros são nossos antepassados) e mesmo assim, são tratados de tal forma.
São poucas as pessoas que já tiraram a imagem de “negros escravos” da cabeça e os tratam como pessoas normais.
O senhor deve dar um jeito neste problema que sinceramente não deveria acontecer. Dê mais condições para estas pessoas estudarem e crescerem na vida, não as melhores (de risco), mas que dê para viver bem, de maneira digna e respeitada.
Ninguém deve maltratar ninguém, pois somos todos iguais, temos direitos e deveres iguais.
Atenciosamente
R.
No Brasil o racismo é levado a sério, as leis do país são muito fortes, mas muitas pessoas ainda nao respeitam.
o Brasil, uma terra totalmente linda, com paisagens deslumbrantes, mas com o problema do racismo nao evoluimos, e precisamos aprender que sem ela tudo seria muito melhor.
Houve o tempo da escravidão, dos negros trazidos pelos portugueses, hoje temos o racismo escondido, que tanto mal faz a todo mundo….Um Brasil sem ele seria mais lindo ainda.
lamento
quando ando pela rua
muitos me olham como se eu fosse um bicho.
quando corro, muitos gritam
pega, pega ladrão!
outros falam:
_ é o neguinho…
quando passo pela rua a noite
muitos se escondem
quando peço uma informação
eles nao me dão, eles me ignoram.
quando entro noônibus
de touca, muitos dizem:
_Oh! Meu Deus, assalto de novo!
Outros descem do ônibus
ligam para a polícia e falam:
_ é o neguinho, é o neguinho.,
mas nao impora se aqui eu for despesado ou mal visto.
o que importa é que nós todos iremos para o mesmo lugar
seja para o céu, ou para o inferno!
DANIEL JUNIOR.
Saõ Vicente, 13 de Agosto de 2008
Aos Srs. Educadores
Com certeza, apesar de já ter passado 120 anos de Abolição ainda existe racismo em nosso país. nem todos afirmam, mas a maioria das pessoas são racistas não só quanto à cor, mas também quanto à cultura, religião e classe social.
Isso tudo só acontece porque a lei ficou apenas no papel, sem ser cumprida e levada a sério, com respeito a todos os cidadãos. Mesmo que não queiram a igualdade entre todos, somos iguais uns para com os outros. Apenas temos qualidades diferentes que deveriam ser respeitadas.
Será que as pessoas abrirão os olhos para a verdade? Ou continuarão sem cumprir a lei, maltratando os seus companheiros só por terem cor diferente? Isso que tem que mudar ou o povo continuará sendo maltratado pela sociedade que não enxerga.
Caros leitores,
Para que possamos entender as relações raciais no Brasil é necessário recorrermos a nossa história. E para que possamos abolir o racismo é preciso criar determinadas leis políticas, e realmente respeitar os direitos humanos. Além da preocupação com políticas públicas, é preciso prestar atenção nos acontecimentos do dia-a-dia e enfrentar situações e pessoas racistas. Como este tema está sendo trato através do gênero carta, resolvi sair das discussões acadêmicas, que tendem mais para o histórico, e falar sobre relações cotidianas que envolvem o racismo.
O que me incentivou a escrever esta carta foi uma cena que vi, no dia antecedente ao momento em que escrevo, que mostra como esta campanha cultural é importante expomos as experiências de vida e os fatos cotidianos para que, assim, mudemos determinadas relações sociais e em específico as raciais. Calar só fará com que esse nosso quadro social continue diariamente exercendo o racismo e fortificando que esse ato desumano é natural e aceitável. E, como já diz a campanha, se nós não falarmos quem vai falar?
