Racismo: se você não fala, quem vai falar?
Caros participantes da Campanha Cultural “120 anos de Abolição – Racismo: Se você não fala, quem vai falar?”, foi lançado o livro que reune as 120 cartas selecionadas dentre as que foram publicadas neste site e enviadas via caixa postal e urnas da ação.
Abaixo seguem os nomes dos autores dos 120 depoimentos e a origem de suas contribuições.
Agradecemos mais uma vez a todos pela participação.
1. Ademiro Alves “Sacolinha” (São Paulo – SP)
2. Adriana da Silva (Ribeirão Preto – SP)
3. Alex Borges da Cruz (São Paulo – SP)
4. Alex Victor da Silva (Guareí – SP)
5. Alexandre Ribeiro da Costa (São Paulo – SP)
6. Alexandre Tarlei Ferreira (Campinas – SP)
7. Aline Matos “Verônica Aline Matos Santos” (São Paulo – SP)
8. Altamir de Souza (Internet)
9. Amanda de Almeida Martins (Internet)
10. Amanda Fortunato Araújo Sousa (Internet)
11. Ana Claudia Ferreira (Brodowski – SP)
12. Ana Paula da Silva (Jaborandi – SP)
13. Ana Paula Paz (Internet)
14. Anderson Oliveira da Silva (Sorocaba – SP)
15. Antonio Luiz Junior (São Paulo – SP)
16. Aparecida Judith Paglioni (Internet)
17. Bárbara Kevellyn F.P.A. Pessoac (São Paulo – SP)
18. Benedito Carlos Arruda (Itu – SP)
19. Brenda Eloisa da Silva Vasconcelos (Cerqueira César – SP)
20. C.R.C.F (Fundação Casa – São Paulo – SP)
21. C.R.V ( Fundação Casa – São Paulo – SP)
22. Caíque Lucas de Oliveira (Fundação Casa- São Paulo – SP)
23. Caren Cristina Felipe de Oliveira (Matão – SP)
24. Carlos José de Oliveira (São Paulo – SP)
25. Celso Amaral Silva (Internet)
26. Chaire Dali da Silva (Internet)
27. Chindalena Ferreira Barbosa (Internet)
28. Claudia Pereira da Silva Soyombo (Internet)
29. D.B.Cursino ( Fundação Casa – São Paulo – SP)
30. Daniele C.B. Veríssimo (Rio Claro – SP)
31. Débora Raquel dos Santos Alves (Campinas – SP)
32. Delvanir Alves de Souza (São Paulo – SP)
33. Denise maria Perissini da Silva (Internet)
34. Dileuza Maria M.Godoy (Mogi Mirim – SP)
35. Djacelina Chrispim (Internet)
36. Donizete Cavalcante Ruços (São Paulo – SP)
37. Edilson Pereira Nunes (Internet)
38. Edson Luiz de Almeida Costa (Internet)
39. Eduardo Tranquillo (São Paulo – SP)
40. Eliana de Lourdes Felipe (Mogi Mirim – SP)
41. Eliel Paixão de Souza (Internet)
42. Elisabete Aparecida Prado de Campos (Internet)
43. Elpídia Vitalina Pinto Damasceno (Internet)
44. Elvis Cassiano da Silva (São Paulo – SP)
45. Erick “Poodle Favelado” Silva (Santo André – SP)
46. Fábio Luis Araújo Seixas Junior (Internet)
47. Fabrício Bonassa (Internet)
48. Felipe Augusto Santana (Rio Claro – SP)
49. Fernanda de Lourdes Neachic (Itapetininga – SP)
50. Francisco Marcelo Campos Leonel (São Paulo – SP)
51. Gilsinei de Jesus Freitas (Internet)
52. Gleferson Vinicus Francisco (Fundação Casa- São Paulo – SP)
53. Gomes (Internet)
54. Guilherme Ferreira Fernandes (Franca – SP)
55. Hebert Ferreira (Internet)
56. Henrique S. da Costa (São Paulo – SP)
57. Igor Cesar de Britos (Fundação Casa- São Paulo – SP)
58. J.C.C.S – (Fundação Casa – São Paulo – SP)
59. Jair Bento Quirino (Internet)
60. Jaqueline Aparecida Schulter (São Paulo – SP)
61. Jeferson Reis de Jesus (Mogi Mirim – SP)
62. Jefferson José Simões (São Paulo – SP)
63. Jéssica da Silva Morais (Itanhaém – SP)
64. Jhonatan Vinicíus dos Santos Fernandes (Fundação casa – Franca – SP)
65. João P de Góes Fo (Campinas – SP)
66. Jonatas Martins Goes (Internet)
