Racismo: se você não fala, quem vai falar?
Caros participantes da Campanha Cultural “120 anos de Abolição – Racismo: Se você não fala, quem vai falar?”, foi lançado o livro que reune as 120 cartas selecionadas dentre as que foram publicadas neste site e enviadas via caixa postal e urnas da ação.
Abaixo seguem os nomes dos autores dos 120 depoimentos e a origem de suas contribuições.
Agradecemos mais uma vez a todos pela participação.
1. Ademiro Alves “Sacolinha” (São Paulo – SP)
2. Adriana da Silva (Ribeirão Preto – SP)
3. Alex Borges da Cruz (São Paulo – SP)
4. Alex Victor da Silva (Guareí – SP)
5. Alexandre Ribeiro da Costa (São Paulo – SP)
6. Alexandre Tarlei Ferreira (Campinas – SP)
7. Aline Matos “Verônica Aline Matos Santos” (São Paulo – SP)
8. Altamir de Souza (Internet)
9. Amanda de Almeida Martins (Internet)
10. Amanda Fortunato Araújo Sousa (Internet)
11. Ana Claudia Ferreira (Brodowski – SP)
12. Ana Paula da Silva (Jaborandi – SP)
13. Ana Paula Paz (Internet)
14. Anderson Oliveira da Silva (Sorocaba – SP)
15. Antonio Luiz Junior (São Paulo – SP)
16. Aparecida Judith Paglioni (Internet)
17. Bárbara Kevellyn F.P.A. Pessoac (São Paulo – SP)
18. Benedito Carlos Arruda (Itu – SP)
19. Brenda Eloisa da Silva Vasconcelos (Cerqueira César – SP)
20. C.R.C.F (Fundação Casa – São Paulo – SP)
21. C.R.V ( Fundação Casa – São Paulo – SP)
22. Caíque Lucas de Oliveira (Fundação Casa- São Paulo – SP)
23. Caren Cristina Felipe de Oliveira (Matão – SP)
24. Carlos José de Oliveira (São Paulo – SP)
25. Celso Amaral Silva (Internet)
26. Chaire Dali da Silva (Internet)
27. Chindalena Ferreira Barbosa (Internet)
28. Claudia Pereira da Silva Soyombo (Internet)
29. D.B.Cursino ( Fundação Casa – São Paulo – SP)
30. Daniele C.B. Veríssimo (Rio Claro – SP)
31. Débora Raquel dos Santos Alves (Campinas – SP)
32. Delvanir Alves de Souza (São Paulo – SP)
33. Denise maria Perissini da Silva (Internet)
34. Dileuza Maria M.Godoy (Mogi Mirim – SP)
35. Djacelina Chrispim (Internet)
36. Donizete Cavalcante Ruços (São Paulo – SP)
37. Edilson Pereira Nunes (Internet)
38. Edson Luiz de Almeida Costa (Internet)
39. Eduardo Tranquillo (São Paulo – SP)
40. Eliana de Lourdes Felipe (Mogi Mirim – SP)
41. Eliel Paixão de Souza (Internet)
42. Elisabete Aparecida Prado de Campos (Internet)
43. Elpídia Vitalina Pinto Damasceno (Internet)
44. Elvis Cassiano da Silva (São Paulo – SP)
45. Erick “Poodle Favelado” Silva (Santo André – SP)
46. Fábio Luis Araújo Seixas Junior (Internet)
47. Fabrício Bonassa (Internet)
48. Felipe Augusto Santana (Rio Claro – SP)
49. Fernanda de Lourdes Neachic (Itapetininga – SP)
50. Francisco Marcelo Campos Leonel (São Paulo – SP)
51. Gilsinei de Jesus Freitas (Internet)
52. Gleferson Vinicus Francisco (Fundação Casa- São Paulo – SP)
53. Gomes (Internet)
54. Guilherme Ferreira Fernandes (Franca – SP)
55. Hebert Ferreira (Internet)
56. Henrique S. da Costa (São Paulo – SP)
57. Igor Cesar de Britos (Fundação Casa- São Paulo – SP)
58. J.C.C.S – (Fundação Casa – São Paulo – SP)
59. Jair Bento Quirino (Internet)
60. Jaqueline Aparecida Schulter (São Paulo – SP)
61. Jeferson Reis de Jesus (Mogi Mirim – SP)
62. Jefferson José Simões (São Paulo – SP)
63. Jéssica da Silva Morais (Itanhaém – SP)
64. Jhonatan Vinicíus dos Santos Fernandes (Fundação casa – Franca – SP)
65. João P de Góes Fo (Campinas – SP)
66. Jonatas Martins Goes (Internet)
67. Jonathan Pablo da Silva Mendes (Miguelópolis – SP)
68. José Abílio Ferreira (Internet)
69. José Carlos Guirado Júnior (São Paulo – SP)
70. José Sebastião de Lima “Zé Lima do Boxe Taquaritinga” (Taquaritinga – SP)
71. Juliana Aparecida Ribeiro (São Carlos – SP)
72. Kamylla Santos da Silva (São Paulo – SP)
73. Kiusam Regina de Oliveira (Internet)
74. Laudelina Ferreira da Silva (Bebedouro – SP)
75. Leandro Lopes Silveira (Internet)
76. Leci Silva – Leci Brandão (São Paulo – SP)
77. Letícia Rizzi Prescilio (Internet)
78. Lucia Camargos (São Paulo – SP)
79. Luis Alberto da Silva filho (Internet)
80. Luis Carlos dos Santos Menezes (Internet)
81. Luiz Fernando Costa de Andrade (Araraquara – SP)
82. Luiz Gonzaga Vieira da Rocha (Taquaritinga – SP)
83. M.P.de S (Fundação Casa- São Paulo – SP)
84. Manoel Sena Junior (Internet)
85. Marcelo Henrique Geremias (São Paulo – SP)
86. Márcia Venâncio (São Paulo – SP)
87. Maria Antonia (Internet)
88. Maria Aparecida Bahia (Taquaritinga – SP)
89. Marisa Edite Candinho dos santos (Internet)
90. Marly Pimenta (Internet)
91. Milton da Rocha Marques júnior (Internet)
92. Natalie Aparecida Dantas Santos (Matão – SP)