A cena que fez com que eu expressasse a minha indignação e tristeza com o racismo, que eu, minha família e amigos convivemos e lutamos para que essa atitude cruel não aconteça, ocorreu em um supermercado de Perdizes, um bairro nobre de São Paulo. Eu estava na fila do caixa quando dois clientes negros entraram no supermercado. No momento em que eles entram a operadora do caixa chamou um guarda que trabalha naquele local e, na frente de todos os clientes e sem preocupação e sem discrição, disse para que ele ficasse de olho nos rapazes, apontou “aquele careca e aquele de black”. Todos os que estavam na fila ouviram e olhavam para eles a distância. Os dois clientes foram até a prateleira, pegaram duas garrafas de vinho e se dirigiram para a fila. Observando este ato discriminatório pergunto: a partir de quando nós não presenciaremos situações racistas como essa?
No início do ano eu estava com uma prima em um hotel em Salvador, mais especificamente n o bairro Rio Vermelho. Nós estávamos em uma piscina que era de frente para o mar e ao lado havia uma escada que a saída era para a praia, descemos a escada e ficamos lá alguns minutos, quando estávamos voltando para a piscina um segurança começou a gritar dizendo que não podíamos subir, que era para paramos, minha prima e eu continuamos andando, pois já sabíamos que podíamos subir e, além disso, havia uma senhora e uma garota na nossa frente (as duas “brancas”) e o segurança poderia estar falando com elas. A senhora parou e disse para nós que o segurança estava falando conosco, nos viramos e perguntei porque nós não podíamos subir. O segurança disse que só hospedes é que podiam entrar naquela área. No momento em que a discussão ia começar um outro segurança que estava na piscina disse que nós éramos hospedes. Perguntei porque que nós fomos paradas e as mulheres da frente não, a senhora já percebendo a situação de racismo quis amenizar e disse que tínhamos que mostrar o cartão do hotel. E quando retruquei perguntando porque ela não mostrou, a mesma mentiu dizendo que havia mostrado, tudo para que aquela situação não ficasse mais incomoda e para que o assunto se encerrasse, porém, saímos com ela da praia e vimos que ela realmente não mostrou documento algum. Virei-me para o segurança e falei que sabia que não precisava exibir nenhum cartão para subir a escada e que nós estávamos muito bem por sermos negras e que ele precisava procurar ajuda para resolver uma doença séria: racismo. Diante disso, questiono a partir de quando uma pessoa negra poderá estar em um hotel caro sem ter que ficar falando inglês para que as pessoas as olhem como hospedes?
Essa é uma questão, mas há tantas outras questões que fazemos e ouvimos a todo tempo, como: A partir de quando uma mãe negra estará fazendo comprar a noite no supermercado com o seu filho “branco”, ainda criança, e não terá mais que ouvir “é ruim trabalhar a noite, não é?”. A partir de quando um jovem negro estará em uma entrevista de emprego junto com outros noves candidatos e todos falarem as universidades que estudam e quando ele chegar a vez dele responder o local em que estuda a pessoa que faz a seleção não perguntará somente para ele “Ah, você tem bolsa de estudo?”.
Esses exemplos são somente pequenos fragmentos das incontáveis situações racistas que os negros sofrem diariamente. É preciso trabalhar com políticas públicas sim, e também é imprescindível entender que as diárias observações e lutas contra o racismo são essenciais, dessa forma, as conquistas do negro brasileiro acontecerão todos os dias.
Espero o dia em que vamos comemorar 120 anos de abolição do racismo!
Fernanda Cristina Coelho
Panorama, 13 de Agosto de 2008
Prezado Senhor Ministro da Educação,
O senhor e eu sabemos que desde a época do descobrimento do Brasil, os negros têm sido tratados muito mal pelos outros. A verdade é que eles próprios se menosprezaram quando, ainda na África os negros mais fortes escravizavam os mais fracos, e os portugueses, ingleses, entre outros começaram a contrabandiar e fazer trocas, como se essas vidas não valessem nada, como se fossem mercadorias baratas.
Mas, o senhor não acha que isso deve acabar? Depois de 120 anos em que eles foram libertados pela Princesa Isabel, ao assinar a lei Áurea, eles ainda sofrem muito com a discriminação e as ofenças.