67. Jonathan Pablo da Silva Mendes (Miguelópolis – SP)
68. José Abílio Ferreira (Internet)
69. José Carlos Guirado Júnior (São Paulo – SP)
70. José Sebastião de Lima “Zé Lima do Boxe Taquaritinga” (Taquaritinga – SP)
71. Juliana Aparecida Ribeiro (São Carlos – SP)
72. Kamylla Santos da Silva (São Paulo – SP)
73. Kiusam Regina de Oliveira (Internet)
74. Laudelina Ferreira da Silva (Bebedouro – SP)
75. Leandro Lopes Silveira (Internet)
76. Leci Silva – Leci Brandão (São Paulo – SP)
77. Letícia Rizzi Prescilio (Internet)
78. Lucia Camargos (São Paulo – SP)
79. Luis Alberto da Silva filho (Internet)
80. Luis Carlos dos Santos Menezes (Internet)
81. Luiz Fernando Costa de Andrade (Araraquara – SP)
82. Luiz Gonzaga Vieira da Rocha (Taquaritinga – SP)
83. M.P.de S (Fundação Casa- São Paulo – SP)
84. Manoel Sena Junior (Internet)
85. Marcelo Henrique Geremias (São Paulo – SP)
86. Márcia Venâncio (São Paulo – SP)
87. Maria Antonia (Internet)
88. Maria Aparecida Bahia (Taquaritinga – SP)
89. Marisa Edite Candinho dos santos (Internet)
90. Marly Pimenta (Internet)
91. Milton da Rocha Marques júnior (Internet)
92. Natalie Aparecida Dantas Santos (Matão – SP)
93. Rafael Nepomucerno (São Paulo – SP)
94. Raquel Prescilia de Paula Santos (Praia Grande – SP)
95. Regina Barros Goulart (Internet)
96. Ricardo Dias (Internet)
97. Roci Felippe Baptista (Internet)
98. Rodrigo Vieira da Trindade (Internet)
99. Rosana Aparecida Malavazzi (Internet)
100. Rosana da Silveira (Internet)
101. Rosana Machado (Mogi Mirim – SP)
102. Rosilda Silva Souza (Internet)
103. Rubens Fortti Pereira (São Paulo – SP)
104. Sandra Aparecida Julião (São Paulo – SP)
105. Santas de Lourdes Santos Pereira (Internet)
106. Saulo Gomes de Oliveira (Guaraci – SP)
107. Severina Paulino Rodrigues (Iaras – SP)
108. Simone Cristina de Castro (Internet)
109. Suelen de Camargo (Salto – SP)
110. Svetlana Ogerzow (Lana) (Santo André – SP)
111. Tainara Mateus Moyses (Barretos – SP)
112. Tamiris C. Gomes (Matão – SP)
113. Tatiana de Carvalho Duarte (Internet)
114. Teresinha de Oliveira Marciano Costa (Caraguatatuba- SP)
115. Valter de Oliveira Alves (São Vicente – SP)
116. Vanda Maria Zanini Toledo (Internet)
117. Vera Lúcia Cirino (São Carlos – SP)
118. Victoria Lemos de Cerqueira (Internet)
119. Wagner AP. Silva Moraes (Mogi-Guaçu – SP)
120. Wesley Fábio Faustino Pereira (Piratininga – SP)
Americana, 17 de Agosto de 2008
A todos os cidadãos brasileiros
Gostaria antes de mais nada, como cidadã brasileira que sou, escrever esta simples carta, referente ao racismo e suas implicações em nossa sociedade, como um todo.
Como cidadã, concordo que há órgãos governamentais e eficientes, com o objetivo de combater o racismo e, nosso país, porém, vejo a necessidade de intensificar essas políticas, de todas as maneiras cabíveis a favor daqueles que foram ignorados por serem negros.
A prioridade seria uma fiscalização e punição, o governo não pode, tal qual, representante legítimo de nossa sociedade, fechar os olhos, aos abusos que vêm sendo cometidos aos negros de nosso país.
É necessário antes de qualquer coisa, a conscientização da população, acerca dos problemas que o racismo gera para a nossa sociedade.
Afinal, sabemos que a lei, contra pessoas racistas(s) existe, pois trata-se de uma questão de vital importância para todos brasileiro, desejando é claro que esta situação possa acabar um dia.