93. Rafael Nepomucerno (São Paulo – SP)
94. Raquel Prescilia de Paula Santos (Praia Grande – SP)
95. Regina Barros Goulart (Internet)
96. Ricardo Dias (Internet)
97. Roci Felippe Baptista (Internet)
98. Rodrigo Vieira da Trindade (Internet)
99. Rosana Aparecida Malavazzi (Internet)
100. Rosana da Silveira (Internet)
101. Rosana Machado (Mogi Mirim – SP)
102. Rosilda Silva Souza (Internet)
103. Rubens Fortti Pereira (São Paulo – SP)
104. Sandra Aparecida Julião (São Paulo – SP)
105. Santas de Lourdes Santos Pereira (Internet)
106. Saulo Gomes de Oliveira (Guaraci – SP)
107. Severina Paulino Rodrigues (Iaras – SP)
108. Simone Cristina de Castro (Internet)
109. Suelen de Camargo (Salto – SP)
110. Svetlana Ogerzow (Lana) (Santo André – SP)
111. Tainara Mateus Moyses (Barretos – SP)
112. Tamiris C. Gomes (Matão – SP)
113. Tatiana de Carvalho Duarte (Internet)
114. Teresinha de Oliveira Marciano Costa (Caraguatatuba- SP)
115. Valter de Oliveira Alves (São Vicente – SP)
116. Vanda Maria Zanini Toledo (Internet)
117. Vera Lúcia Cirino (São Carlos – SP)
118. Victoria Lemos de Cerqueira (Internet)
119. Wagner AP. Silva Moraes (Mogi-Guaçu – SP)
120. Wesley Fábio Faustino Pereira (Piratininga – SP)
Cores de um mundo
O que pensar de pessoas racistas que vivem em nosso meio,o que fazer com atitudes racistas fazendo pessoas cometerem erros e machucarem sentimentos de outras por desprezarem nossa história. Essas crenças de existirem raças superiores e inferiores não passam de uma maneira irracional de pensar sendo utilizada por muitos para justificar a escravidão ou o domínio de determinados povos por outros em nossa história.
O racismo é uma maneira de desprezar as características de outras pessoas seja tanto física como sentimentais,é o conceito de raça pura aplicada aos homens sendo no mínimo um ato de ignorância as próprias origens e muitos não enxergam mas é necessário enxergar sim para que o racismo seja limitado e até mesmo extinto em nossa sociedade em nossa mente.
Portanto,ser racista é ser incapaz de ver seu próprio eu, de ver qualidades que não se resumem a cor da pele, maneiras de se vestir e de viver. Muitos guardam para si o racismo mas seria essencial que todos jogassem no lixo sentimentos que não são férteis e que não fazem crescer uma semente de amor em nossos corações e também assim não valorizar cada ser humano que foi criado a mera semelhança de Deus.
Nesses versos que transcrevo
abro meu coração com carinho
para falar sobre o negro
São Paulo, 15 de Agosto de 2008.
Aos Filhos e Filhas da Terra: a contemplação de um povo símbolo de luta, raça e resistência.
Dedico esta carta aos ancestrais paternos e maternos: homens e mulheres livres e escravizados, que ajudaram na construção deste país e que lutaram contra a escravidão, no intuito e, na esperança de libertar suas gerações futuras dos seus algozes e senhores. E que sonharam um mundo mais justo e livre das injustiças contra com o seu povo.
Dedico ainda, aos grandes educadores: pedagogos, sociólogos e socialistas do campo, cuja escola fora o cabo da inchada, da foice e do machado. PhD em ética, moral, respeito ao próximo e especialista em fenômenos da natureza, pela Universidade Campestre. Dedicaram toda sua vida em prol de uma única causa: o bem-estar da família e tornar filhos em cidadãos honrados. Não construíram nada para si. Suas vontades e necessidades estiveram sempre em último plano. Nunca se permitiram reclamar da vida, da sorte e nem tampouco demonstraram fraquezas diante da vida, das dificuldades e desânimos em anos de incertezas no campo por falta de chuva. Sobreviveram às piores situações que a terra seca impõe ao homem do campo. Suas maiores alegrias eram ver alimentado e saudável aqueles que estavam sob sua responsabilidade. Alegravam-se com as coisas simples como: ver a chuva cair na terra, o milho verde na roça, o feijão secar na lavoura, os imensos campos brancos floridos com algodão, o porco e a galinha que engordava no “chiqueiro” a espera da visita de parentes e amigos, além de significar sinais de alimento farto a ser dividido entre os amigos. Eh, dois grandes cidadãos, aquém tudo devo: a minha base e meu alicerce. São eles os Doutores: Dr. Manoel Paz de Lima e a Dra. Maria Paz de Lima, meus amados e queridos pais. Analfabetos em leitura e escrita, porém, sábios e intelectuais em saberes da roça. Aquém dedico principalmente, esta homenagem aos 120 anos de abolição. Embora eu reconheça que os homens e mulheres pretas não são totalmente livres.