É incrivel como as pessoas podem ser tão racistas (sendo que os negros são nossos antepassados) e mesmo assim, são tratados de tal forma.
São poucas as pessoas que já tiraram a imagem de “negros escravos” da cabeça e os tratam como pessoas normais.
O senhor deve dar um jeito neste problema que sinceramente não deveria acontecer. Dê mais condições para estas pessoas estudarem e crescerem na vida, não as melhores (de risco), mas que dê para viver bem, de maneira digna e respeitada.
Ninguém deve maltratar ninguém, pois somos todos iguais, temos direitos e deveres iguais.
Atenciosamente
R.
Todo mundo nasce com o racismo.
O racismo tem de várias maneiras, cores, crenças, jeito de vestir, gostos musicais, faixa etária, no negro, na loira…
Para muitos de nos a pele escura pode inspirar nojo. assim como quem tem pouco dinheiro ou usa roupas velhas e sujas. esses são apenaas alguns exemplos da capacidade que o ser humano tem de classificar e discriminar o proprio ser humano. Isso mesmo, discriminar o seu semelhante só porque ele nao é tão semelhante assim. O pior é o que acontece quando alguem resolve tomar decisões com base nesses pensamentos. Desde pequenas brigas até mesmo grandes guerras e massacres.
Eu acredito que temos o direito de escolha, mas devemos saber respeitar as diferenças e entende-las como parte necessária da formação da sociedade.
Ao longo da história, a crença na existência de raças superiores e inferiores foi utilizada para justificar a escravidão ou o domínio de determinados povos por outros. Apesar de a escravidão ter sido abolida a 120 anos, o racismo continua e infelizmente, em um país onde a miscigenação é tão forte como no Brasil.
Há quem diga que nosso país seja livre desse mal, prém, muitas vezes essas pessoas são brancas e nunca foram vítimas do racismo. Em outros países, esse tipo de preconceito é fácil de se achar. No Brasil não, pois esse preconceito é dissimulado, o que eu considero pior.
Antigamente, no Brasil, o racismo era mais evidente, tanto na mídia, como no dia-a-dia. Com o tempo, porém, foram criadas leis contra o racismo e a intolerância aos negros diminuiu, mas não acabou.
Concluo que o Brasil ainda precisa melhorar muito nesse ponto, afinal, nós não somos brancos ou negros, somos seres humanos.
Aluna da 8ª série da Escola Estadual Gustavo Marcondes de Campinas/SP
Hoje em dia no Brasil e no mundo o racismo é frequente. Em todo o lugar que você vá, há um caso de racismo. Qual a pessoa negra que nunca sofreu um tipo de racismo? Qual o negro que nunca foi humilhado, maltrado ou desprezado?
Contudo, nós seres humanos somos todos iguais, todos temos um coração, um mundo e um Deus; enfim, somos todos um saco de ossos disfarçados por trás de maquiagens e roupas de marcas.
Já vi casos que os próprios negros dizem que não são negros, e que desprezam a sua própria raça.
Um caso polêmico de um famoso negro é o do Michael Jackson. Era um cantor POP negro que vendia milhões de discos por ser um bom cantor e dançarino. Esse mesmo homem pagou milhões de dólares por um tratamento que iria o deixar branco. A partir daí, todos os seus fãs perderam gosto por suas músicas e hoje ele não vende tantos álbuns assim. Neste caso, até as pessoas que são brancas acham isso uma humilhação à raça negra. Depois disso, Michael Jackson foi acusado de pedofilia e hoje responde um processo complicado.
E.E. Pedro Viriato Parigot de Souza, Engº
O racismo, na minha opinião, é a tendência do pensamento, ou modo de pensar em que se dá grande importância à noção de raças superiores umas as outras. Onde existe a convicção de que alguns indivíduos e sua relação entre características físicas hereditárias e determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais, são superiores a outras.