O racismo é algo vergonhoso e que precisa ser combatido para termos um futuro cheio de projetos culturais e sociais, envolvendo negros e brancos de nosso país. Espero que o Brasil cresça e que a cultura negra se fortaleça a cada dia, a cada gesto, a cada correto manifesto, a cada livro, a cada recado e a cada carta. Espero uma resposta de todos vocês, cidadãos brasileiros.
Atenciosamente,
Mariele Camargo.
Aluna do João XXIII – 1º ano do E.M.
oi, o meu nome não tem nada a ver com a minha cor, sou negra, meu pai colocou esse nome em mim e desde pequenininha fui motivo de gozação, quando eu chegava os alunos logo diziam tava escuro mais a luz chegou e caiam na gargalhada, quando não me pediam pra mim tomar um sol pois eu estava muito branca. convivi com isso por longos 11 anos de minha vida, e ao invéz de eu me sentir inferior esse nome me troche força e muita luz para conquistar todos os meus objetivos. hoje sou formada em ciências da computação, tenho 2 lindos finhinhos, um se chama edluz e o outro sandro luiz, sou muito feliz com minha familia e o que aconteceu no meu passado, só me deu mais entendimento sobre o sentido da vida.
” Felicidade não tem cor ”
A vida, a personalidade e os sentimentos, não são fundamentos ou razões explicados pela nossa cor. A mesma, é somente a pintura externa de uma “casa”, que dentro de si, guardam segredos revelados nas ações e expressões do viver.
Em tempos de trevas – na predominância do racismo – o problema enfrentado não foi a pintura negra no exterior de diversas “casas”, mas sim, o pensamento escuro dos homens, que ressaltavam diferenças entre um ser e outro, de acordo com sua cor.
Nesses tempos, os negros sofreram grande opressão, isso devido à ignorância de muitos, que os consideravam exclusos da sociedade.
Passaram-se os dias e anos, e a escuridão que impedia a visão dos homens quanto a esse tema, gradativamente foi desfeita, e os mesmos foram obrigados a reconhecer que a jóia mais importante no ser humano é aquilo que está dentro dele.
Contudo, somos várias raças e povos engajados no mesmo conjunto de direitos e deveres, lutando na tentativa de ver a paz e a união; afinal, somos todos irmãos.
Porque o negro fala tanto do orgulho negro? porque os negros vivem sempre se alto afirmando? porque os negros escrevem frazes como 100% negro, raça pura, preto sem preconceito, raça negra, negritude etc… estão sempre se alto afirmando, mas vivem um dilema, gostam mais de brancas do que de negras. porque os negros tem vergonha de serem negros? talvez não seja à grande maioria mas são muitos. porque tudo de ruim que vc vê na televisão, tem um toque de um negro? aconteceu um estrupo, logo o negro esta estampado diante das cameras, aconteceu um ato de pedofelia, logo vc vê um negro nos olofordes da mídia, ouve um assasinato quem estava na cena do crime? é óbivil o negro, assaltaram um banco,um mercado,um armazém, um butéco, quem estava na cena do crime? um negro. acho que é de se admirar tanta auto afirmação da raça negra do tipo: a cor negra é linda demais, negro é a raíz da liberdade. A maioria dos negros tirando aqueles que deram o duro a vida toda, não ligando com o racismo e passando por cima de tudo isso, vencendo sem se achar um piquinez, a maioria tem um toque primitivo em seus cerebros, falta raciocinio e determinação, suas cabeças são vasias e é aquele velho ditado: mente vasia casa do diabo, se os senhores puderem observar não com os olhos de pessoas que defedem a raça, mas com os olhos de quem encherga a realidade, os negros eles próprios fazem o conceito de si mesmo cair. trasgridem, matam, roubam, abusam de crianças,estrupam mulheres . juro por deus que não queria ver isso, mas é só eu ligar a tv e logo vem um negro que cometeu uma atrocidade será que é conicidência? espero que vcs sim vcs que querem mudar a mentalidade do negro, comecem mudando com o caráter pois ele é a base de uma formação de um verdadeiro homen.
Nao sou racista,mas a verdade é q tdo oq os negros fazem sao criticados, seja na roupa, no cabelo no geito; teria q haver mais respeito para com nós, DEUS DÁ O SOL PRA TDOS, mas parece q os brancos nao kerem q ate isso tenhamos direito,acha q nao temos capacidade para ter lugar ao sol queremos : só emprego, educação i respeito, somos seremos humanos nao temos culpa de ter nascidos negros nao ; cmo eles tb, nao tem culpa de serem bcos, qdo morrermos a terra vai comer as nossas peles…precisamos só de respeito + nad…….
Bem…Quando o assunto é racismo eu fico muito chateada pq aqui na cidade onde eu moro tem muitos casos.