Panorama, 12 de Agosto de 2008
Ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
Escrevo a Vossa Exelência para lhe informar que após 120 anos da abolição da escravidão no nosso país é inadimicível que ainda exista preconceito aos negros.
Como isto é possivel, sendo que é graças a eles que somos hoje.
Eles sustentaram a econômia do nosso país, trabalharam de sol a sol, e que receberam em troca, surras no tronco e viviam em más condições.
Portanto, confio confio na lei de cotas para recompensá-los, e assim dando lhes o reconhecimento e tentando acabar com a discriminação.
Espero que por estas palavras Vossa Exelência venha tomar providências para um país melhor, onde exista apenas uma raça, um povo, os brasileiros.
Atenciosamente,
Eduardo Santos Cavalcante
“E.E. João Brásio”
Panorama, 13 de Agosto de 2008
Prezado Exelentísso Senhor Juiz de Direito,
É louvável a atitude de recompensar aos negros pelo seu passado sofrid, pela supresão ao direito de crescimento financeiro.
De certa forma a escravatura foi um fator relevante para que a classe negra não atingisse classes socias desejáveis, é de pleno conhecimento o baixo nível econômico e social que os negros vivem atualmente.
A lei de cotas veio com a intenção de dar alguma recompensa e oportunidade de conhecimento aos negros, por outro lado, esta deixa extamente um rastro de discriminação.
Não se pode tentar integrar o negro através do sistema de cotas, pois já é por si só uma discriminação. É preciso estudar um meio onde os negros adquiram esse crescimento por seus próprios méritos. É inadimicível que um jovem que faça parte de uma mesma classe social e econômica dos negros seja desclassificado de uma faculdade só pelo fato de ser branco.
Uma seleção por classes socias favorecendo os mais pobres independentemente da cor, é uma forma mais justa e eficiente.
Desta forma venho me posicionar em desfavor ao sistema de cotas atual.
E reafirmo minha posição de não ser contra o sistema de cotas, mas sim da maneira em que esta sendo execultado.
Espero que estas palavras venham contribuir para uma ação eficiente e me coloco a disposição para melhores esclarecimentos.
Atenciosamente,
M.S.P
Panorama, 13 de Agosto de 2008
Exelentíssimo Senhor Presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
Com tanta coisa errada acontecendonesse país, o preconcito torna-se um motivo que aterroriza a todos, pois ainda existe muito preconceito com os negros (Afro-descendentes), isso se torna imperdoável, pois diante da lei somos todos iguais.
Os negros não têm sossego com o preconceito, sempre são excluidos e na maioria das vezes que são discriminados, não recorre aos seus direitos e ficam calados.
Por exemplo, ao ir trabalhar, se existir uma pessoa esta concorrendo com o negro, geralmente o branco é escolhido, assim eles ficam desempregados, passam fome e vivem em situações precárias.
Acho que nos dias de hoje, há 120 anos da libertação dos escravos, isto não era pra exitir.
A raça Afro-descendente sempre sofreu com a escravidão, desde o início os negros mais fortes já faziam os mais fracos e mais novos de escravos; Até mesmo quando a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, os negros sofreram, pois quando eram escravos dormiam em senzalas e depois que eram “livres” os patrões não deixavam mais eles dormirem lá, pois já não serviam pra nada.
Senhor Presidente, será que com tudo isso, o Exelentísso não acha que já basta o sofrimento desse povo, principalmente os que vivem em nosso país?
Quero que o senhor coloque todas essas leis em prática, pois só existe no papel.
Tenha atitude e faça puniçõs mais rígidas e não deixe que esse povo sofra tanto!
Espero que algo novo seja feito o mais rápido possivel.
Atenciosamente,
Mirela
“E.E João Brásio”
SR: indiguinado com o preconceito, se vc não sabe ainda a vida é isso, temos preconceito de tudo, somos tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo que essa contradição da vida as vezes até me faz rir. não se indiguine pelos brancos terem preconceito com os negros se indiguine pelos negros terem preconceito com os próprios negros. Sim senhor senhores negros covardes do brasil, vcs sim são preconceituosos consigo mesmo, e quando a situação financeira aperta acusa os brancos de racismo. ninguém é obrigado a gostar de ninguém não, e nem de fingir por causa de uma lei que diz que racismo é crime. que culpa tem uma pessoa de não gostar do negro? é questão de gosto e pronto. se o negro se sente regeitado é problema dele, agora que tem negros camuflados fingindo defender a cor à isso pode acreditar tem muitos eles querem mesmo eé se misturar com os brancos e ficarem longe de seus ( irmãos de cor ) agora essa demagogia toda, esse terêrê, esse á eu tô maluco me deicha indiguinado, neste nosso brasil esta cheio de coitadinhos e esses coitadinhos são todos negros,me dá nos nervos ver individuos inferiores mesmo esses que se dizem formados, jornalista,escritores, e todo tipo de ideologistas racistas negros, se achando os donos da verdade. vocês são protegidos por lei, tem mais regalias que muitos brancos, mas se escondem nessa máscara do racismo, para acusar nós brancos de suas masélas, vcs estão cégos?? liguem à televisão, pedófolos, estrupadores, ladrões, assasinos, e todo tipo de pessoa nefasta são negros, não se façam de coitadinhos pois isso me enoja e muito. senhor simão faça sua coluninha basica e procura outra ideologia para militar pois essa ja se afundou à muito tempo.