Para mim, o racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de pré-conceitos onde a principal função é valorizar as diferenças biológicas entre os seres humanos, em que alguns acreditam ser superiores aos outros de acordo com sua raça. A crença da existência de raças superiores e inferiores foi utilizada muitas vezes para justificar a escravidão, o domínio de determinados povos sobre os outros e os genocídios que ocorreram e ocorrem na história da humanidade.
Aluno da 8ª série da Escola Estadual Gustavo Marcondes de Campinas/SP
O preconceito hoje ainda continua muito grande, mesmo que diferente mas continua.
Hoje as pessoas que tem preconceito não insultam os seus semelhantes. Eles se afastam ou falam por trás da pessoa.
Acho terrível que em pleno século XXI as pessoas ainda tenham preconceitos. Não importa se é negro ou branco, homossexual ou heterossexual, se é evangélico ou católico, pois deveríamos respeitá-los da mesma forma como gostaríamos de sermos respeitados.
Não somos ninguém para julgar os outros, não temos nada a ver com a vida dos outros. Acho que não somos obrigados a gostar, mas sim a respeitar.
O que realmente importa é o que a pessoa é por dentro!
Sexo, raça, religião não importa e nem impede da pessoa ser boa ou ruim.
E.E. Pedro Viriato Parigot de Souza, Engº
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Ainda encontra-se preconceito nos lugares
Bom, para começarmos existem vários tipos de preconceito, não só de raça mas também de preconceito aos GLS, sem falar nas pessoas que são portadoras de deficiências físicas e mentais.
O preconceito é algo que pode se encontrar com freqüência nas cidades e lugares do mundo.
Muitas pessoas pensam que, pela cor da pele, você não pode ser igual as outras, não pode freqüentar os mesmos lugares, etc.
Nós precisamos entender que todos nós somos iguais e filhos de um só Deus.
A cor da pele da pessoa, não pode dizer se ela é uma pessoa má ou uma pessoa de bom coração.
Não se pode dizer que somente pela pessoa ser branca, morena, mulata ou negra, ela deve ser tratada com indiferença, pois todos nós somos iguais.
As pessoas e crianças que são portadoras de deficiências, não podem ser tratadas com indiferença e nem com dó, apenas temos que respeitá-las e sempre ajudá-las.
Bom, esse foi um pouco que eu falei sobre os preconceitos, pois estes são uns dos mais recentes, pois ainda existem vários outros tipos de preconceito.
E.E. Pedro Viriato Parigot de Souza, Engº
Meu amigo,
Olha o racismo aí. Com ele rolando solto não podemos bobiar e nem desrespeitar o negro de qualquer forma. E se ele não gostar pode até te processar. E você pode ser preso.
Somos todos iguais, osso, carne, mesmo jeito, só muda a aparência, moreno, loiro, ruivo, negro.
Defendo que somos seres humanas da mesma raça, sem essa de diferença meu amigo, a diferença foi palantada na sua cabeça pela indiferença de quem um dia quis o próprio homem explorar.
Negros, são iguais a você: racionais, humanos e diversos como o homem tem que ser.
Preconceito, tira essa da cabeça e aprende a respeitar.
Aluna da 7ª série da Escola Estadual Gustavo Marcondes de Campinas/SP.
Campinas, 12de agosto de 2008.
Caro, leitor
O Brasil completa 120 anos de abolição, muitos vão se espantar “nossa120 anos!”, mas ainda o racismo não acabou, a cada dia parece ganhar mais força, e nós temos que lutar por isso.
Conto aqui a historia de dois simples brasileiros grandes amigos em busca de um emprego. Certo dia uma empresa anunciou precisar de empregados. Os nossos dois amigos foram tentar a entrevista, marcaram e lá foram eles…em busca do emprego.
Lá havia mais dois rapazes, todos fizeram a entrevista e aguardaram resposta .