Principalmente se tratando de emprego. Comigo aconteceram várias vezes inclusive em lojas famosas. Tenho m20 anos e ainda nem consegui um emprego.Algumas pessoas me dizem o pq não me contratam ou inventao uma desculpa… O m eu sonho era de arrumar um emprego registrado,já q eu sou uma mulher esforçada,responsável,competente,e muito guerreira.Mas quando um desses tipos d descriminações acontecem comigo eu acabo perdendo meu chão e me sinto o pior dos seres humanos. E´nalguns de meus amigos me disseram para processar estas lojas …Mas eu acxabo nem fazendo isso, eu acho q o q deveria parar é o preconceito.Afinal o q muda é apenas a cor da pele.Obrigada por fazerem este site onde podemos desabafar..
N,estou aq pra fazer poema mais pra dizer q estou mto feliz por milhares de pessoas estarem debatendo esse tema, ja era 100 tpo, conheço varios relatos de racismo com pessoas q conheço i digam se de passagem brancos saos mtos preconceituosos i alguns negros ajudam a engrossar essa corrente, um certo dia uma moça branca, outra negra com o msmo estudo chegou em uma certa empressa p/ o msmo objetivo i vcs ja sabem kaul o final da história né , intão os bcos tem medo de dividir sua riqueza com os negros capacitados, por isso dzem q nao temos capacidade uma vz q conheço negros q com seu esforço i nao por cotas em universidade nao conseguem emprego por causa de sua cor. aus bcos i negros racistas vai um recado: com a medida com q jugares sereis jugados pois só há UM DEUS, q jugará a todos. só gostaria de dizer sejam menos hipócritas i clamem!!!!!
Acredito que essa lei de que racismo é crime não deveria existir. na vida fazemos muitas escolhas, com quem queremos ter filhos, com quem preferimos nos entrosar no trabalho, com quem queremos fazer amizades, qual à cor que queremos vestir, se gostamos mais do vermelho e menos do amarelo, se um cidadão não gosta de certa etnia ele deveria se declarar sem ter que ser processado por isso, porque ele deve esconder os seus sentimentos? se camuflar e fingir que aceita tudo numa boa? existe racismo sim, e acho que ele deveria ser declarado como nos estados unidos. seria melhor pra todos, ter o bairro só do negro, o bairro só do branco, e cada um na sua. ninguém precisa conviver com quem não gosta. se alguém vinher me falar e ai meu você é racista? eu vou lhe responder não não sou racista só não me misturo, prefiro as brancas e por gentileza respeite a minha posição. se ser racista é não se misturar com negros, então podem me chamar de racista, pois eu respeito o espaço do negro, mas exijo que respeitem o meu espaço também. não sou demagogo, não sou militante de nenhuma raça ariana ou algo do genero, só sei que amo a cor que tenho e não vou misturala jamais.
O mundo é dirigido por conflitos, e alguém me pergunta porque? é facil, se na vida não ouver conflitos, desde conflitos religiosos á conflitos de raças, aqueles que estão no topo da pirâmide no poder, não poderiam manipular nós, as grandes massas.
Somos manipulados constantemente, seja em casa, no trabalho ou no lazer. não sentimos essa manipulação e temos uma falsa sensasão de liberdade. somos jogados constantemente uns contra os outros, deliberadamente para que aqueles lobos que estão no poder apasiguem suas ovelhas. pedem o nosso sacrificio, e nos dizem que é dando que se recebe, e damos o nosso sangue e em troca recebemos indiferença sobre indiferença. dizem que o judeu não pode conviver com o mulssumano, que o católico não pode aceitar o crente, hipnotizam sua mente e assim controlam as manadas sem rumo e sem direção. direcionam o nosso caminho e fazem agente acreditar na esperança. é quem espera sempre alcança, será? porque não nos livramos desses controles mentais que nos são enviados constantemente? porque nos acostumamos a sermos comandados, direcionados guiados como ovelhinhas rumo ao matadouro? quando comesarmos à agirmos porconta própria, quando tomarmos as rédias de nossas vidas, sairemos desse inferno criado por nós mesmos e criaremos um paraiso onde verdadeiramente seremos todos iguais.
Sou Negra
Tenho quarenta e seis anos e descobri recentemente que eu sou negra. È eu sou negra! E como é bom descobrir isso. Um pouco tarde talvez? Devem estar se perguntando, mas você nunca se olhou no espelho?