EDUCAÇÃO/OPORTUNIDADE/CAPACIDADE.
Ainda hoje muitos jovens deixam de estudar ou muitos estudam e trabalham para auxiliarem na renda familiar, porque os pais não tiveram oportunidade ou capacidade para conseguirem um bom salário, seja nas empresas privadas ou nos órgãos governamentais.
Meu pai Waldomiro Germano, foi craque de futebol na época em que jogador tinha que usar pó de arroz para clarear a pele do rosto antes de entrar em campo. Entretanto se até Pelé ganhou pouco dinheiro enquanto jogador no Brasil, o que dizer do Waldomiro.
Nos meados de 1963, Waldomiro creio que já em final de carreira, abriu com a ajuda de políticos locais da pequena cidadela Nova Guataporanga, uma sapataria onde trabalhava para sustentar a esposa Alice e seus filhos José Luiz, Ademir, Sônia e Marina. Com a industrialização dos calçados o serviço fracassou e Waldomiro foi até a cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, apanhar grãos de café. Coitado, sofreu um A.V.C ( derrame cerebral), vindo a falecer pela distância do local e demora no socorro.
Este negro deve ter sido muito bom jogador, foi tão bom que depois de vinte anos soube e fui lá confirmar que o Estádio Municipal de Nova Guataporanga, leva o nome de Waldomiro Germano “Biriba”.
Com a sua morte tudo mudou, saímos da vida urbana e fomos para a vida a rural de Irapuru, buscar proteção ao lado dos avós maternos. Estava eu na terceira série e fui matriculado na Escola Rural do Bairro do Paturi, distante seis quilômetros da colônia da vovó Titã e do vovô Francisco Chagas. Nem um ano se passou quando sofremos outra fatalidade; a morte do meu avô Francisco.
Após a colheita, mudamos para a zona urbana da cidade de Flórida Paulista, onde conclui a quarta série do ensino fundamental; conquanto a renda para sustento da família ainda provinha do trabalho na zona rural. Lembro de algumas vezes que subi no caminhão de bóia fria para apanhar amendoim, batatas e as espinhosas maças de algodão. Nossa permanência em Flórida também foi curta; findo um ano subimos todos no trem da “Paulista”, e nos dirigimos para a capital paulista. O clã era composto de vinte e uma pessoas entre crianças e adultos.
Chegamos em S.Paulo, fomos morar num ”cortiço” na pequena casa do irmão da minha avó; saudoso Tio Antônio ou Toinzinho, que na época pagava aluguel na Rua Pedro Doll, em Santa Terezinha, alto de Santana. Na mesma rua quase em frente havia a tinturaria e casa dos negros Tios, Maria e Vitor que assim como meu pai era ex craque de futebol da região de Lins. Ele sempre incentivava para estudar, dizendo que deixou de ganhar muito dinheiro porque não enxergava um “palmo adiante do nariz” e tudo por falta de estudo. Eram tintureiros antigos e mantinham uma fiel e crescente freguesia, que lhes garantiam uma renda mensal satisfatória.
Creio que após trinta dias, este casal que já possuía duas filhas; Ester e Maria Luiza decidiram levar para morar com eles um dos rebentos da Dona Alice. Entre todos não sei por qual critério fui eu o escolhido. Ela sempre disse que o Zéluiz um negrinho então com 11 anos era inteligente, educado e interessado. A partir de então minha vida tomou um caminho totalmente diferente de todas aquelas crianças que chegaram comigo do interior para a capital.
Foram dois a três anos de tentativas até encontrar um caminho definitivo para prosseguir meus estudos.
Tia Maria não tinha estudo, mas tinha de sobra o que falta para muitos estudiosos; Persistência, Perseverança e Determinação. Foi assim que ela conseguiu uma bolsa de estudo para cursar a quinta série na ótima escola particular Externato Santa Terezinha, no alto do bairro Santana. Ao final do mesmo ano fiquei muito triste, pois soube que teria que sair daquela escola, porque apesar de ter a bolsa de estudo, Tia Maria achou muito alto os custos com as atividades complementares e extra classe da escola.
Ela pagou um mês de cursinho preparatório e lá fui eu por orientação de um deputado prestar exame de admissão para entrar no Colégio Agrícola Cônego José Bento na cidade de Jacareí, pois lá eu teria moradia, alimentação, estudo e uma profissão; Técnico Agrícola.
Confirmado a intuição da Tia Maria, o negrinho inteligente foi aprovado para estudar técnicas agrícolas. Foram sete anos em regime de internato, vindo para casa da Tia Maria apenas nas férias escolares. Nesta escola além do estudo teórico e prático, das amizades, inimizades, havia também o esporte. Entre o futebol e as corridas rápidas fui crescendo. Lembro que um estudante loiro e alto, filho de polonês, chamado Volódia, passava algumas orientações técnicas para melhorar minha corrida. Deu tão certo que ganhei muitos títulos e publicações em jornais pelos resultados alcançados. Na abertura dos Jogos Regionais na cidade de Jacareí, na década de setenta tive a honra e mérito de acender a Pira Olímpica.
Estava prestes a diplomar-me como Técnico Agrícola, mas já me perguntava onde iria trabalhar.
Foi então que a capacidade motriz, aliada a oportunidade, redirecionou os trilhos da minha vida.