Os nossos amigos grande vantagem, pois eram mais qualificados. Uma semana se passou e a notícia: não haviam conseguido. Os dois inconformados com a má notícia, sem entender foram a uma lanchonete perto dali, sentaram-se em silêncio, e por acaso ouviram a conversa da mesa ao lado: – Eu não contrataria um negro nem morto. Estranharam e olharam, a pessoa era o gerente da empresa que não os tinha contratado que falava justamente deles.
O fantasma do racismo ainda ronda o Brasil temos que acabar com isso.
120 anos de ABOLIÇÃO em busca de um Brasil sem preconceito.
Atenciosamente,
Mayara Gava Dos Reis
A CULPA NÃO E’ DO RACISMO
ESTE BLOG ESTA ACABANDO E DURANTE TODO ESTE TEMPO,A IMENSA MAIORIA PÕE CULPA NO PROBLEMA (RACISMO),MAS NÃO ATACA A CAUSA DO PROBLEMA.DE NADA ADIANTA CRITICAR O GRUPO DOS,NÃO AFRO-DESCENDENTES,SE OS PROPRIOS AFROS,NÃO PROCURAM ATACAR A ORIGEM DESTE PRECONCEITO,QUE ESTA ENRAIZADA NO PROPRIO EGO DO AFRO-DESCENDENTE.DIGO QUE O MAL ESTA DENTRO DE VCS MESMOS,E ESTE MAL SE REFLETE TODA VEZ QUE ALGUM INDIVIDUO DESTE GRUPO,PISA NA BOLA,DEMONSTRA FALTA DE ETICA,MENTIRAS,FALSA MORAL,DEMONSTRA FALTA DE COMPAIXÃO,CIVILIDADE E RESPONSABILIDADE DE COMPROMISSO,INDEPENDENTE DA EDUCAÇÃO QUE RECEBA EM CASA OU NA ESCOLA.ACESSO A EDUCAÇÃO NÃO PESA NO QUESITO CARATER.E’ VERDADE QUE MUITOS PAGAM AS CONSEGUENCIAS,DESTE PRECONCEITO,MAS SE REALMENTE QUISEREM ACABAR COM O RACISMO,DEVEM CORRIGIR PRIMEIRO,OS DESVIOS DE CARATER,SEGUNDO A CULTURA BRANCO OCIDENTAL.
BONDADE E MALDADE SÃO INGREDIENTES,QUE INDEPENDEM DE RAÇA,COR,RELIGIÃO,CLASSE SOCIAL,EDUCAÇÃO,ETC…SEI MUITO BEM,NO RELATO VERDADEIRO E DOLOROSO DE MUITOS NEGROS,MAS DIGO O QUE PENSO,ESTES PAGAM O PREÇO DO PROBLEMA.
ESTAS PALAVRAS NÃO TEM O PROPOSITO,DE LEGITIMAR O RACISMO,APENAS RE-AFIRMAR RACISMO E’ O PROBLEMA,ATAQUEM A CAUSA DO PROBLEMA,OU SEJA CORRIJÃO A VCS MESMO,NÃO PONHA A CULPA NO BRANCO.COM O TEMPO O RACISMO FICARA’ IGUAL A MAQUINA DE ESCREVER,ANACRONICO,ULTRAPASSADO.
NÃO SOU RACISTA!!!
NEGROS E NEGRAS PENSEM NISSO !!!
BOA NOITE!!!
Nos nossos dias ou melhor na nossa decada é comum encontrar casais de brancos e negros, duplas de cantores de brancos e negros.Negros ocupando cargos eletivos em altos cargos em grandes empresas.
Mas será que isso é suficiente para dizer que não há racismo no Brasil.