Sim, eu sempre soube que tinha pele escura, cabelo pixaim e que descendia de um povo de origem africano, trazido da áfrica para o Brasil, contra a sua vontade, para trabalhar como escravos para homens que possuíam dinheiro, terras e nenhum escrúpulo em seqüestrar, dominar e escravizar outros homens, afinal ainda imperava a lei dos bárbaros, onde dominava quem fosse mais forte e um país promissor e com riquezas imensas a serem extraídas como o Brasil era o lugar perfeito para os que tivessem dinheiro, continuarem a tê-lo e multiplicá-lo inúmeras vezes, não importava que para isso tivessem que tornar escravos outros homens, e porque não os negros africanos, ainda mais que era voz corrente que negro não tinha alma.
Mas eu sempre acreditei que era Brasileira e mais ainda eu sempre me acreditei gente. Já não ia longe o tempo em que meus antepassados foram escravos, já não tinham se rebelado o suficiente, a exemplo do grande líder “Zumbi dos Palmares”, já não haviam conseguido Cartas de Alforria, a Lei do Ventre Livre, a tão sonhada Abolição da Escravatura chamada de Lei Áurea, promovida por gente que disse “Negro agora deixa ser coisa”
Tudo que eu precisava fazer era me portar como gente, estudar, trabalhar e ocupar o meu espaço na sociedade, conquistar meu lugar ao sol. E foi o que fiz, durante muito tempo, com o que me era possível, afinal eu me acreditava gente como todo mundo e não queria parecer diferente de ninguém.
Todas as barreiras encontradas ao longo destes anos, todas as demonstrações de racismo e preconceito que me foram dirigidas e que todo negro conhece bem sem que eu precise citá-las, eu punha na conta da minha condição de pobre e ser pobre era outra história. Cheguei a ser considerada “preta de alma branca” quando convinha para os membros dos diferentes grupos em que convivi e achar que isso era bom, pois me fazia ser tolerada por muitos, até descobrir que isso não significava nada.O que consegui de bom foi por seguir as orientações dos meus pais, por esforço próprio, quando a cada três vezes, ou mais que eu demonstrava que era capaz de fazer determinada coisa, alguém passava a prestar atenção em mim.Nunca aceitei a violência como forma de fazer valer a minha opinião. Sou e sempre fui adepta da paz pela paz, sempre pró alguma coisa boa e nunca contra nada. Reconheço e louvo os negros de coragem que a exemplo de Zumbi dos Palmares, defenderam nossos direitos a vida, com firmeza suficiente para serem ouvidos.
Foi preciso descobrir primeiro, que eu sou sim diferente de todo mundo, que eu sou única, assim como você também é único (a). Pode procurar, não existem duas pessoas exatamente iguais e essa diferença é que nos torna um só povo, filhos de um mesmo pai, que nos torna gente. Gente com deveres e direitos iguais.
E ao me descobrir (aceitar) negra eu descobri também que isto é mais comum do que parece, que o negro só se reconhece como tal, na idade adulta o que torna frágeis nossos jovens e adolescentes, levando-os a pesar negativamente em todas as estatísticas, como, por exemplo, na questão da violência quando dos 45 mil por mês e 430 mil por ano de jovens entre 15 a 22 anos, mortos de forma violenta no Brasil, 70% deles são negros. (dados do “Movpaz” – Movimento Internacional pela paz e não violência)Descobri ainda que nosso espaço na sociedade já nos foi fechado antes mesmo da tão comentada abolição, que nossos direitos “Iguais” são sempre adiados, sempre relegados ao segundo plano.
Eu convido a todos os negros que acreditam que se nos unirmos o “Bicho Foge”, para levar adiante a promoção do negro na sociedade como forma de conquista para todos.
Marly Pimenta
Piracicaba SP
Escrevo estas linhas muito decepcionada com o país em que vivemos e esta cruel discriminação que existe. Sou indiodescendente, graças a Deus nunca fui discriminada, muito pelo contrário, sempre fui elogiado pelos meus cabelos lisos e cumpridos, pelo meu rosto que faz lembrar a época da colonização e como um povo que está sendo dizimado. Sou universitária, namoro um lindo rapaz negro, tudo seria perfeito se não fosse esta infeliz discriminação que ele vive sofrendo (nunca quando estamos juntos). Mas por várias vezes ele já foi abordado quase sempre por policiais que o revistam, pedem para ele ficar no chão debruçado, forçam ele a mostrar todas os seus pertences, por vezes já ligaram no serviço dele para confirmar se ele de fato é funcionário da empresa. GENTE ISSO É UM ABSURDO.