Recordo que o Sargento Neto, do TG 020 de Jacareí, dispensou todos os atiradores da marcha de 24km, porque o Germano, monitor cabo e Guia nas sessões de educação física, havia alcançado a classificação para a final estadual do Campeonato de atletismo entre os Tiros de Guerra do estado de S. Paulo. Com esta conquista recebi um convite do experiente Técnico e Treinador de Atletismo, falecido Paulo Rezende para fazer um teste para integrar a equipe de atletismo de Santo André, na época uma das melhores do Brasil. Mais uma vez fui admitido pelas minhas capacidades e oportunidade. Tive moradia, alimentação, bolsa de estudo, muito treinamento, e trabalho como estagiário na APAE de Santo André.
Ao final e 1976, foi a vez da Educação e da Capacidade abrirem a porta para a oportunidade.
Sr. Marcelo de Castro Leite, então Diretor da Divisão de Esportes do SESI, foi um dos grandes responsáveis pela evolução do atletismo paulista e nacional. Nos centros esportivos construídos na sua gestão, todos possuem uma pista oficial de atletismo. Sr. Marcelo e os treinadores envolvidos, sempre davam oportunidades aos atletas com formação acadêmica superior e que tivessem interesse na formação de futuros atletas. Uma dessas oportunidades surgiu para o agora professor de Educação Física José Luiz Germano, que sem hesitar aceitou sair de Santo André para iniciar um novo ciclo de vida na cidade de Limeira.
Aqui já estou há trinta e um anos.
Neste período ratificando os preceitos de minha tia Maria, fiz especialização em S.André, pós-graduação na UNESP-Rio Claro, especialização em Santa Fé na Argentina entre muitos outros cursos de menor duração.
Em 2001 o novo Diretor de Divisão do SESI, mudou a filosofia de trabalho dentro dos centros esportivos, acabando com todos os esportes de rendimento. Então junto com muitos outros colegas senti o desgosto da DEMISSÃO.
Demitido então aceitei o convite de meu amigo Kiyoshi, e fui fazer mestrado em atletismo no Instituto Manoel Fajardo em Havana Cuba. Acreditava que bastava ter o título de mestre para fazer parte do corpo docente universitário. Mais uma vez lhes digo que fez-se necessário sempre contar também com as oportunidades. Sem elas você pode mandar quantos currículo quizer e nunca ser atendido.
No ano passado após quatro anos de conclusão do mestrado é que tive a oportunidade de através da minha formação educacional e capacidade de entrar no corpo docente de uma Faculdade. Sou professor universitário na Faculdade Einstein de Limeira, no curso de Educação Física com a disciplina Pedagogia do Atletismo. Sou professor efetivo na Secretaria do Estado da Educação e Técnico Desportivo efetivo na Secretaria o Estado de Esporte e Lazer.
Tenho como lema formar cidadãos/campeões; muitos são os que encontro pela cidade fazendo parte do corpo produtivo da sociedade, nas mais variadas especialidades e formações acadêmicas.
Cito abaixo alguns nomes que se destacaram na modalidade do atletismo e iniciaram sua aprendizagem dentro do Centro esportivo do SESI. Entretanto destaco o desempenho de Maíla Paula Machado, barreirista e recordista, representante do Brasil nas Olimpíadas de Atenas 2004, e China 2008.
Atualmente temos um convênio com o SESI que possibilita usar o espaço e acredito poderemos através da capacidade, da educação e da oportunidade colaborar para minimizar as diferenças dentro desta sociedade injusta, cega e capitalista.
“Educação, Capacidade, Oportunidade…estrutura básica para minimizar as diferenças etnocentricas”
Prof. Germano
Minha história de superação e racismo começou há 41 anos ainda no ventre de minha mãe, uma prostita do bairro do Aeroporto em São Paulo. Filha de “gigolô” de prostitutas, por toda a infância sofri muito com as terríveis surras que meu pai dava na minha mãe, sem contar que, ainda em seu ventre, sofri toda espécie de tentativa de aborto, inclusive introdução no útero de uma agulha de tricô, fato que fez eu nascer com o cordão umbilical enrolado no pescoço. Além disso, a família do meu pai era toda de imigrantes alemães, fato que trouxe muito sofrimento e discriminação para o relacionamento dele com uma mulher negra.
Depois de muitos anos de espancamento minha mãe abandonou esse homem que foi meu pai e fugiu para casa de minha avó, abandonando então a vida de prostituta e dedicando-se à arte da cozinha.
Desde criança estudava muito para ter um destino diferente de minha mãe. Ainda com 14 anos comecei a trabalhar numa imobiliária na Rua Vieira de Moraes em São Paulo e fazia colegial à noite. Comecei lá como auxiliar de escritório e logo passei a secretária e em poucos anos era gerente geral da empresa.
Ainda bem novinha casei, comprei um apartamento do antigo Inocoop financiado e trabalhava dia e noite (em 3 empregos) para tentar mudar de vida.
Aos 23 anos, grávida de meu primeiro filho, comecei a mudar o destino do meu futuro: me formei jornalista.
Sem com conduta ilibada, fui galgando cada vez melhores degraus profissionais na minha vida, mas sempre sendo vítima de preconceito por ser mulata e mulher.
Hoje sou uma mulher muito bem sucedida profissionalmente e muito bem equilibrada emocionalmente. Aos 41 anos, com dois filhos e um segundo casamento, dei o exemplo de luta, fé e coragem ao meu filho que, com 19 anos, também faz faculdade, estagia num excelente escritório de advocacia e pretende melhorar a imagem e condições dos negros em nosso país.
Panorama, 11 de Agosto de 2008
Exelentíssimo senhor presidente Luis Inácio Lula da Silva,
Como podemos observar, a situação do preconceito no Brasil, ainda é um fato que persiste até os dias atuais.