A alguns dias
fui abordado por um policial e ele me chamou de negrão, questionei a sua atitude e ele agressivamente me disse do mesmo jeito que ele me chamou de negão eu poderia lhe chamar de brancão por um negro. É ai que se esconde o racismo. O racismo no Brasil saiu das atitudes mais grosseiras para as frases mais veladas. Quem mais sofre com a descriminação racial são as pessoas de menor poder aquisitivo , porque ninguem em sã consciência chamaria o Pelé de negrão. Eu tenho notado que o povo negro tem deixado de lado a identidade de que negro só poderá ter um futro profissional como jogador de futebol ou cantor.
Mas eu ainda vejo a indignação de certas pessoas ao dizerem você não gosta de pagode?
É ai que se esconde o racismo , e a partir daí que o negro deve se impor e dizer que tem gosto por outras coisas que qualquer outra pessoa tem. o modo de se tratar as pessoas , as escolhas que elas fazem são reflexos da familia e da sociedade em que foram educadas.
Espero que a nossa sociedade veja essa pequena atitude como essa das 120 cartas e a torne em uma grande conscientização.
Carta aos meus colegas negros
A humanidade inteira decidiu nos taxar como elementos indesejáveis na superfície da Terra. Temos experimentado todo tipo de racismo em diversas dimensões. Mas… nós somos mais do que parecemos. Se apenas relaxássemos nosso intelecto, abríssemos a nossa imaginação e os nossos corações, então descobriríamos a grande sabedoria interior que Deus nos concedeu, ao longo de gerações.
Não precisamos da permissão de ninguém ou de incentivo para assumir as rédeas de nossas vidas, permitindo que isto aconteça estaremos prejudicando a nossa liberdade interior.
O principal fator que nos paralisa e não nos permite realizar a plenitude do nosso ser é o MEDO.
Vamos nos ocupar e ter coragem o suficiente para viver lado a lado com outras raças, sem sentir-nos desconfortáveis. Ao fazer isso, permitiremos também que outros se sintam mais confortáveis. Não devemos construir barreiras em nossas mentes. Vamos deixar de agir como vítimas.
Irmãos e irmãs, esta é a HORA! Nós somos a única esperança dos nossos filhos. Temos de fazer mais do que simplesmente sobreviver. Nós devemos querer ter sucesso.
Não se esqueça! nós somos filhos de Deus.
Louise Edimo – Jornalista camaronesa
Letter to my fellow blacks
The entire humanity has decided to quote us as undesired elements in the surface of the world. We have all experienced racism in various dimensions. But… we are more than we seem. If only we would relax our intellect, open our imagination and our hearts, we will then discover the great inner wisdom that God has granted us from far away generations.
We do not need anybody’s permission or encouragement to take the reigns of our lives, we cripple our inner freedom.
The major factor that is holding us back from realizing the fullness of our being is FEAR.
Let us get busy and hold enough to live side by side with other races, without feeling uncomfortable. By doing so, we will also enable others to be more comfortable. Let’s not construct boundaires in our minds. Let us stop acting as victims.
Brothers and sisters, this is the HOUR! We are the only hope of our children. We must do more than merely survive. We must want to succeed.
Don’t forget! We are children of God.
Louise Edimo – Cameroonese journalist
Posso afirmar com certeza que existe sim racismo neste país. È claro…hoje em dia as coisas estão mais amenas, o negro é visto com mais humanidade por alguns, porém o racismo existe sim e ele está em toda parte por onde passamos. O preconceito esta nas escolas, nas universidades, quando procuramos emprego, enfim, poderia acrescentar mais uma série de lugares onde o negro é discriminado.
O Brasil é um país racista, logicamente um racismo camuflado, mas nós que somos negros sabemos e sentimos a sua existência. Desde crianças somos estigmatizados por sermos negros, na escola uma criança negra (principalmente se ela for menina) não é tratada da mesma forma que uma criança branca. Ela será insultada e muitas vezes servirá de chacota para os demais coleguinhas, por não ter os cabelos lisos e cumpridos como o das meninas “brancas”. É engraçado, num país tão miscigenado como o nosso, muitos “encherem a boca” para falar que são brancos, sendo que a maioria esmagadora da população não é branca, e sim resultado da mistura de diversas etnias que vieram para o Brasil das mais diferentes formas.