Que critérios eles usasm para abordar uma pessoa?? Como meu namorado existem muitos outros que todos os dias passam por humilhações e grandes constrangimentos devido a sua cor. ATÉ QUANDO ISSO VAI ACONTECER?? PRECISAMOS FAZER ALGUMA COISA??
Sou branca, e não estou nem ai se me dizem: seu pó de arroz, fantomas, assombração branca, azeda, branquela, cara palida etc… sinceramente? eu amo ser branca, mas não levanto essa bandeira que a cor branca é linda demais, poder aos brancos, força branca, supremacia branca etc.. eu me amo do geito que sou. devemos nos aceitar do geito que somos, o preconceito existe em ambos lados, tem branco que tem preconceito de certos brancos e negros que tem preconceito de certos negros, brancos com preconceito de negros e negros com preconceito de brancos. somos um bicho estranho e a .caminho da extinção, é uma pena mais a lógica leva à isso. não conseguimos nos entender como seres humanos, só entendemos a lei da força. somos compulsivos e inrracionais, tentando debater um tema sem lógica e nem coerência. onde á coerência em se discutir a igualdade do ser? somos iguais,animais todos iguais. o entendimento só chegará na perfeição de cada ser, e esse desenvolvimento é pessoal individual, para que possamos nos tranformar numa unica unidade num unico pensamento coletivo, longe dos conflitos, mas na harmonia do mesmo pensamento em comum, o bem estar de todos.
Ao Secretário de Estado de Negócios da Cultura de São Paulo
Digníssimo senhor:
Graças a essa oportunidade, chegou o momento de sairmos da penumbra para o justo reconhecimento da valorosa raça afro-brasileira no tocante ao potencial de sua cultura artística.
Saiba, senhor Secretário, que desde o curso primário mantivemos nossa tradicional cegueira e fazendo de ouvidos moucos fingindo desconhecer, salvo no caso da música, o talento e a cultura africana. Com relação à arte de esculpir basta lembrar, por exemplo, que nas obras de Aleijadinho não aparecem os nomes dos profissionais que o auxiliavam. Ele, Antonio Francisco Lisboa, claro, um extraordinário mestre, arquiteto e criador do gigantesco acervo, para o qual seria humanamente impossível produzir tanto em menos de meio século. Por trás da ribalta estavam os talentosos obreiros cujos nomes (pouco conhecidos) não passam de meia dúzia – havia dezenas deles.
Andando pelo interior de Goiás, encontramos um casarão, a Fazenda Babilônia, construída por 200 escravos no início do século XIX, com afrescos famosos sem identificação (um pintor branco jamais deixaria de assinar sua tela). Há indícios comprovando tratar-se de autoria de escravos como as molduras em forma de corrente – malditas correntes que limitavam sua consciência e a liberdade! Numa gravura mostrando um cenário noturno, em vez da Lua na fase cheia, como preferem os mais românticos, está pintado um quarto- crescente – símbolo do Islã.
A África vivia o regime feudal com guerras entre tribos e nações – os príncipes, nobres e mestres aprisionados eram vendidos, como escravos, a preços elevados e despachados em navios negreiros para países como o Brasil. Alguns professavam a fé muçulmana e se comunicavam em árabe deixando transparecer sua origem nobre. Além da mão-de-obra, os valores culturais que recebemos no campo das artes e da música são inestimáveis, mas muito pouco cultuado.
O tributo do reconhecimento é o que deve ser manifestado, começando pelas escolas, porque nossos irmãos e formadores da raça brasileira não mais imploram por clemência. Se referimos ao tronco, ao pelourinho, grilhões e chicotes é para que a barbárie histórica não se repita.
Essa é nossa esperança, que os historiadores busquem nas páginas sangrentas do tempo na ganância dos senhores de engenho e do Império. Lá, encontrar-se-á também o que há de nobre. Até o leite materno, o mingau, o tratamento com ervas e o carinho as escravas mães-de-leite nos deram com ternura e amor. Criaram bebês brancos como se fossem os próprios filhos. Para o poeta elas fizeram como “o sândalo que perfuma o machado que o fere” (provérbio árabe).
Confiante no efeito da reflexão sobre esse assunto, aguardo que a conclusão seja, por inteiro, divulgada e repassada às futuras gerações.
Genésio M Seixas
Para todos,
Desde os tempos de outrora os negros são escravizados, chamados de ladrões e até de incapacitados. Mas será que é desta forma que devemos encará-los?