Venho através desta mostrar as necessidades do povo, criticando as teses escravistas, na qual, ao olharmos criticamente as formas de vida dos cidadãos, perceberemos que são tão precárias quanto ao governo da Princesa Isabel, onde sua lei libertava os escravos, mas não previa nenhum tipo de auxílio.
Atualmente, todos nascem livres, mas nem tudo é como pensamos. Debatendo sobre o fato, poderemos utilizar argumentos baseados nos direitos humanos e chegaremos a conclusão de que o preconceito ainda existe, e pode ser encontrado em qualquer lugar.
Um fator importante é a escassez de melhores oportunidades e recursos ao cidadão.
O negro em nosso país passa por muitas humilhações, como por exemplo, venda de sua mão-de-obra a preço de banana e ou até mesmo o uso da mão-de-obra escrava infantil.
Talvez se o debate político do Brasil virasse a necessidade de cada um, concentrando-se no número de negros escravizados no país, esse quadro poderia não mais existir.
Peço-lhe não apenas em meu nome, mas em nome de todos, que avalie melhor as necessidades prioritárias da nação, estabelecendo como causa principal a situação do preconceito e desemprego, visando diminuí-los cada vez mais.
Espero que resgate a felicidade de muitos, oferecendo-lhes oportunidades de viverem intensamente, sempre com um belo sorriso no rosto, e muito brilho nos olhos.
Atenciosamente,
Naiara Jéssica dos Santos
“E.E. João Brásio”
Panorama, 11 de Agosto de 2008
Exelentíssimo senhor presidente Luis Inácio Lula da Silva,
Como podemos observar, a situação do preconceito no Brasil, ainda é um fato que persiste até os dias atuais.
Venho através desta mostrar as necessidades do povo, criticando as teses escravistas, na qual, ao olharmos criticamente as formas de vida dos cidadãos, perceberemos que são tão precárias quanto ao governo da Princesa Isabel, onde sua lei libertava os escravos, mas não previa nenhum tipo de auxílio.
Atualmente, todos nascem livres, mas nem tudo é como pensamos. Debatendo sobre o fato, poderemos utilizar argumentos baseados nos direitos humanos e chegaremos a conclusão de que o preconceito ainda existe, e pode ser encontrado em qualquer lugar.
Um fator importante é a escassez de melhores oportunidades e recursos ao cidadão.
O negro em nosso país passa por muitas humilhações, como por exemplo, venda de sua mão-de-obra a preço de banana e ou até mesmo o uso da mão-de-obra escrava infantil.
Talvez se o debate político do Brasil virasse a necessidade de cada um, concentrando-se no número de negros escravizados no país, esse quadro poderia não mais existir.
Peço-lhe não apenas em meu nome, mas em nome de todos, que avalie melhor as necessidades prioritárias da nação, estabelecendo como causa principal a situação do preconceito e desemprego, visando diminuí-los cada vez mais.
Espero que resgate a felicidade de muitos, oferecendo-lhes oportunidades de viverem intensamente, sempre com um belo sorriso no rosto, e muito brilho nos olhos.
Atenciosamente,
Naiara Jéssica dos Santos
“E.E. João Brásio”
Panorama, 11 de Agosto de 2008
Prezado Senhor Luis Inácio Lula sa Silva,
Devo lhe informar que o preconceito racial ainda existe por diversas partes do país, e que o problema vem se agravando cada vez mais. Estamos no século XXI e esse tipo de problema não deveria estar acontecendo.
Tenho assistido programas e visto entrevistas sobre o tema e o que mais me chamou atenção é o preconceito entre pessoas da mesma raç, da mesma cor e nas mesmas condições.
Lamento dizer que até para se referir ao preconceito as pessoas acabam usando termos preconceituosos, o que seriam “pessoas de cor”?
Corrigir um erro não se faz cometendo outro, é o exemplo das cotas de vagas para negros em faculdades, aceitar isso não seria chamá-los de incapazes? Acredito que essa atitude é racismo por parte de quem aceita, afinal os negros têm tanta capacidado quanto os brancos de passarem em um vestibular.
Na verdade todos são capazes, as pessoas se valem pela diferença. É preciso lutar, buscar, mostrar os novos valores.
Devemos todos juntos colocar um ponto final nessa história.
Atenciosamente,
Bianca S. Turini
Panorama, 11 de Agosto de 2008
Prezado Senhor Luis Inácio Lula sa Silva,
Devo lhe informar que o preconceito racial ainda existe por diversas partes do país, e que o problema vem se agravando cada vez mais. Estamos no século XXI e esse tipo de problema não deveria estar acontecendo.
Tenho assistido programas e visto entrevistas sobre o tema e o que mais me chamou atenção é o preconceito entre pessoas da mesma raç, da mesma cor e nas mesmas condições.
Lamento dizer que até para se referir ao preconceito as pessoas acabam usando termos preconceituosos, o que seriam “pessoas de cor”?
Corrigir um erro não se faz cometendo outro, é o exemplo das cotas de vagas para negros em faculdades, aceitar isso não seria chamá-los de incapazes? Acredito que essa atitude é racismo por parte de quem aceita, afinal os negros têm tanta capacidado quanto os brancos de passarem em um vestibular.
Na verdade todos são capazes, as pessoas se valem pela diferença. É preciso lutar, buscar, mostrar os novos valores .
Devemos todos juntos colocar um ponto final nessa história.
Atenciosamente,
Bianca S. Turini
Minha história e vivências
Quer dizer sobrevivência
Hernaça carregada
Pela minha afrosdecendência
História iniciada é lógico
Com a escravidão
Que me envergonha e me faz
A seguinte pergunta
Da onde vim ?