Apesar de terem passado 120 anos depois da abolição da escravidão, as marcas dessa história tão triste e suja ainda não desapareceram por completo, e com certeza nunca desaparecerão. A consciência de cada cidadão é o que fará com que essa história tome novos rumos. É preciso que todos saibam que independente de sermos pretos, brancos, azuis ou amarelos, somos todos seres humanos, com os mesmos desejos e angústias e a procura de um lugar ao sol.
Panorama- SP, 07 de agosto de 2008
Prezado jornalista Carlos de Lara, espero que esta carta lhe encontre bem de saúde, pois estou revoltado com o que vem acontecendo. Hoje eu vi uma senhora precisando de uma empregada e eu indiquei uma mulher negra para ajudá- la, sabe o que ela falou? Que não precisava mais, olha que preconceito, a senhora teve de mentir só para não ter uma empregada negra. Sem contar com as piadinhas que os outros fazem com os negros, tipo: “Um negro dirigindo um carro bom, não é dono, é chofer”.
Estou indignado, isto precisa acabar! E gostaria que você me ajudasse através do seu jornal. Divulgue o quanto essas pessoa sofreram e ainda continuam sofrendo. Escreva em seu jornal, que os negros trabalharam até a exaustão para o enriquecimento de nosso país, e sabe o que eles receberam de indenização? castigos e discriminações.
O povo tem que saber, que não devemos julgar uma pessoa pela cor da sua pele, e sim, pelo seu caráter e ética.
A nação brasileira precisa reconhecer a história sofrida e humilhada deste povo, só assim aprenderão a respeitar.
Reserve uma página do seu jornal para contar que racismo dá cadeia, e que o governo não faz mais que obrigação, dar cota para os negros entrarem na universidade, pois os negros mereceu esse reconhecimento no seu trabalho desde a época da abolição, a princesa Isabel deveria ter dado terras para os negros viverem felizes e terem o necessário para a sua sobrevivência.
Agora, o que adiantou a liberdade?
Quando o negro recebeu a liberdade e saiu em busca de emprego, sabe o que se ouvia? “Na minha fazenda, negro só trabalha de graça, se for para pagar, só pago para branco”, olha como é o destino, 120 anos depois presenciar a mesma cena, no caso da empregada doméstica citado acima, me ajude!
Vamos acabar com o racismo, somos irmãos aos olhos de Deus, sentimos as mesmas dores e emoções. Imagine se o mundo fosse só branco, o quão apático seria, graças a Deus, temos negros, marrons, vermelhos e amarelos e com isso, o Brasil tem um colorido especial.
Jornalista Carlos de Lara, gostaria de contar-lhe muito mais sobre o sofrimento dos negros, mas sei que você já sabe com os seus estudos, o quanto eles já sofreram e ainda sofrem.
Já contando com sua ajuda para acabar com o racismo, te agradeço. Sem mais desejo-lhe felicidades, e um abraço!
Leonardo Salvador Pasotti
DESABAFO NACIONAL
São Vicente, 13 de agosto de 2008.
Oi, meu nome é Brasil.
Estou passando por muitas crises, pois a vida não é fácil. Muitas pessoas me vêem como o núcleo do crime, como a raiz da prostituição, violência e drogas.
Mas é bem assim. Apesar de tudo, sou feliz. Tenho cultura, beleza, voz, música, dança e muito samba no pé. Tenho fama de festeiro, carnaval, bebidas, mulheres e futebol.Ainda enfrento muitos problemas, não tenho direito de falar, escolher, pois sou novo e “subdesenvolvido”.
Estão querendo tomar várias coisas que são minhas e que eu inventei e acham que vou desistir fácil. Mas apesar de muitos preconceitos eu ainda tenho forças. posso perder a batalha, mas não a guerra!