Analisemos a história de Martin Luther King, um dos principais líderes do movimento americano pelos direito civil e defensor da resistência não violenta contra a opressão racial. Ele nasceu em Atlanta, Geórgia, no dia 15 de janeiro de 1929, em 1963 ganhou o prêmio Nobel da Paz pelo seu discurso mais famoso: “eu tenho um sonho”. Ele foi assassinado em 1968 em pleno dia de um de seus discursos com um tiro na cabeça. Assim, penso que quando os negros são chamados de negros, devem se orgulhar, pois a história de Martin L. King é um exemplo a ser seguido, onde todos nós podemos fazer isso.
Nos dias atuais ainda existe pessoas que são racistas, mas deve ser porque são incapazes de aceitar que somos todos iguais. O racismo só ocorre porque as pessoas transformam as diferenças em desigualdades, o que considero muito errado. Pois todos nós somos iguais, todos nós sangramos, sentimos alegria, temos fé, choramos e morremos.
Aluna da 7ª série da E.E. Gustavo Marcondes. Campinas/SP.
Uma homenagem ao Negro do Brasil e do mundo
A escravidão no Brasil iniciou-se com a chegada da primeira expedição colonizadora, em 1532 e só seria abolida em 13 de maio de 1888. Cerca de 1550 começaram a chegar ao Brasil os primeiros escravos vindos da África. Em todo o periodo colonial ,o trafico negreiro foi a atividade importadora mais lucrativa do comercio exterior brasileiro. Calcula-se que cerca de 3 milhões de escravos africanos foram explorados nas atividades do cultivo do açucar, do tabaco e do algodão, minas e claro, serviços domesticos. No ano de 1441, os europeus têm seu primeiro contato com a raça negra, eram dez africanos escravizados que desembarcaram em lisboa, “frutos” de uma expedição portuguesa à Africa, tornaram-se objetos de curiosidade e mais tarde oferecidos como “presente” ao papa Eugenio IV, em Roma. Entre os anos de 1559 a 1850, quase três seculos, os escravos africanos eram transportados em navio, que tinham o nome de tumbeiros, pela relação com a palavra tumba, que quer dizer sepultura. A travessia pelo Atlantico durava quase dois meses, e nesses quase trezentos anos, imagina-se que foram feitas mais de 12 mil viagens. Este é um relato sobre as condições subumanas que os negros vêm passando desde o seculo XVI, hoje não existem mais os navios tumbeiros, mas a raça negra ainda passa por um grande preconceito e discriminação. É por isso qie nós negros devemos nos unir para alcançar a nossa liberdade completa.
Sebastião Jose da Silva
Ex campeão brasileiro de Box
meio pesado – 1952
Telefone 38525902
São Paulo
Aos 15 anos, eu me um amigo nos dirigíamos ao centro da cidade, mais precisamente à Galeria 24 de maio, para vermos alguns discos e ouvirmos um bom Rap.
Seguindo viagem dentro do ônibus, vimos uma viatura da ROTA nos ultrapassar, observando-nos, pois estávamos sentados ao fundo, quando 1 km depois a mesma viatura parou o coletivo, adentrou-o e mandou que descêssemos, somente nós dois de vários passageiros que havia, pelo menos mandaram o motorista esperar. Após aquela “geral” disseram eles: “é procedimento de rotina e vocês se encontravam e atitude suspeita, ainda mais hoje dia 05, dia de pagamento a cidade”! Adentramos novamente e seguimos nossa viagem, quando ao passar pela Av. Paulista, decidimos descer para passar em uma loja, quando ao atravessar a Avenida Paulista, no cruzamento com a Consolação, fomos novamente parados, 20min depois da primeira abordagem, pois no canteiro central havia muitos policias. Dois policiais mandaram que levantássemos as blusas quando, meu amigo contrariado disse que havíamos acabados de ser parados e completei: “os policiais pediram que descêssemos do ônibus”, respondendo um dos policiais: “não perguntei nada, agora vocês vão tomar uma canseira para deixarem de ser bobos e abrir a boca quando não deve”!
Pegaram nossos documentos e mandaram que nos dirigíssemos a uma Comby (viatura) estacionada na calçada, que colocássemos as mãos para traz, a cabeça na viatura e nos mandaram cantar o hino nacional. Afastaram-se e disseram que queriam escutar da distancia em que se encontravam (aproximadamente 20 mts.). Os transeuntes nos olhavam, alguns riam, outras demonstravam indignação, mas ninguém nada fez por nós. Os policiais afastaram-se ainda mais, dizendo para que cantássemos ainda mais alto (à distância em que se encontravam queriam que gritássemos), quando ao iniciarmos a gritaria surgiu o superior hierárquico mandando que parássemos, nos indagando havia nos dado aquela ordem e qual o motivo da abordagem. Informamos-lhe do ocorrido, apontando os algozes, onde este lhe ordenou que pegasse os nossos documentados que estavam sendo consultados, e nos devolvesse, dizendo a estes que depois conversariam. Coincidentemente o policial que fez cessar a arbitrariedade era preto como nós, ao contrário dos que nos humilharam.