E quem é minha verdadeira nação
Identidade ou até mesmo religião
Impossivel dizer ou saber
Pois fomos dizimados por europeus
Que por acharem que são melhores
Acabaram com meu povo
A pior experiência que vivi
Foi da onde vim, nasci e cresci
São Mateus , São Paulo e Brasil
Terra almadiçoada irrigada
Por mares , praias e principalmente
Por pessoas disfarçadas
Vivemos uma convivência forçada
Desigualdade social e racial
Eu por ser negro
Ja nasci suspeito
Bandido sujo ou até mesmo fudido
Por conta desse maldito racismo
Ser negro é um drama
É a mesma coisa de ter vindo da lama
Fui obrigado a trabalhar e a estudar
Sem ao menos saber porque vim pra cá
Trabalhar não me humilhar
Por conta da xenofóbia européia
Quando saio nas ruas
E as pessoas entram nas lojas
Porque pensam que vou roubar
Fico pensando
Eu que sou bandido ou vocês
Que foram até a África me escarvizar
Ando no ônibus e ninguem quer se sentar
Quando tem um lugar vago ao meu lado
Já estou cansado
Com essa sociedade e sistema
deficitário e salafrário
Quando vejo algum negro falando
Que tem orgulho de ser brasileiro
A ele em instantes tenho um único sentimento
O desprezo
Pois não viemos pra cá porque queremos
Então como diz a letra do vedadeiro
Rei do reggae Peter Tosh
Antes de ser brasileiro ou cubano
Você é um africano
Vivemos em uma sociedade
Que não por nos foi feita
Mais sim por malditos lisboetas
Não nascemos para trabalhar
Advogar ou lecionar
Pois não criamos essas profissões
Se nem sabemos quais são nossas
Verdadeiras nações ou religiões
Bem minhas experiências
Me levaram a seguinte conclusão
Que nada salvará essa Nação
Só Deus mais que ele olha por nós?
Tudo que é ruim é negro
Mais também é culpa nossa
Pois vendemos a cultura de nossa raça
Mais faço uma pergunta
Qual o preço que vocês brancos
Pagaram por ter iniciado a escravidão ?
Caro Jornalista Carlos de Lara, saudações.
Gostaria de, seja através desta coluna, seja diretamente por e-mail, de manter contato com você para debatermos mais sobre o tema NEGRO BRASILEIRO – RACISMO E PRECONCEITO -CAUSAS E SOLUÇÕES.
Meus endereços de E-mail são: robertosimaop@ig.com.br;
robertospaulino@hotmail.com; robertopaulino@yahoo.com.br.
Um abraço.
Roberto Simão Paulino.
Panorama, 11 de Agosto de 2008
Exelentíssimo senhor presidente Luis Inácio Lula da Silva,
Como podemos observar, a situação do preconceito no Brasil, ainda é um fato que persiste até os dias atuais.
Venho através desta mostrar as necessidades do povo, criticando as teses escravistas, na qual, ao olharmos criticamente as formas de vida dos cidadãos, perceberemos que são tão precárias quanto ao governo da Princesa Isabel, onde sua lei libertava os escravos, mas não previa nenhum tipo de auxílio.
Atualmente, todos nascem livres, mas nem tudo é como pensamos. Debatendo sobre o fato, poderemos utilizar argumentos baseados nos direitos humanos e chegaremos a conclusão de que o preconceito ainda existe, e pode ser encontrado em qualquer lugar.
Um fator importante é a escassez de melhores oportunidades e recursos ao cidadão.
O negro em nosso país passa por muitas humilhações, como por exemplo, venda de sua mão-de-obra a preço de banana e ou até mesmo o uso da mão-de-obra escrava infantil.
Talvez se o debate político do Brasil virasse a necessidade de cada um, concentrando-se no número de negros escravizados no país, esse quadro poderia não mais existir.
Peço-lhe não apenas em meu nome, mas em nome de todos, que avalie melhor as necessidades prioritárias da nação, estabelecendo como causa principal a situação do preconceito e desemprego, visando diminuí-los cada vez mais.
Espero que resgate a felicidade de muitos, oferecendo-lhes oportunidades de viverem intensamente, sempre com um belo sorriso no rosto, e muito brilho nos olhos.
Atenciosamente,
Naiara Jéssica dos Santos
“E.E. João Brásio”
Hoje em dia,ainda há a discriminação,seja por raça ou posição social,o racismo é frequente.
Quem é negro sofre por isso, e isso é um absurdo,pois as pessoas são muito preconceituosas.Apesar dos esforços da legislação e campanhas anti-racistas é claro que continua-se tendo o racismo.
Um exemplo,as pessoas acham que quem é negro não tem direito a nada,só o branco tem mais privilégios e oportinidades no mundo em relação aos negros.
O que é isso gente?Pura discriminação racial,todos independentemente de cor e raça somos seres humanos
e temos as mesmas crenças.É rídiculo isso,porque vejo que atualmente ninguém gosta de ninguém.
É triste pensar e ver no que o mundo esta se transformando,falta amor,falta cumplicidade,falta humildade no coração dos brasileiros.
Mas,a constituição brasileira de 1988,entrou em vigor a lei,que diz que a pratica de racismo é crime inafiançavél e quem maltratar um negro é sujeito a pena de reclusão.
Enfim,não importa sua cor,seu jeito de ser,lute pelos seus direitos,afinal todos somos cidadãos brasileiros e temos livre escolha para tudo.Ame-se e seja feliz.
Autora:
Francielle Aparecida Ribeiro
Ribeirao Preto 14 de Agosto de 2008
Pra começar o meu apelido e NEGAR IARA.
Me chamo Iara mora em Ribeirao Preto tenho 25 ano moro com meus pais e 3 irmao, sinto na pele o racismo ja faz 2 anos que estou desempregada muitas vezes envio curriculo pela internet a pessoas gosta do meu curriculo mais na hora da entrevista muitas vezes a pessoa fica supreendida pela cor NEGRA, muitas vezes nem se que me entrevista direito ja percebo no ato, e meus irmãos sofre mais o meu irmao Ismael formado em Educação Fisica e faz Atletismo sofre muito com isto o Mateus e segurança sofre mais ainda sempre tem uns xingando ele de Macaco Preto, mais meus pais nos ensinou uma coisa com educação a gente consegue tudo pois somos muitos considerados por muitos aqui mais em questao da cor tem muito que mostrar, meu noivo e branco e nordestino sofre tambem nao pela cor e sim por ser Nordestino e muitas vezes quando ele me apresenta as pessoa fica olhando e quando saimos tem pessoas que olha com a cara feia, ja escutei uma vez OLHA SO UM CASAL DIFERENTE so por causa da cor eu NEgra e ele Branco, trabalho de caixa nos finais de semana muitas vezes tem pessoas que da uma olhada como se eu fosse pegar o dinheiro deles e quando eu dou o troco errado nunca me xingarao de Negra mais os olhar nossa, tem aqueles que diz queria ser negro pra que nao defender a Raça Negra sendo como ela e, gente Deus sabe o que faz, me sinto uma pessoa muito feliz. e gosto muito de ser NEGRA, no dia 20 de nvembro muitos xinga faz piadas mais nem se quer sabe o pq do feriado como pode acho que nao e a cor NEGRA e sim a falta de respeito com o proxima Obrigada pela atençao.
De uma NEGRA IARA MARCONDES FERREIRA DOS SANTOS
FELIZ COM A MINHA COR
Quando eu era criança, estudava na 4ª série e tinha apenas 10 anos.
Eu era a maior entre as minhas colegas de classe. Pensava que era por aesse motivo que algumas meninas não falavam comigo.
Um dia na aula de Educação Física, eu estava jogando volei com minhas amigas, quando de repente um grupo de meninas que não gostavam de mim, chegou e uma delas falou:
- Neguinha preta, você errou. Jogo melhor que você.
Logo respondi:
- Eu pelo menos estou tentando jogar.
Ela com toda a sua arrogância, disse:
- Cala a boca. vamos meninas.
Saiu, mas antes me deu um empurrão. Cai e me machuquei toda.
Quando eu lembro disso, fico muito magoada, em pensar que não era apenas por eu ser maior que elas, mas pelo fato da minha cor, da minha raça.
Infelizmente existem muitas pessoas assim. com o coração cheio de maldade e preconceito.
Patrícia Ribeiro, nº32 6ª série A
Panorama- SP, 07 de agosto de 2008
Prezado jornalista Carlos de Lara, espero que esta carta lhe encontre bem de saúde, pois estou revoltado com o que vem acontecendo. Hoje eu vi uma senhora precisando de uma empregada e eu indiquei uma mulher negra para ajudá- la, sabe o que ela falou? Que não precisava mais, olha que preconceito, a senhora teve de mentir só para não ter uma empregada negra. Sem contar com as piadinhas que os outros fazem com os negros, tipo: “Um amigo dirigindo um carro bom, não é dono, é chofer”.
Estou indignado, isto precisa acabar! E gostaria que você me ajudasse através do seu jornal. Divulgue o quanto essas pessoas sofreram e ainda continuam sofrendo. Escreva em seu jornal, que os negros trabalharam até a exaustão para o enriquecimento de nosso país, e sabe o que eles receberam de indenização? Castigos e discriminações.
O povo tem que saber que não devemos julgar uma pessoa pela cor da sua pele, e sim, pelo seu caráter e ética.
A nação brasileira precisa reconhecer a história sofrida e humilhada deste povo, só assim aprenderão a respeitar.
Reserve uma página do seu jornal para contar que racismo dá cadeia, e que o governo não faz mais que obrigação, dar cota para os negros entrarem na universidade, pois os negros mereceram esse reconhecimento no seu trabalho desde a época da abolição, a princesa Isabel deveria ter dado terras para os negros viverem felizes e terem o necessário para a sua sobrevivência.
Agora, o que adiantou a liberdade?
Quando o negro recebeu a liberdade e saiu em busca de emprego, sabe o que se ouvia? “Na minha fazenda, negro só trabalha de graça, se for para pagar, só pago para branco”, olha como é o destino, 120 anos depois presenciar a mesma cena, no caso da empregada doméstica citado acima, me ajude!
Vamos acabar com o racismo, somos irmãos aos olhos de Deus, sentimos as mesmas dores e emoções. Imagine se o mundo fosse só branco, o quão apático seria, graças a Deus, temos negros, marrons, vermelhos e amarelos e com isso, o Brasil tem um colorido especial.
Jornalista Carlos de Lara, gostaria de contar-lhe muito mais sobre o sofrimento dos negros, mas sei que você já sabe com os seus estudos, o quanto eles já sofreram e ainda sofrem.
Já contando com sua ajuda para acabar com o racismo, te agradeço. Sem mais desejo-lhe felicidades, e um abraço!
Leonardo Salvador Pasotti