Enraivecido saí daquele local decido e prometendo a mim mesmo que nunca mais deixaria que ninguém me humilhasse, eu aprenderia leis para poder discutir essas arbitrariedades e para poder ter argumentos para discutir qualquer questão com qualquer suposta “autoridade pública”.
Ingressei na Universidade, e, aos 24 anos de idade, em 2001, bacharelei-me em Direito. Hoje sou advogado, repudio e atuo contra todos os tipos de injustiças e arbitrariedades cometidas por aqueles que se dizem “autoridades públicas”, sempre buscando amparo contra tais abusos na Lei 4.898/65 (regula os abusos de autoridade) e na lei 7.716/89 (define os crimes de preconceito de raça ou de cor).
quando eu era vivo, tive muito sentimento racista, mas hoje que vivo uma nova vida, , decubro como eu era pequeno em minhas atitudes. Amigos acumulem experiências neste mundo, que lhes conduzam nas alamedas do amor eterno, pois o sentido da vida se baseia no entendimento, no respeito a toda forma de existencia, sejam solidarios e harmoniosos entre si, pois quando nos desligamos dessa vida material, temos a verdadeira visão da existencia infinita. que deus seja contigo pois ele o é.
Sou negro casado com uma linda loira, se tenho preconceito? talvez e dai? quero que meus filhos sejam mais aceitos do que eu fui, quero enbranquecer os vestigios de uma cor que sofreu a vida toda, quero que meus filhos façam parte desa festa social, com as mesmas chances iguais dos brancos, quero que as futuras gerações de minha posteriedade, chegue tão aivinha como minha esposa é. não levanto nenhuma bandeira de negritude, pois sou chegado mesmo é na cor, cor branca e dai? quem quizer levantar essa bandeira que levante, mas eu sei bem mesmo como fugir do racismo, me misturando com os brancos. daqui uns 100 anos não se terá vestigios da minha cor com meus antecessores, talvez eles serão preconceituosos também, e dai? eles estaram do lado oposto mesmo. senhores deichem de lado esse disse me disse oque importa mesma é cada um se misturar e garantir a posteridade de seus filhos, se misturem enbranqueçam é a unica solução para o fim do racismo.
Praia grande, 15 de agosto de 2008.
Prezado leitor.
Venho por meio desta, conscientizá-lo.
Como pode um povo que tanto fez pelo Brasil, hoje ter um desdém da sociedade?
O que eles fizeram para tanta repulsa?Acredito que falta compaixão.As pessoas olham só para si mesmo e não enxergam que o outro é:igual em defeitos, lânguido e vulnerável como todos.
Deveríamos olhar a nossa volta e notar o quanto a cultura afro é presente em nosso cotidiano.Desde um prato típico até uma crença religiosa que para os cristãos é inadmissível.No âmago de todos nós, há uma senzala, nos amedontramos perante às diferenças, ficamos aturdidos e acorrentados a um bom senso que, na maior parte das vezes é insano.
Na composição étnica brasileira, todos são compostos pelo sangue crioulo, por mais que se rebele contra esse fato e mesmo que não seja geneticamente, pelo menos na alma vivaz, forte e ativa.
Praia grande, 15 de agosto de 2008.
Prezado leitor.
Existem preconceito de tudo no mundo todo: religiosos, sociais, econômicos e pessoais.Porém os raciais predominam.A grande real é que os brasileiros não respeitam os demais, nem mesmo a si próprio!
Os próprios negros se auto-discriminam, parece que ”gostam” de ser “diferentes”. Se um branco o “olha torto” o mesmo se acha discriminado. Mas nós vemos que a raça é menosprezada em músicas, televisão, filmes…
Muitos negros usam a história brasileira, onde existia o trabalho escravo, como motivo de preconceito, exigindo e aceitando feriados afim de memorizar a época; cotas de vagas em universidades e concursos públicos etc…
Todos nós somos iguais, temos que ter direitos e oportunidades iguais. Mas, por serem negros, se isolam na sociedade, como se fossem elementos “estranhos” no planeta.
O ser humano é uma raça somente em nosso globo terrestre, o que muda é a nacionalidade e a cultura dos povos.
Temos que mudar nossos hábitos, somos iguais…
O que falta mesmo é respeito entre as pessoas!